google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Faleceu nesta sexta-feira, aos 82 anos, João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, após longa enfermidade. Ele contraíra o Mal de Alzheimer em 1997.

Foi, sem dúvida, uma das personalidades mais marcantes do Brasil por seu bravo empreendedorismo na indústria automobilística e por sua posição contrária ao Proálcool.

Seu sonho era o de muitos brasileiros, o de termos uma marca nacional de veículo de grande produção. Uma fábrica de automóveis brasileira, na acepção da palavra, não os "transplantes" que consituem nosso parque industrial-automobilístico atual.

Sua fábrica em Rio Claro, no interior de São Paulo, inaugurada em maio de 1975, era motivo de orgulho para a nação e, principalmente, para ele. Mas em 1994 o sonho acabou, quando a Gurgel teve a falência decretada.

De nada adiantaram as tentativas de obter ajuda do governo para salvar a empresa -- o que acabou de ocorrer nos Estados Unidos, o bail-out à General Motors e à Chrysler -- que seria de apenas 100 milhões de reais. Acabou.

Foi o fim do sonho do grande brasileiro que ontem nos deixou.

À esposa Carolina e seus filhos Fernando, Maria Cecília e Cristina, as condolências do AUTOentuasiastas.

Descanse em paz, Gurgel.
No fim de semana passado, a 24 Horas de Daytona marcou uma vitória memorável para a família Donohue. David Donohue e seus companheiros venceram a corrida pela equipe Brumos-Porsche, com dezesseis centésimos de segundo de vantagem para Juan Pablo Montoya da equipe Chip Ganassi, com um Riley-Lexus.

Quarenta anos atrás, o já falecido Mark Donohue, pai de David, venceu a prova. Isso comprova como a cultura americana do automobilismo é familiar. Muitas famílias possuem diversas gerações de pilotos vencedores, como os Andretti, Rahal, Petty, Donohue, Cheever e Unser. Muito bom ver que os nomes não morrem tão cedo, podendo deixar um legado a ser seguido pelo mais novos.

David Donohue, 2009

Mark Donohue, 1969, Lola T70 Mk3b-Chevrolet

Nesses tempos de férias e distância do meio automotivo em geral, minha insaciável sede pelo saber automotivo foi preenchido por 3 sites que devem fazer parte do passeio diário pela rede de qualquer entusiasta que se preze.

1- Autoblog - notícias o tempo todo, quase um CNN online automotiva. Bom humor da equipe e obsessão por notícias. Pra manter-se atualizado em novidades, mas sem exagero.

2- Jalopnik - Bom humor, enquetes, projetos automotivos e notícias. Cobre de tudo, antigos, novos, aberrações e piadas do meio automotivo.

3- Hemmings Blog - Carros antigos e conhecimento, o tempo todo. Muito bom. Uma das coisas que te fazem pensar "Meu deus, eu queria fazer parte disso."

Indispensáveis. Enjoy.
Já escrevi sobre isso na minha coluna "Do Banco do Motorista" no Best Cars Web Site (parei de trabalhar lá dia 9 último) faz pouco tempo. Os setores produtivos estão cometendo suicídio ao demitir funcionários. Não sou economista, mas reduzir o tamanho do mercado quando mais se precisa que ele cresça ou, pelo menos, se mantenha, é o mais autêntico suicídio.

Manter funcionários em tempo de crise não é queimar caixa. Pelo contrário, é sinal de inteligência, é assegurar o funcionamento da economia e, por conseguinte, a saúde da própria empresa. Será que é tão difícil entender isso?

Demissões nos volumes que estão ocorrendo assustam e travam inequivocamente os negócios. A empresa que demite até pode festejar a tomada da medida, sob a ótica de estar evitando sangria de caixa, mas está contribuindo para um efeito ainda mais perverso da crise financeira que assola o mundo desde setembro. Ela está realimentado a crise e ela própria sofrerá as consequências. De novo a pergunta: será tão difícil entender isso?

Quando eu era gerente de imprensa da Embraer, vivenciei lá, no meu escritório em São José dos Campos, o ataque terrorista às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. Vi o segundo impacto ao vivo e em cores. Os negócios pararam, pedidos de aeronaves foram cancelados ou os compradores pediram adiamento das entregas. Quinza dias depois, demissões. Dezoito por cento da força de trabalho no olho da rua.

Lembro-me como se fosse hoje: as ações da empresa na Bolsa de Nova York subiram. Os acionistas apreciaram a medida que visou salvaguardar a saúde financeira da Embraer...

Então a indústria vem e demite de todo lado. Será que os executivos acham que as pessoas vão começar a comprar de novo, assim, de repente, do nada? Será que acreditam mesmo em milagre?

Veja-se que a sistemática de demitir não está sendo praticada só aqui, mas no mundo inteiro. As notícias que não param de chegar a respeito são, de fato, assustadoras. O que será que estes dirigentes estão pensando, afinal? Que vão salvar seus negócios? Estão completamente enganados. Vão acabar com eles.

Estão cometendo suicídio.
BS