google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Caros leitores,

O lançamento do livro do Arnaldo Keller, Um Corvette na noite, é amanhã, na Livraria da Vila, a partir das 18:30.

Endereço: Rua Fradique Coutinho, 915 (fone: 3814-5811).

UM CORVETTE NA NOITE


A seguir um pequeno trecho de um dos contos, "Um Corvette na noite paulistana"
"Então, Matilda e eu saímos da boate e ela achou bonito o Sting Ray e perguntou se corria muito. Falei que não muito, só o que eu precisava. Liguei e saímos. Uma das boas qualidades do Corvette é a elasticidade do motor V-8. O torque é tão alto e sua faixa, tão ampla, que é possível deixá-lo somente em terceira marcha que ele dobra esquinas e acelera rápido nessas madrugadas vazias, sem que precisemos tirar a mão direita de entre as duas coxas lisas e convidativas que vão ao lado. Nossa atenção se divide: pé direito no pesado acelerador, mão esquerda no delgado e leve volante, mão direita em novos campos a serem explorados. Ia razoavelmente devagar, mas não tão devagar que inspirasse uma falta de pressa, uma falta de prazerosa ansiedade pelo nosso destino. O Corvette conversível, mas uma vez, mostrava-se o carro ideal para esses trajetos."

Sábado último foi manhã de autógrafos do livro de Bird Clemente, "Entre Ases e Reis", lançado em novembro do ano passado. O local, o MG Club do Brasil, localizado no bairro da Lapa, em São Paulo. Como sempre, atrai entusiastas. Na foto acima, com o protótipo Bino em primeiro plano, e da esquerda para a direita, boa parte da velha guarda do automobilismo: Alfred Maslowski, Giovanni, Toni Bianco, Luiz Pereira Bueno, Miguel Crispim, Graziela Fernandes, Bird Clemente, Wilson Fittipaldi Jr, Francisco "Chico" Lameirão, Yutaka Fukuda, José Renato "Tite"Capapani, Jan Balder, eu e Paulo Martinelli. Cada com um monte de histórias para contar, anos nas pistas e nos ralis, caso do Maslowski, co-piloto de Jan Balder.

Essas manhãs de sábado no MG Club são sempre muito agradáveis. O deste último teve o sabor especial de podermos ver de perto, mais uma vez (não dá para cansar), dois expoentes da Equipe Willys, o Mark I e o Bino. O que esses carros venceram de corrida, na classificação geral, é impressionante. E seus pilotos estavam lá, o Bird Clemente e o Luiz Pereira Bueno.

Um momento de emocionar foi os dois, no Mark I e no Bino, respectivamente, acionarem os motores Renault 1300 com preparação Gordini cujo destaque era o cabeçote de câmaras hemisféricas. Quanto se passou na cabeça de cada um de nós! Quantas lembranças!

Está de parabéns a diretoria do MG Club.

BS
Antes de mais nada, digo a vocês que não gosto de computadores. Nunca gostei. Olho para ele como uma máquina Remington moderna, nada mais do que isso, boa para redigir meus textos e realizar trabalhos diversos.

O computador está para mim como o automóvel está para o não-entusiasta. Se o não-entusiasta sabe ligar e dirigir um automóvel, tudo o que posso dizer é que sei ligar o computador e usá-lo, nada mais do que isso. Não me interesso nem um pouco por hardware, software, linguagens... Se entupir o giclê do computador levo ele ao mecânico e pronto. Nada disso me atrai, gosto mesmo é de mecânica.

Nunca imaginei na infância que minha máquina de escrever um dia poderia me conectar ao mundo, tendo ao alcance dos meus olhos o conteúdo da maior bibilioteca do mundo: a internet. Foi graças a essa biblioteca infinita que me tive acesso a formas diversas de cultura. Uma cultura que antes era restrita aos livros, discos e fitas de vídeo compartilhados entre amigos.

Ah, os amigos. Foi nessa bibilioteca, numa estante gigante com volumes relacionados a automóveis que conheci boa parte das minhas amizades entusiastas. Pessoas que compartilham o conhecimento que possuem e que também aprendem um bocado com a gente, por mais ignorante que a gente se sinta diante deles.

Foi um desses amigos que me mandou o vídeo abaixo, "Around The Corner", gravado na década de 30 pela General Motors. O amigo foi o Carlos Eduardo Marinho de Almeida, conhecido no meio entusiasta por "Quarteto", pela sua predileção por motores de quatro cilindros (e também múltiplos de 4...).

Eu fico pensando no caminho que este filme percorreu nos últimos 70 anos: começou como um rolo de filme, teve aí algumas poucas cópias (comparado a um filme comercial), cópias que ficaram juntando poeira em um canto qualquer. Há cerca de uns 30 ou 20 anos alguém teve a ideia de converter uma dessas cópias para o formato VHS, que anos depois foi convertida para o formato digital. Até o dia em que alguma boa alma entusiasta teve a felicidade de "encadernar" o vídeo na forma de um arquivo, colocando-o em uma estante chamada "YouTube":



Maravilhoso não? É o tipo de informação que deve ser divulgada, propagada sem limites a quem quer que seja. Entusiastas iniciados ou não, o vídeo encanta qualquer um e é o retrato de uma época gloriosa, quase inocente, em que as Remingtons apenas escreviam.

FB


Carrera Panamericana, 1954, Spyder 550




Mille Miglia, 1954, Spyder 550 e a utilidade de um para-brisa baixo:

1960, e Jo Bonnier vence no Nürburgring Nordschleife:


1962, Dan Gurney vencendo o GP da França :



Le Mans 1970 e vitória para o 917:

1971, The perfect race car:


Targa Florio, uma das últimas grandes provas de rua, 1973 com Carrera RSR e 1970 com o 908-03 spyder