google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Motivado pelo post FILHO(A) DE PEIXE..., o leitor Pedro nos enviou um desenho do seu filho Pedrinho, um entusiastinha nato, que na época em que desenhou o coupe baixo tinha 8 anos.
O Pedro, louco pela La Bruta Bellezza, o Fiat Coupe, entitulou o lindo desenho do filhote de "Meu Coupe".
Convidamos todos os pais de entusiastas mirins a nos enviar desenhos de carros de seus filhões ou filhotas. Se não tiverem algum recente peçam para que eles façam um bem especial para o blog.
Enviem os desenhos para autoentusiastas@gmail.com. Assim que recebermos alguns faremos um post para aumentar ainda mais o entusiasmo dos pequenos.
PK
Mercedes-Benz G5 (acima e abaixo)

BMW 325, nas duas fotos abaixo.




Antes da Segunda Guerra Mundial, e já se preparando para deflagrá-la, o governo nazista da Alemanha emitiu em 1933 uma ordem aos fabricantes de automóveis para construir um carro para uso em qualquer terreno. Designado como LEPKW, ou Carro de Passageiros Uniforme com Tração nas Quatro Rodas, teve o conceito bem restrito, como seria de se esperar naquele tempo de ditadura, e limitou a criatividade do que deveria ser feito, entregando os desenhos para uma arquitetura básica obrigatória: tração nas quatro rodas permanente com três diferenciais bloqueantes, direção nas quatro rodas, suspensão independente de molas helicoidais nas quatro rodas, e transmissão de cinco marchas.
A BMW gerou um modelo batizado de 325, com motor seis cilindros, válvulas no cabeçote, em uma época em que válvulas laterais no bloco era a regra quase que geral, 2 litros de deslocamento e por volta de 50 HP.
Já a Mercedes-Benz nomeou o seu jipe de G5, com motor de quatro cilindros em linha, de 48 HP.
Notem nas fotos como são parecidos, resultado do projeto feito dentro de regras rígidas, onde a criatividade foi muito restrita. Exceto pelas portas ausentes no Mercedes, e pela estrela no radiador, são facilmente confundíveis.
Os modelos foram construídos de 1937 a 1940, e hoje, raríssimos, valem muito dinheiro. Recentemente, um G5 foi anunciado por cerca de 500.000 Euros.
São mais uma curiosidade dessa época tão fértil em desenvolvimentos técnicos, e tão humanamente retrógrada.
JJ
Como já confirmamos aqui no blog, a regra geral é que entusiastas por automóveis não dão a mínima para futebol. Eu bem que tento pelo menos saber das notícias para não ficar de fora das rodinhas de conversa sobre o tema. Mas não dá, eu nunca vou gostar de futebol.

E os filhos dos entusiastas? Acho que se depender de nós também não vão gostar. Afinal temos que perpetuar a espécie, e entusiasmo se passa de pai para filho. No meu caso, de pai para filha.

Quem tem filhas, ou filha como eu, sabe o quanto as meninas adoram os pais. Adoram tanto a ponto de fazer muitos programas entusiastas. A minha filhota vai a encontros de carros, sabe muitas marcas, tem sua própria coleção de Hot Wheels, faz desenhos e já montou um carro de papelão de presente para mim.



Nesse final de semana eu ganhei um álbum de figurinhas, Super Carros, com a coleção completa de figurinhas para colar. Dei para minha filha, que me pediu para colar as figurinhas com ela. Passamos momentos bem legais.



Ela adora muscle cars, Camaro e Mustang, conhece todos os Corvettes, gosta de Porsches (principalmente da Sally, do filme Carros), me disse que quando crescer vai me dar um Ferrari. Mas os preferidos dela são SUVs, argh, talvez influenciada pela mãe. Colando as figurinhas ela apontou Cadillac Escalade e Chevrolet Captiva como seus preferidos.

Em 2007, então com 7 anos, ela bolou e construiu um carro de papelão em poucos minutos. A preferência por SUVs pôde ser constatada.



No último dia dos pais ganhei um desenho maravilhoso, com um Mustang vermelho (o mesmo que aluguei nas férias) no fim do arco-íris.



E quando se enche de me esperar tirar todas as fotos possíveis sempre dá um jeitinho de aparecer na foto, seja entrando na frente como na foto do Mustang ou colocando a cabeça pra fora e fazendo careta na foto do G6.



Vida longa aos entusiastas!

PK
Como o Bob lembrou, e muito bem diga-se de passagem, do sistema de embreagem mecanizada dos DKW, outra tecnologia que está na moda agora é o sistema de dupla embreagem, no caso o impronunciável PDK (Porsche Doppelkupplungsgetriebe) que equipa os modelos da Porsche.

Assim como os carros sem pedal de embreagem (até o Fusca teve um modelo assim), o sistema de dupla embreagem não é novidade do século 21 coisa nenhuma. A Porsche trabalha neste sistema em que há um conjunto de embreagem para as marchas pares e outro para as marchas ímpares desde os anos 80.

Os desenvolvimentos foram feitos para competição, simultaneamente para os Porsches 956 do Grupo C do Campeonato Mundial de Esporte Protótipo como para os Audi Quattro S1 do Mundial de Rally, Grupo B. Na época, Porsche e Audi dividiam desenvolvimentos tecnológicos para os carros de competição.


O piloto Derek Bell foi o grande responsável pelo desenvolvimento no 956, junto com Hans Stuck. Bell conta que "... o sistema era uma vantagem sim, mas era necessário se adaptar ao enorme peso extra que o carro carregava. Era como carregar um trailer atrás do carro." Mas o sistema não era confiável para provas longas, como as corridas de 1000 km. Bell quase perdeu o campeonato de 1986 por causa do uso de uma caixa PDK que quebrou na última corrida do ano. Curiosamente no mesmo ano, o 956 testava sistemas novos de ABS.

Transmissão com PDK do 956

Pela Audi, o grande Walter Röhr foi um dos principais responsáveis pelos trabalhos. O sistema ainda era caro e não muito confiável como deve ser em um carro de competição, então ele foi deixado em segundo plano, mesmo mostrando ganhos significativos. Mas como só vence quem chega no final...