google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Mesmo quem está com a cabeça em órbita, totalmente avoado, deve saber que hoje comemora-se os 40 anos de quando o homem pisou na Lua, na missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969. É bastante tempo, e é mesmo difícil acreditar para quem não se liga nessas coisas.
Depois que eles voltaram, muito se comentou sobre as experiências pessoais que mudaram a vida dos três astronautas. Até mesmo se considera que houve a aquisição de uma certa dose de loucura por parte deles, diante de uma viagem inédita, um feito fantástico hoje, imaginem há quatro décadas.
Mas eu acho que a única loucura que deve ter dado nesses heróis de verdade,foi ver aquela superfície toda, aquela imensidão de poeira, pedras, valas e morros, ninguém para atrapalhar, nenhuma autoridade de trânsito para incomodar, e não terem nenhum carro para saírem acelerando alucinadamente.
Os astronautas-pedestres reclamaram tanto que o LRV, Lunar Rover Vehicle, o popular bugue lunar foi construído pela Boeing e Delco, com custo total de US$ 38 milhões, e andou pela primeira vez em 31 de julho de 1971, pilotado pelo Coronel da USAF David Randolph Scott, que era engenheiro aeronáutico por formação.
Vejam pelo semblante dele, a alegria de ser o primeiro motorista extra-terrestre.
JJ






Essa é uma cena em que dá pra ver direito como se papa um carro numa sequência de curvas. Estou aqui num Corvette 1967 com 350 cv e na frente tem um Porsche Turbo acho que ano 1975. O piloto do Porsche se atrapalhou na primeira curva do "S" do Senna e deixou o carro esparramar. Verdade seja dita que esse Porsche antigo aí é bem tranqueira de curva, pois na entrada delas ele costuma sair esquiando com os pneus da frente e na saída dela se o sujeito der um pouco mais motor ela escapa chicoteando com a traseira. Isso é agravado pelo enorme turbo lag desse motor, que fica xoxo em baixa, mas quando o diabo do turbo resolve entrar ele entra na base de um coice. Em suma, esse é um carro para ter uns 160 cv em vez dos mais de 300 cv que tem.

E nessas ele perdeu um bom posicionamento para entrar na Curva do Sol embalado, coisa que eu fiz. Daí foi moleza passar.

Entre um e outro, fico com o Corvetão, mas se não tiver jeito, ficarei entusiasmado se aparecer um Porsche estúpido desses na minha garagem também.

A história já tem mais de 30 anos e todos estão carecas de saber: crise energética de 1973, carros pequenos e econômicos ganhando popularidade, enormes carros americanos sendo descartados.

Parecia ser mesmo o fim dos tradicionais full-size, a não ser que alguma coisa fosse feita para que estes carros ficassem pelo menos um pouco mais racionais. E foi o que a General Motors fez em 1977: uma reformulação completa deixou o Caprice e o Impala menores, mais altos e estreitos.

O peso fora reduzido em mais de 300 kg (um Chevelle 1977 chegava a pesar mais...) e o interior ficava mais amplo, mesmo com as menores dimensões externas. Os big blocks estavam extintos, mas os novos full-size Chevrolet pareciam não sentir falta deles, pois estavam mais ágeis, velozes e agradáveis de dirigir.

A reformulação deu certo: o Impala deixou o mercado em 1985, mas o Caprice manteria o estilo de 1977 com poucas mudanças até 1990.

Em 1991 surgia o novo Caprice, mantendo a mesma base do modelo 1977, mas totalmente redesenhado: parecia maior e mais imponente, com linhas arredondadas e fluidas. O sucesso dessa versão foi tão grande que inspirou John Moss (então gerente de veículos especiais da GM) a ressuscitar o Impala.

Bonito e imponente o Caprice já era: bastou abolir os cromados, rebaixar a suspensão uma polegada, instalar rodas maiores (de aro 17), arredondar o desenho do pára-lama traseiro, redesenhar as colunas traseiras e adicionar o poderoso small block V-8 LT-1 do Corvette. Pintado na cor preta, foi apresentado no Salão de Detroit de 1992 e logo ganhou o apelido de "Darth Vader".


O tradicional logotipo na forma do antílope voltava a caracterizar o Impala, o primeiro grande esportivo Chevrolet em 25 anos. O carro conceito fez tanto sucesso que entrou em produção apenas 14 meses depois, já como modelo 1994.

Infelizmente durou pouco: o Caprice deixava a linha de produção em 1996 e com ele o Impala também virava história. Encerrava-se ali uma era de mais de 40 anos de possantes motores V-8 combinados com a eficiente tração traseira em Chevrolets full-size.


Hoje em dia até existe um Impala SS na linha 2009 da Chevrolet. Mas ao mesmo tempo acabou... Se é que vocês me entendem.

FB
Chevrolet Caprice (1991-1996)

Essa semana o Carlos Zilveti mandou para toda a equipe do blog uma notícia não muito agradável, veiculada através do site Automotive News: a General Motors descartou a hipótese de converter o Pontiac G8 em uma nova versão do Chevrolet Caprice.

O porta-voz foi ninguém mais ninguém menos do que Bob Lutz,, que deu a notícia através de seu blog. Apesar de afirmar que o Pontiac G8 é um carro cuja qualidades o fazem bom demais para ser simplesmente descartado, a atual situação financeira da GM, o preço da gasolina e as restrições impostas ao consumo de combustível fizeram com que a (boa) ideia fosse deixada de lado.

É realmente uma pena. Ainda mais quando se sabe que desde 1999 a General Motors dedica ao mercado do Oriente Médio um maravilhoso sedã chamado naquelas bandas de... Chevrolet Caprice.


E que maravilha de carro: duas opções de motores, começando com o Alloytec de 3,6 litros (já conhecido dos brasileiros no Omega) até um V-8 de 6 litros e 367 cv, plugado a uma transmissão automática GM 6L80E de seis velocidades. E não é restrito ao Oriente Médio: ele é enviado à China em CKD e lá montado como Buick Park Avenue.

Trata-se na verdade do Holden VM Statesman, uma versão maior do Holden VE Commodore, ambos baseados na plataforma global de tração traseira Zeta, a mesma que serve de base ao novo Chevrolet Camaro.

Ou seja, nem seria preciso converter o Pontiac G8/Holden Commodore em um Caprice. Bastaria trazer o Holden Statesman prontinho, para alegria dos consumidores e frotistas (principalmente forças policiais e taxistas). Um produto infinitamente mais interessante do que o insosso Chevrolet Impala de tração dianteira, que eu sempre chamei de "Toyonda Camcord".

Impala 2009: um Chevrolet full-size de tração dianteira. Até quando?

Seria cômico se não fosse trágico: um cidadão que chega a um concessionário Chevrolet e pede um Caprice, com um bom motor V-8 e tração traseira. A resposta: "Caprice? Tem mas acabou..."

FB