google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Estou meio sem tempo pra escrever, então aproveitei que o inverno começa a dar as caras e tomei emprestado um relato da amiga Flavinha, de uma viagem recente à Suécia. No inverno. A experiência de dirigir na neve ainda é inédita pra mim, então acompanhem comigo:


"Ontem tive a oportunidade de passear de carro pelas belas e brancas estradas da Suécia.

Estou aqui em Gävle (a pronuncia é "iavila"), a 150 km da capital Estocolmo, visitando parentes que se mudaram recentemente pra este gelado país.

Aluguei por um dia um A4 2.0 Turbodiesel (por sorte me deram um cinza chumbo, já que adoro carros escuros e para fazer um belo contraste com a neve). Queria experimentar como são as estradas suecas e a experiência de dirigir na neve. Optei por um carro maior e que tivesse todos os controles necessários para evitar possíveis acidentes, nunca se sabe...

Sobre o carro: bem divertido, adorei!! Câmbio manual, 6 marchas, embreagem bem gostosa, não muito leve, mas também não pesada a ponto de cansar. O painel informa de tudo um pouco, principalmente o quão econômico esse carro é. Fiz com ele uma média de 5,6 L por 100 km (é assim que ele mostra), ou seja, 17,8 km/l. Além disso, passei o dia reparando na temperaruta externa, e esta se manteve entre os 0° e -3 ºC. O carro também possui piloto automático e eu usei em alguns momentos da estrada.

O motor diesel é bacana e, depois de se acostumar, é gostoso e responde muito bem. Infelizmente não pude testá-lo como gostaria, já que após muitos dias de neve a estrada fica com uma fina camada de gelo em alguns pontos, muito difícil de perceber, e extremamente escorregadia.

O controle de tração funciona e muito para as estradas escorregadias. Quando andei na neve pude brincar um pouco com isso. Para sair, é nítida a atuação, além, obviamente, da luz no painel piscando alucinadamente. Forcei algumas saídas mais fortes e percebi a traseira do carro querendo sair... muito gostoso!! E, é claro, um cavalinho de pau na neve não poderia faltar!! Desliguei o controle e no final de uma rua dentro da cidade de Fallberg, aproveitei pra fazer o retorno em grande estilo.


Sobre as estradas: fica difícil dizer, já está praticamente tudo coberto de neve, mas elas são bem retas, com curvas muito suaves. Na rodovia que dirigi (chamada de 80), diversos trechos ela muda de faixa simples para faixa dupla (só assim é possível ultrapassar), revezando com o outro lado da rodovia, separando as pistas por guard rail e, em outros momentos ela fica mão-dupla, sem nenhuma separação além de faixas no chão. O que mais gostei foi quando entrei nas cidadezinhas e pude andar na neve mesmo... é fantástico!! A paisagem é maravilhosa, apesar do branco insistente. Lagos congelados, árvores com a folhagem coberta de neve, grandes pedras na beira da estrada, lindas!

Resumo da brincadeira, dirigi 343,5 km com menos de 1/4 de tanque de diesel. Visitei o Lake Siljan, as cidades de Tällberg, Leksand, Falun. Em Falun, fui ao Gruvmusset (The Mining Museum) e pude ver uma bela paisagem (novamente coberta de neve) sobre uma cratera onde, no passado fora uma mina. Infelizmente não tive tempo de fazer o tour pela mina, mas a paisagem valeu a pena. E tem mais um detalhe, como nessa época do ano o Sol aparece só as 9h30 e se põe as 15h30, não pude estender mais a viagem... além disso, no final do dia, baixou um fog absurdo e estava bem difícil de enxergar. Essa é outra característica local. Todos estão muito acostumados a isso e eu me sentia completamente deslocada no trânsito. Os caminhões andavam a 100 km/h como se estivéssemos em uma tarde ensolarada no Brasil.

Os pneus (nota do blogueiro: ela entende MUITO de pneu, trabalhou no Campo de Provas da Pirelli em Sumaré) eram especiais pra neve, uma experiência diferente pra mim. Apesar de nunca ter dirigido um carro na neve antes, a experiência foi incrível. Em alguns momentos, lembrei-me dos testes feitos na pista molhada do Campo. A sensação ao andar nas pistas cobertas de gelo é bem diferente. O ruído que se ouve em baixas velocidades se assemelha muito a quando passamos por uma poça d’água. Os pneus do Audi possuíam algumas “tachinhas”, o que ajuda e muito. Quando dirigi nas autopistas, elas estava cobertas por uma fina camada de gelo. A neve é diariamente retirada por caminhões e o que sobra é o gelo, que além de não ser perfeitamente visível, faz com que o asfalto se assemelhe ao sabão. A sensação é que não há contato entre pneu e solo, parece que o carro está flutuando, muito parecido com os testes de aquaplanagem feitos na pista...

Dirigir na neve é muito bacana, além do rumor peculiar, apesar de escorregadio, ainda é possível sentir-se seguro e brincar um pouquinho! Já na pista coberta de gelo a impressão não é tão agradável. Por vezes, você se torna passageiro (em altas velocidades) e a insegurança é inevitável. Piora ainda mais porque os caminhões circulam como se nada estivesse acontecendo, em altas velocidades, mesmo com a visibilidade prejudicada pela longa noite ou nevoeiros.

