End. eletrônico: edita@rnasser.com.br Fax: +55.61.3225.5511 Coluna 4113
09.out.2013
1913, o sucesso do automóvel começa aqui
Se há marcos importantes na
história de transformar o automóvel no principal ícone da história do século
20, um deles é o desenvolvimento do conceito da linha de produção. O processo
supera dividir o processo em estações de trabalho, com operários, maquinário e
as peças dispostos ao lado de um caminho onde as partes são agregadas e se
transformam em veículos.
Antes, com esforços, movimento e
tempos desperdiçados, com trabalhadores andando para buscar peças e fixá-las,
um Ford levava 12 horas para ficar pronto. Com o novo conceito, inspirado na
seqüência de atividades de um matadouro bovino para separar carnes e ossos, só
que invertida, o tempo reduziu-se – inicialmente a 90 minutos. Ao final da
produção do Modelo T, com uma fábrica central e montadoras pelo mundo, um carro
deixava a linha a cada 24 segundos!
Mais
O ganho de produtividade
permitiu a Henry Ford, capitão da implantação dos procedimentos, aumentar o
salário dos funcionários, reduzir o preço do Modelo T de 800 para 295 dólares,
e deflagrar os conceitos de qualidade das peças, tempo, produtividade,
logística, liderar a produção, expandir-se mundialmente. Uma curiosa conseqüência
de varejo, para aprimoramento de qualidade, a Ford treinou seus operários para
usar paquímetros — um medidor de espessuras de grande precisão, capaz de aferir
medidas de peças. E passou a produzi-los vendendo-os por preços baixos para
melhorar a qualidade dos serviços de manutenção.
Parece conceito antigo, mas hoje
a Ford se volta a ele e à produtividade. Unifica, em todo o mundo, produtos e
processos. Muito reduziu a variedade de plataformas, hoje 15 para todos os seus
veículos em todo o mundo. Até 2017 quer apenas 9 e nisto pretende ganhar 30% em
produtividade.
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| 1913: linha de montagem do Ford Modelo T |






