O jornal O Estado de S. Paulo
noticiou esta tarde em seu site, com atualização às 21h00, que o
Conselho Nacional de Trânsito (Contran) recusou pedido da Volkswagen do
Brasil de manter a Kombi em produção por mais dois anos (2014 e 2015).
Chega ao final a monumental trapalhada da
semana passada de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, propor mudanças
de última hora no prazo final para veículos serem produzidos sem bolsas
infláveis e freios com ABS.
A lei
é dura mas é a lei, e lei é para ser cumprida pelo poder executivo, no
caso o Ministério das Cidades, ao qual o Contran é afeto. Nunca poderia
ter havido essa trapalhada, que só depõe contra o Brasil, especialmente
num momento em que se buscam investimentos de toda ordem aqui.
Investimento requer estabilidade de leis, é básico.
Encerra-se
a carreira de um veículo único, ferramenta de trabalho de empresas de
qualquer porte e que fará falta. Chegado ao Brasil em 1950 e aqui
produzido desde setembro de 1957, soma 63 anos de bons serviços. Parte
agora para o merecido descanso, embora sob o ponto de vista técnico a
"eutanásia" praticada seja discutível. Afinal, se os dois equipamentos são
tão essenciais à segurança como se alardeia, então a frota brasileira que não os tem representa ameaça à vida e exatamente por isso deveria ser tirada de
circulação imediatamente. Como não será, estamos diante de um caso típico de
hipocrisia.
Mas não é só aqui que se cometem esses desatinos. O Land Rover Defender, lançado em 1983, está com os dias contados, será descontinuado em 2015 por motivo de "segurança e emissões".
R.I.P, Kombi.

