google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: autor e divulgação
O Iglesias, pioneiro, em seu museu

Os argentinos comemorarão neste ano 107 anos da produção de seu primeiro automóvel, explicitamente pequeno veículo automotor. Julgado com rispidez, será tosco e rústico. Mas, visto o cenário de época, nele ver-se-á a expressão da indomável coragem, da irrefreável vontade de saber, da superação de dificuldades para fazer. Ou, como resumiram antigomobilistas e governo municipal da cidade de Campana ao inaugurar Museu para preservá-lo e sua história, "a aventura de criar o futuro".

Para facilitar referências históricas, creio melhor chamá-lo de Iglesias, sobrenome de Manuel, seu criador e construtor. Mais fácil, pois o veículo não teve nome, marca, emblema, e sequer foi base para industrialização. Demonstração de pioneira vontade, encerrou-se em si mesmo. Como idéia e como exibição de capacidade de fazer, o imigrante espanhol, inventivo marceneiro, também criador de torno de madeira, hábil ferramenta aplicada em seus trabalhos como reparador de vagões ferroviários, e até hoje operacional e conservado em museu, o do Club del 1°. Automóvil Argentino Manuel Iglesias, gerado pela sacralização da idéia.

Há pontos de muito interesse nesta história, pouco conhecida até pelos argentinos. Difícil classificar o maior realce: se o pioneirismo, como o primeiro veículo na América do Sul; a determinação de criar um veículo capaz de andar por meios próprios, divergindo das forças da época, animais, vento, vapor; ou se o destaque maior cabe ao veículo.

Foto do Iglesias, da época

Imagem: Dailymotion/Le Mans


A Audi conquistou o primeiro e segundo lugares na 82ª edição 24 Horas de Le Mans, terminada há pouco. O Audi R-18 e-tron quattro da Audi Sport Team Joest, pilotado por Benoit Tréluyer, André Lotterer e Marcel Fässler deu 379 voltas, três mais que o outro Audi da equipe, conduzido pelo trio formado por Tom Kirstensen, Marc Gené e o brasileiro Lucas de Grassi.
Os dois Audi R-18 e-tron quattro cruzam juntos a linha de chegada (Foto Audi Motorsport)

Em terceiro, a cinco voltas do vencedor, o Toyota TS040 Hybrid, piltotado por Anthony Davidson, Nicolas Lapierre e Sébastién Buemi. Os dois Porsches 919 Hybrid estiveram no grupo da frente nas primeiras seis horas, mas tiveram problemas e terminaram em 37º e 38º, 348 e 346 voltas.

Em quinto na classificação geral e primeiro na sua classe, a LMP2, o Zytek Z11SN-Nissan, 23 voltas atrás, e 13º na classificação geral e 1º da classe LM GTE Pro o Ferrari 458 Italia, 339 voltas, uma à frente do segundo na classe, Chevrolet Corvette C7, por sua vez uma volta mais que o terceiro, o Porsche 911 RSR.

Em 17º na classificação geral e primeiro da classe LM GTE Am, com 334 voltas, o Aston Martin Vantage V-8. O Nissan Zerod RC, elétrico, só deu cinco voltas devido a problemas no carro.

BS

(Atualizado em 15/06/14 às 15h40, inclusão de foto da chegada)
Fotos: autor
Frente semelhante, mas a perda da tampa de vidro atrapalhou o visual da traseira


O titulo deste post já está meio errado: o VW up! europeu não é alemão, mas eslovaco, uma vez que é feito na fábrica de Bratislava, capital da Eslováquia. Mas, como eu conheci o up! durante seu lançamento na Alemanha, vale a liberdade poética. Foi em julho de 2012, quando foi lançado o modelo quatro-portas em um castelo-hotel (chique, não?), o Castelo Bensberg (Bensberg Schloss), cerca de 40 quilômetros de Colônia, que os alemães chamam de Köln. Lá foi o inverso do que ocorreu no Brasil, o modelo de duas portas apareceu primeiro, em 2011. Foi um evento memorável, não só pelo up!, mas pelo fato de terem levado vários carros do museu da VW em Wolfsburg, inclusive um SP2 com o qual me diverti muito rodando por estradinhas alemãs com um carro brasileiro. Mas, isto é outra história.

Rodando com um SP2 pela Alemanha
Coincidentemente, o Bob estaria no mesmo lugar dois meses depois, em setembro, para atividades ligadas a carros clássicos, as quais geraram dois posts seguidos (primeiro e segundo).

Tampa traseira do up! brasileiro, semelhante à do Seat e Škoda

Nos quatro dias que fiquei na Alemanha, rodei com o up! como meu carro de transporte diário, indo para o supermercado, passeando, inclusive indo e voltando para Colônia e, claro, comprando Água de Colônia (vulgo Kölnisch Wasser, já que os alemães, inocentes, não sabem que o nome correto de sua cidade é Colônia e não Köln). O carrinho me impressionou bem, por razões que se reproduzem no Brasil com a versão nacional. Mas, ele mudou para enfrentar nossas ruas e estradas e também para substituir o Gol G4, uma tarefa complicada. 
ACA completa 110 anos








O Automóvil Club Argentino, um dos mais antigos do mundo, fundado em 11 de junho de 1904, comemorou esta semana 110 anos de existência e segue firme no país vizinho, onde ocupa um espaço que em nosso país é preenchido em grande parte pelas seguradoras de automóveis.

O imponente prédio do ACA na Av. del Libertador, 1850, em Buenos Aires

Com uma sede majestosa em uma das áreas mais valorizadas de Buenos Aires, o prédio da entidade oferece não apenas serviços ao motorista comum como também uma ampla biblioteca com ênfase em registros do automobilismo de competição e um imponente museu. Nesta seção estão expostos desde modelos do século 19 até vários dos carros de corrida usados por pilotos argentinos no Exterior e outros usados em provas nacionais com acesso livre ao público.


Exposição de carros de corrida no ACA


Além de uma gestão baseada na prestação de serviços o ACA consegue ainda hoje manter o apoio — institucional, é verdade — a pilotos argentinos que tentam carreira internacional e também promove competições clássicas e incentiva o esporte de maneira prática. Um desses eventos é o Grande Prêmio Histórico da Argentina, que reúne mais de 230 carros em suas edições menos concorridas. Um exemplo que bem poderia ser seguido entre nós…

WG