Ainda assim, recomendo a todos!! Além de paisagens lindas cobertas pela neve branquinha, é possível “brincar” (e muito!) nas estradinhas vicinais. O modo mais divertido de se fazer um retorno é sempre com um cavalo de pau... não requer prática, talvez um pouco de habilidade.
Flavinha"

MM
O artigo do Juvenal Jorge recentemente públicado e esta manhã, pilotando minha moto para o trabalho, me inspiraram a escrever este artigo: o quanto o trânsito nas cidades e estradas está relacionado a fatores que muitas vezes nunca imaginávamos.

Vamos aos fatos: normalmente o trajeto da minha casa ao trabalho pelas ruas de Toronto, ON (Canadá) leva aproximadamente 20-25 minutos. Entretanto, essa média aumenta um pouco nos meses de verão e principalmente nas quinta-feiras para cerca de 35 minutos. Já nas sexta-feiras esse tempo volta a cair para valores abaixo da média.

Se me lembro de quando morava em São Paulo, normalmente as sexta-feiras eram terríveis, com inúmeros quilômetros de congestionamento e uma perda de tempo sem tamanho. Véspera de feriado, então, uma loucura! Aqui, acontece justamente o contrário. Em feriados que caem na segunda-feira, na quinta-feira o trânsito é um pouco mais pesado e na sexta-feira, tranquilo. Nesse momento, o leitor deve estar se perguntando: por que?

Tudo isso se deve a uma pequena diferença na legislação trabalhista canadense: aqui as férias podem e normalmente são tiradas de forma picada. O cidadão aqui não é obrigado, como na legilslação brasileira, a tirar suas férias de uma única vez. Isso faz uma diferença enorme no trânsito pelo simples fato de que a grande maioria das pessoas aproveita os meses de verão e tira os seus dias de férias nas sexta-feiras.

As férias aqui são proporcionais ao tempo de trbalho na mesma empresa. Portanto, pessoas com longo tempo de casa conseguem fazer que todo o final de semana de verão seja um fim de semana prolongado.

Posso observar isso na empresa que trabalho, onde as sextas-feiras são tranquilas, com muitas pessoas de férias. Já quem vem ao trabalho neste dia sente que este rende muito mais devido ao menor stress para chegar ao trabalho e menores interrupções.

Portanto, uma simples alteração da legislação trabalhista brasileira em relação aos requisitos das férias poderia trazer certos benefícios que muitas vezes nunca teríamos como relacionar. Tenho certeza que muitos brasileiros fariam como os canadenses e não ficariam presos em congestionamentos se tivessem essa opção!
Em uma recente visita a Brasília, folheando uma revista local ví o anúncio abaixo.

Great Wall Hover a 69 mil reais. Uma tal de Alexandros Motors, além de ser a primeira concessionária da marca no, também é a importadora e distribuidora oficial no Brasil.

O Hover CUV (de crossover utility vehicle) usa um motor Mitsubishi 2.4 a gasolina que é usado em tudo que é SUV e picape na China. Dei uma "googlada" no código do motor (4g64s4m) e fiquei assustado com o comércio de veículos e acessórios chineses. Tem um modelo de uma empresa genérica, que é cópia do Toyota Prado, e pode ser pedido com 5 opções de motores de terceiros, entre eles esse Mitsubishi.

O Hover até tem um desenho simpático. Mas facilmente podemos identificar elementos copiados de modelos Toyota e Nissan. Pelo menos esse não ficou uma aberração.

Curioso é que muito pouco se falou sobre esse importador e sobre esse modelo. No site da Great Wall ainda mostram uma versão limusine do Hover!

Tem empresários que são visionários demais!

Nos comentários dos posts FOX = YARIS e NASCE MAIS UM AUTOENTUSIASTA alguns leitores mencionaram os modelos que fizeram despertar o seu entusiasmo por automóveis.

Pois então eu vou contar como aconteceu comigo.

Nasci em 1970 e desde pequeno fui incentivado a gostar de carros devido a uma grande coleção de miniaturas. Meus pais e minha avó sempre me davam muitos carrinhos. Os que eu mais gostava eram os que vinham na caixinha, os Matchbox.

Lembro-me de certa vez ter sonhado que eu coloquei toda minha coleção lado a lado no piso da casa de meus pais, que era grande. No final a coleção recobria todo o chão não sobrando nenhum espaço para andar sem pisar nos carrinhos. Acho que durante um certo tempo eu acreditava que esse sonho era possível de tão grande que eu achava que era minha coleção.

Aqui vale um adendo e uma pergunta já confirmada entre os colunistas desse blog. Não gosto de futebol. Meu pais nunca me incentivaram. E tenho uma teoria de que quem gosta muito de carros quase não gosta de futebol. Confirmam isso?

Brincadeira frequente com o meu pai quando estávamos no carro era a de procurar carros diferentes, na maioria das vezes importados, e falar seus nomes. Aprendi muito com meu pai, mesmo ele não sendo um especialista. Lembro que os modelos que eu mais gostava eram os raros Pontiacs Firebird Trans-Am, Camaros e Mustangs.

Tudo estava indo normalmente, quando numa certa manhã ensolarada de sábado, em 1979, olhei pela janela do carro do meu pai e vi um carro muito diferente de todos. Comprido, com um capô enorme. Para-lamas salientes e curvos, traseira curta. Musculoso. Uma escultura. Azul metálico e com alguns cromados que brilhavam ao sol. Um logotipo na lateral com uma palavra muito estranha, Stingray. Fiquei meio abobado, como o garoto da propaganda da SSR.

Naquele momento o entusiasmo se consolidou em mim.

Trinta anos depois, ao selecionar a foto para o logo do blog, escolhi justamente a foto de um Stingray. O curioso é que até agora eu nunca tinha ligado um fato ao outro.

Qual modelo fez você se tornar um entusiastas por automóveis?