google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
"... Meu primo me contou que um conhecido dele lá de Minas viu um cara que fez um carro a água. Esse conhecido do meu primo disse que o sujeito é um gênio e viu o carro ser abastecido com água antes de sair andando.

Só que, segundo esse conhecido do meu primo, esse inventor sumiu da cidade, junto com o carro. Ninguém viu quando ele foi embora e ninguém sabe para onde ele foi.
No mínimo foi alguma empresa de petróleo. Você acha que as empresas de petróelo iam gostar de um carro que a gente abastece na torneira? Mas, olha, o carro funciona mesmo!!! É verdade!!! Ponho a mão no fogo pelo meu primo!!! ..."

Essa é uma antiga lenda urbana, e que atingiu uma escala global através da internet. Ela tem uma receita simples para se perpetuar. Alguém descobriu algo que seria maravilhoso para todos, mas que é barrado antes de suas ideias sejam divulgadas para não prejudicar o interesse de poucos. Pura teoria da conspiração.

Ela já foi contada em muitas versões quase sempre com o mesmo enredo básico, mas com o local variando conforme o local onde é contada.

A Mercedes-Benz acabou de divulgar algumas fotos dos protótipos do novo gullwing, ou asa de gaivota, o SLS AMG. Também revelou algumas especificações interessantes como a estrutura espacial em alumínio, a disposição motor dianteiro (atrás do eixo) / transmissão traseira e suspensões com duplo A.


Mas olhando as fotos de detalhes técnicos do carro, a foto que mostra a deformação após o teste de impacto me chamou a atenção. Na verdade não é uma foto, e sim uma simulação feita por computador com base no desenho 3D da estrutura espacial de alumínio. Não sou especialista nessa área, mas sei que o software que faz a simulação é extremamente preciso e elimina muitas etapas do desenvolvimento antes que se construa um protótipo real. É verdade que esse tipo de simulação e análise já é utilizado há mais de uma década, o que ajudou muito na redução do tempo e no custo de projeto de um novo modelo.


Reparem que na foto da simulação o motor é deslocado para o lado e, como está ligado a transmissão pelo tubo de torque central, esta também é deslocada. O incrível é que o software reproduz com precisão as deformações dos diferentes materiais. A estrutura em azul se deforma de maneira programada, dissipando a energia do impacto e mantendo o "cockpit" intacto.


Quando eu trabalhava na GM, adorava visitar os diferentes departamentos e descobrir as maravilhas do desenvolvimento de um novo modelo. Uma vez, visitando uma área restrita, que trabalhava em simulações virtuais do desenvolvimento da Meriva (projeto conjunto entre a Opel e a GM do Brasil) ví uma foto como essa fixada num quadro. O que mais me impressionou é que logo abaixo estava uma foto real de um ensaio de impacto de um protótipo. Comparando as duas pude notar que a deformação estava idêntica em ambas, praticamente dobra por dobra. Ou seja, o protótipo se comportou exatamente como o projetado.

Qual a vantagem disso? Durante o projeto pode-se bater o carro quantas vezes for necessário e fazer as correções, ainda no desenho 3D, para se chegar na melhor condição de deformação.
PK
Sem muitos comentários, visto no sambódromo dias atrás...

Contrapondo o post do Bob, a Quatro Rodas de fevereiro veio com uma reportagem de capa sobre a vantagem de comprar usados. Listou alguns modelos mais caros com 2 anos de uso em média (vários ainda em garantia) e comparou com novos que custariam o mesmo dinheiro. De fato há opções interessantes, como um Fusion, um sedã grande, por pouco mais de 40 mil, preço de um Siena ELX 1,4 0-km. Claro que deve entrar na conta o IPVA, nem sempre proporcional ao valor de mercado, o seguro, e a manutenção quando a garantia de fábrica findar.

Por outro lado, andei pesquisando preços de usados para comprar, já que investi o dinheiro da venda de nosso carro em um imóvel (ainda bem que temos o carro da sogra à disposição) e não queria gastar muito agora. Na faixa de carros menores, fica difícil não pensar em um 0-km, por tudo que o Bob elencou em seu texto, e, principalmente por conta da diferença de preços que observei. Unos com mais de 10 anos de uso (e sabe-se lá que uso) custando metade ou mais do que um zerinho. Um Clio com quase 7 anos de uso por quase 2/3 de um novo. Ora, é verdade que eu não quero gastar muito, mas vale a pena economizar 10 mil reais agora (ou menos, já que tenho cartão Afinidade Fiat e um descontinho legal; falo sobre isso em outro post), que podem ser financiados a taxas de juros mais vantajosas, e daqui a pouco ter que trocar pneus, amortecedores, correia dentada, e mesmo assim andar em um carro que nunca vai ser igual ao novo? Vale a pena abrir mão de melhorias que muitos modelos recebem ao longo da vida e só estão disponíveis nos novos? Vale a pena abrir mão da garantia?

Por isso, pergunto: carro usado, no Brasil, é barato ?