google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: www.sciencedaily.com


O grande culpado pela distração ao dirigir foi, durante muito tempo, o motorista conversar. Lembro-me, e muitos também, do aviso nos ônibus "É proibido conversar com o motorista". Hoje a recomendação está abrandada: "Fale com o motorista somente o indispensável". A conclusão é óbvia: o motorista pode falar com alguém enquanto dirige, por que não?

Nem preciso falar no "grande culpado" da distração do nosso tempo, o telefone móvel, vulgo celular, a ponto de ter sido incluído no rol das proibições de códigos de trânsito no mundo todo, inclusive no nosso. Mas acredito tratar-se mais de manifestação de misoneísmo (rejeição da novidade) do que qualquer outra coisa.

Num vôo longo recente assisti a um filme no qual o personagem estava num trem na Suíça e recebe uma chamada no telefone. Falou baixinho, colocando a mão no fone para o interlocutor poder escutá-lo, enquanto outros passageiros se voltaram para ele com cara de indignação. Qual o problema não se poder conversar num ambiente coletivo? Por acaso trem é biblioteca, onde pessoas estão lendo concentradas?

Centro de Pesquisa da Ford nos EUA, havia um parecido, prédio menor, em São Bernardo do Campo

Estávamos em pleno curso do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, a Volkswagen dominando desde a primeira temporada, em 1984. Como muito leitores já sabem, cabia-me administrar o empenho técnico-esportivo da VW tanto neste campeonato quanto no de rali, com participação oficial (para isso tínhamos carteira de Concorrente, emitida pela CBA). Eu fora contratado especificamente para isso no início daquele ano. O nosso sistema incluía maciço envolvimento da engenharia, então chamada Pesquisa e Desenvolvimento, dirigida por Philipp Schmidt, o criador do Gol.

Este diretor determinou que um engenheiro seria designado para ficar "colado" comigo, a Competições, subordinada à diretoria de Vendas e Marketing, departamento de Assistência Técnica - Produto, chefiado por Ronaldo Berg. Schmidt deu ordens expressas para que esse engenheiro, o Luiz Antônio da Silva, e eu, fôssemos prontamente atendidos naquilo que pedíssemos e determinou que um dinamômetro ficasse à disposição da atividade de competições, na Ala 17, no alto do morro onde até hoje está a engenharia, em São Bernardo do Campo.

Tudo ia muito bem até que em julho de 1986 foi anunciada a constituição da Autolatina, empresa holding que controlaria a Volkswagen e a Ford, com 51% de capital da fabricante alemã e 49%, da americana. Ocorreram diversas mudanças estruturais, inclusive a língua oficial, que passou do alemão para o inglês — tinha sua lógica, afinal todo alemão fala inglês e nenhum americano fala alemão. Um das mudanças foi que não poderíamos mais dispor do dinamômetro na Ala 17, teríamos que usar o da Ford no Centro de Pesquisa, o CPQ, à margem da Via Anchieta, quase no fim da rodovia sentido São Paulo.

Depois que o post foi publicado, o leitor totiy comentou que o prédio hoje é da Uniban, encontrei uma foto e coloquei-a (13h05).

O prédio do CPQ, hoje, da Uniban campus ABC (wikimapia.org)


Tufão Vettel


Sem o previsto tufão, rivais ficam no vácuo de Vettel, cada vez mais próximo do quarto título na F-1. Massa erra na primeira volta, mas ganha fôlego para assumir Sauber. Congresso da SAE discute futuro do automobilismo brasileiro


Vettel venceu a quarta corrida consecutiva (foto Red Bull-GEPA)


O esperado tufão não apareceu e o alemão Sebastian Vettel deu mais uma exibição de superioridade ao dominar o GP da Coréia no mais autêntico estilo barba-cabelo-bigode: largou na pole position, liderou de ponta a ponta e fez melhor a volta da corrida. Kimi Räikkönen e Romain Grosjean completaram o pódio em segundo e terceiro lugares, respectivamente, repetindo o resultado que o time de Enstone conquistou nos GPs do Bahrain e Alemanha. Em São Paulo, ontem, o Painel Motorsport do Congresso 2013 da SAE BRASIL reuniu especialistas e apaixonados para debater o futuro do automobilismo nas próximas três temporadas, quando o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e o Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Líder do Mundial liderou de ponta a ponta e fez a volta mais rápida (foto Red Bull-GEPA)

Fotos: autor
Vista do principal cômodo do lugar, a garagem que abriga o acervo do museu

Enquanto muitos colecionadores se dedicam às versões esportivas ou luxuosas, alguns — ainda poucos — focam nos modelos de entrada, ou seja, versões básicas, sem opcionais, sem conforto e até alguns itens que com o passar do tempo julgamos indispensáveis. Quando encontramos uma garagem com um ou outro carro "completinho", mas com a maioria dos veículos em suas versões mais espartanas, estamos certos de que aquele é um campo de nudismo à moda antigomobilista, onde a falta de conforto não diminui em nada o prazer de apreciar máquinas que faz muito autoentusiasta admirar, um carro pelado.

No início deste ano fui visitar um grande amigo, no interior paulista, a cidade fica próxima à capital, mas é um paraíso com poucos habitantes e muito espaço livre. Boas estradas levam até o lugar e ali fica guardada a maior (e melhor) coleção de automóveis antigos populares que conheço. Elementos de sobra que foram o combustível perfeito para aproveitar um sábado.

Dentro do galpão, que é o cômodo principal da construção, ficam abrigados os automóveis, e há também os quartos, a sala e a cozinha, que têm como visão a garagem. Por fora ninguém diz que ali é uma coleção, ou melhor, um museu. Esporadicamente ele fica aberto ao público, mas ainda de maneira tímida, a idéia é que a identidade do proprietário — e sua privacidade — sejam preservadas.

A vista interna de todos os cômodos do prédio tem visão para a garagem.