google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: autor



Apesar das dificuldades que o mercado automobilístico local vem encontrando, os tempos de vacas gordas da nossa economia e a tributação adicional de IPI para carros importados contribuíram para a tomada de decisão de marcas premium se instalarem no Brasil. E com isso BMW, Audi, Mercedes-Benz e Land Rover estão construindo suas fábricas. Com medo da "invasão chinesa", os fabricantes já instalados aqui bateram na porta no governo e pediram providências. Afinal, carros importados já estavam chegando na mesma faixa de preços dos nacionais. Como o governo não gosta de facilitar nada para ninguém, ao invés de implementar medidas para facilitar o desenvolvimento da indústria local e com isso atrair mais investimentos, decidiu dificultar mais ainda as coisas com o aumento em 30 pontos porcentuais  do IPI. Como nosso mercado é um dos maiores do mundo — o quarto — e os principais mercados já estão bem saturados, não restou outra alternativa para as marcas premium aumentarem suas vendas no Brasil a não ser produzindo localmente. Estamos ganhando novas fábricas ou atualizando já existentes (Audi), mais empregos, disponibilidade e confiança para comprar carros de luxo (melhor pós-venda). 

Além disso, a "invasão chinesa" foi contida. Mas o mercado de carros de luxo é de cerca de 50.000 unidades por ano e mesmo com a produção local não deve ultrapassar as 100.000 unidades. Praticamente irrelevante perto dos 4 milhões de unidades do mercado total. Além disso, essa política nada fez para os preços dos carros já fabricados no Brasil diminuírem de preços. Muitos podem achar que os preços dos de alguns importados caíram, mas na realidade eles voltaram ao patamar de antes do aumento do IPI. Isso nos modelos que serão fabricados no Brasil, que já contam com redução do IPI antecipadamente. Um reflexo disso é que quando forem fabricados aqui os preços não devem cair. 

Vermelho é a cor do A3 sedã
Folder do carro a álcool, treinamento de serviço Ford (acervo particular do autor)


Minha intenção neste post é relatar fatos interessantes que aconteceram durante os programas de desenvolvimento do carro a álcool  na engenharia da Ford do Brasil. Quero explicar ao leitor que o nome correto do álcool usado como combustível no Brasil é álcool etílico hidratado carburante, mas por questão de simplificação será chamado simplesmente de álcool em todo o post. Como leitor do AUTOentusiastas que sou faz tempo, sei que o blog não utiliza a denominação etanol.

Alguns dados históricos:

- 1916, clarividência de Henry Ford, "O álcool é  mais limpo e melhor combustível para automóveis que a gasolina e acredito que será o combustível do futuro para os motores de combustão interna"

- 1973, acontece a primeira crise do petróleo. A Opep decide cortar as exportações do ouro negro para os países da Europa e para os Estados Unidos. Com isso o preço do barril dispara, assustando o mundo todo.

- 1975, ano de criação do Proálcool com o objetivo de diminuir nossa dependência do petróleo internacional.

- 1977, decisão de adicionar 12% de álcool anidro à gasolina

- 1979, revolução iraniana, gerando a segunda grande crise mundial com o preço do barril de petróleo disparando ainda mais.

- 1979, nasce o primeiro carro a álcool produzido no Brasil, o Fiat 147.

Primeiro carro a álcool, o Fiat 147 (Foto globo.com)

Quarta geração do Colt

Um nome, muitas possibilidades.

Guilherme Fiuza, autor do livro “Meu nome não é Johnny”, comentou certa vez, em uma entrevista sobre literatura, que é muito desagradável ler biografias chatas, falando de personagens fascinantes. Além de ser cruel com o leitor, é também uma maldade com a personagem.

Vamos então tentar caprichar na biografia da personagem deste texto. Caso o título deste post trouxesse na chamada o nome deste automóvel, correríamos o risco de ver o leitor pular esta página. Afinal, o que pode haver de fascinante em um Mitsubishi Colt GTI? Caso aceitem o desafio, vamos juntos navegar nesta história e tentar descobrir. E desde já convido todos a darem sua opinião no final.


O GTI de 1995

Começamos apresentando o Colt de um amigo, Diego, que enviou algumas fotos para ilustrar nosso texto. Trata-se de um modelo GTI do ano de 1995 e que mora atualmente no estado do Espírito Santo. Equipado com um dos poucos opcionais disponíveis no catálogo, o teto solar, este GTI é cinza e custava no Brasil, quando recém-chegado, importado, cerca de 40 mil dólares. Zelador de seu modelo japonês, Diego recuperou completamente o carro comprado já um pouco castigado, e que precisava de um dono de verdade.

Mitsubish Colt GTI no Espirito Santo




Coluna 2514 18.junho.2014                       rnasser@autoentusiastas.com.br        

Araxá, a hora da elegância
Pico do antigomobilismo brasileiro, o Encontro de Araxá, formalmente dito Brazil’s Classic Fiat Show — referência ao patrocinador maior —, reúne no largo final de semana o topo da qualidade e das novidades do setor. Nesta 21ª. edição, entre os 300 veículos admitidos destaque maior será um Ferrari 212 Export barchetta de 1952. No caudal, um Bugatti Tipo 57, Atlantic, de 1937, um dos mais marcantes. Representantes pontuais, dois Packards dos anos 1920, nunca restaurados; Hispano-Suiza 1911, pioneiro na pioneira coleção Roberto Lee; Alfa Romeo 2300 de 1974 nas comemorações dos 40 anos de início de produção deste modelo; e uma treliça da Fórmula Brasil, construção pela Indústria Brasil de Automóveis, acreditada como única remanescente. Aval de relevo, terá a presença de acervo representando quatro museus.

Um dos pontos elevados da programação, fruto da visão de internacionalização dos dirigentes do antigo Veteran Car Club de MG, agora um Instituto Cultural, será o leilão de veículos antigos, único no segmento.

Festa séria, instrutiva, divertida, outros pontos de destaque são os automóveis ali nunca expostos, a feira de peças, acessórios, serviços e artes ligadas aos automóveis, atraindo vendedores argentinos. Haverá, ainda, lançamento de livro do ex-presidente do VCC-MG e jornalista Boris Feldman.