
Se existe uma marca hoje em dia precedida por sua fama é a BMW. Desde os anos 70, a marca bávara se destacou de tal forma como fabricante de sedãs esportivos para quem gosta de dirigir, que criou uma verdadeira revolução.
Vejam por exemplo como a Mercedes-Benz, outrora uma séria marca adulta, hoje procura em estilo e comportamento ao rodar imitar a empresa rival. Só o fato de serem rivais já é impressionante; a qualidade de um Mercedes, e seu preço, costumava ser bem mais alta que a dos BMW’s.
Mas como já disse aqui no passado, hoje em dia todos querem ser BMW’s, e nada além disso importa. Os BMW são o objetivo a ser alcançado, o metro-padrão pelo qual todos os outros são mensurados. Se é lançado um novo Audi A4, um novo Mercedes classe C, a pergunta vem logo em seguida: como é comparado a um BMW série 3?
Imagens: Google Earth
Não faz muito tempo falei de uma armadilha no acesso à rodovia Ayrton Senna para quem vem do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, que infelizmente não é a única. Na foto vemos o Complexo Maria Maluf, um dos mais importantes entroncamento de vias da cidade de São Paulo. Vamos ver as quatro alças.
A de cima à esquerda, usado por quem sai do túnel e quer pegar a rodovia dos Imigrantes, rumo sul, é a única sem problema. O primeiro raio parece constante, há uma pequena reta e outra curva, com dois raios porém o segundo é maior, o que sempre é bem-vindo.
A de cima à direita é muito usada por quem vem do litoral e quer pegar a av. dos Bandeirantes. O segundo raio, a partir da metade, é visilmente menor que o primeiro, situação muito perigosa.
A seguir, abaixo, a alça para quem quer sair da av. dos Bandeirantes e quer seguir pela av. Abraão de Morais em direção ao Ipiranga. Notem o abre-fecha-abre dos raios de curva, outra vez uma situação que traz perigo.
Finalmente, a saída da av. Abraão de Morais para quem pegar o túnel Maria Maluf, em que a segunda parte tem raio menor.
Se o leitor ainda não percebeu esse erros ao percorrer essas alças, experimente fazê-lo, num dia de pouco tráfego e em velocidade adequada e note como é preciso mudar o ângulo de esterçamento, evidência do erro de traçado.
Há uma curva muito famosa que é ao contrário desses "acertos" dos nossos engenheiros rodoviários. Ei-la:
Alguns devem ter sacado qual é, outros não: é a Curva Parabólica, no Autódromo de Monza. Se os carros giram com os ponteiro do relógio, veja-se o raio pequeno na entrada que aumenta muito do meio em diante, o que a torna bem segura.
Não se exige que os acessos brasileiros tenham essa particularidade, que proporciona máxima segurança, mas que pelo menos tenham raio constante. Já seria um grande avanço.
Será pedir muito dos órgãos rodoviários?
BS
fevereiro 17, 2010
Longe de mim tentar me igualar às obras fotográficas do Paulo Keller, mas de vez em quando dou sorte, e algumas fotos saem boas. A média é de uma a cada 30 ou 35.
Nessa, acho que assustei o dono desse Hot Rod, mas me assustei mais do que ele quando vi a foto no computador, pois saiu muito melhor do que eu imaginava.
O PK é modesto, e diz que com ele é a mesma coisa, muitos cliques e apenas uma ou outra realmente boas, mas eu acho que ele diz isso apenas para manter a amizade.
JJ
fevereiro 17, 2010

