google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Cabeçote "Corcova de Camelo", com a marca na fundição

Historinhas do AG. Às vezes parece que as coisas são, digamos, assim simples, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, certo? Errado. Aqui vejo que muitas coisas são muitas outras coisas juntas e ao mesmo tempo! Mas vamos ao monte de coisas juntas, ao mesmo tempo e tudo de uma vez só, uma coisa sempre ligada e puxando outra!

Eu tinha acabado de chegar aqui em Brasília, aí uns amigos me disseram que um cara bacana (verdade, é um cara bacana mesmo) chamado Renato precisava de um motor para colocar num Corvette 1969. Eu mal tinha tirado as ferramentas do caminhão de mudanças, conhecia quase nada aqui e vem um pedido desses! E nem tinha Overhaulin' ainda para motivar este pedido com prazo tão apertado. Mas fazer o que, né? Não podia chegar mal em um lugar tão importante. Fiz o sacrifício. Corri, catei um 350 com um conhecido, desmontei, retifiquei, montei e instalei no 'Vette. Em 15 dias apenas, conforme foi tratado e combinado com o Renato! Cheguei bem, fiz minha parte no tempo combinado e ficou nota 10.

O Renato realizou o sonho de importar um Corvette 1969 e o motor estava morto, precisando de retífica. Como tinha pressa para fazer os trâmites da importação e licenciamento, me pediu outro 350 para ele, este era o real motivo da correria, e sobrou o motor dele original, que recebi como parte de pagamento pelo serviço e que ficou na oficina dormindo. 

É legal ver que se tratava mesmo de um motor legitimo, tinha inclusive os excelentes cabeçotes Camel Hump (corcova de camelo), que tinham a exótica marca identificadora de fundição com a forma de duas corcovas próximas, como as de um camelo, por isso o Camel Hump, como pode ser visto na foto de abertura deste post..

O 350 original tinha sido vítima de uma alta dose de óxido nitroso, que infelizmente quebrou as canaletas de dois pistões, a parte quebrada batia no cabeçote, fazia um barulho dos infernos. Com muita calma e nenhuma pressa, desmontei tudo, conferi que apenas dois pistões tinham sido fritos no processo, que o bloco estava ainda bom de medida. Comprei os dois pistões que faltavam e, lentamente, nas sobras de tempo, fui remontando ele.

O 454 com pistões cabeçudos em montagem

Fotos: autor


Isso faz uns 20 anos. Era um fim de tarde na fazenda e um parente rico que lá estava hospedado me emprestara um Porsche 911 conversível, vermelho, e ainda dos com motor arrefecido a ar, 2,7 litros; motor que quando em alta emite aquele berro rascante de arrepiar. Não tive dúvidas, chamei a minha mulher e a Na, a mulher do Didú, meu amigo de infância, casal que também lá estava hospedado, e fomos os três brincar com o 911. A Na é essa loira bonita das fotos, e informo que ela adora descer a lenha de conversível. Tinha um Karmann-Ghia quando se casou com o Didú e eu achava bárbaro sair com eles, eu espremido lá na banheirinha de trás, sempre ela guiando, e muito bem, e rápido, e lenha da boa.

Pegamos o 911 conversível e tocamos para a estrada completamente vazia, dessa vez a Na é que foi espremida atrás; espremida mas nem aí, pois ela bem sabia que a coisa ia ser do jeito que ela gostava. O 911 deu o que tinha, algo em torno de 230 km/h, minha mulher quase apavorando, enquanto a Na ia rindo às gargalhadas e mandando descer lenha sem fim. Lembro bem de com o rabo de olho ver seus cabelos loiros espadanando ao vento, Bela cena, belo fim de tarde, boas companheiras.


Caro leitor ou leitora,

A data de hoje, 24 de agosto, marca o quinto aniversário do AUTOentusiastas.

Aos ou às que nos acompanham desde o começo e aos ou às que foram nos conhecendo ao longo desses cinco anos, o nosso melhor muito obrigado pela leitura.

Nesse último ano vocês notaram algumas mudanças, tanto no conteúdo quanto no corpo editorial.

No dia 12 de dezembro último tomamos uma medida há tempo solicitada por muitos leitores, moderar os comentários. Não o queríamos, pois é natural que todos gostem de ter o comentário postado imediatamente, mas o volume de comentários maliciosos e/ou ofensivos chegou a um ponto insustentável, não nos restando alternativa. Mas mantivemos possível o anonimato, contrariando alguns leitores, por achar que é um direito não revelar o próprio nome. A favor da moderação está o fato de ela ser analisada permanentemente aqui no AE, resultando em pouca demora para liberação. O mais notável é o nível de exclusão ser bem baixo, não chegando a 5%, o que mostra o nível de conhecimento e educação do nosso universo de leitores, do que nos orgulhamos.

No conteúdo, desde o dia 7 de janeiro passamos a publicar duas notícias diárias a respeito do que vai pelo mundo do automóvel, com dados da revista online Automotive News e do site inglês Just-auto; vez por outra, quando necessário, notícia gerada pela própria redação.

No corpo editorial, chegou ao time de editores o jornalista Portuga Tavares, trazendo-nos sua vivência e conhecimento de carros antigos e grande conhecedor da linha Ford Galaxie, nos brindando com textos incríveis. Isso foi em 5 de setembro do ano passado.

Outro grande nome que se juntou ao grupo é Josias Silveira, que dirigiu a Sigla Editora durante 27 anos, responsável pela publicação das revistas Oficina Mecânica, Duas Rodas e Videonews. O Josias tem um estilo de escrever que é um verdadeiro deleite, combinado com seu forte embasamento técnico de engenheiro. Ele chegou no dia 12 de março.

Dois colunistas passaram a contribuir para o AE este ano. Um, o veterano jornalista e também advogado Roberto Nasser com sua coluna semanal "De Carro por Aí", toda sexta-feira às 10 horas, começando em 24 de abril. Outro, Wagner Gonzalez, grande conhecedor do automobilismo de competição, com larga vivência na Europa, escrevendo a coluna também semanal "Conversa de Pista"; desde 2 de julho, terça-feira às 10 horas

Falando de horário, um compromisso do AUTOentusiastas com o leitor ou leitora é pontualidade, ponto de honra nosso. Todo dia, exatamente ao meio-dia, há post novo – 365 dias por ano!

Modificamos também o "Fale com AE", renomeado "Fale Conosco", pelo qual o leitor ou leitora pode alcançar qualquer editor diretamente por e-mail ou, se preferir, a redação.

As novidades continuam. Dentro de aproximadamente dois meses o AUTOentusiastas deixará de ser blog para passar a ser site, com a vantagem de a navegação ficar bem mais fácil, como também a procura por post antigos ser muito facilitada. Mas não há motivo para preocupação, pois a interface será suficientemente simples e intuitiva de modo a não haver a menor dificuldade de se encontrar o que se procura.

O "Dia D" será anunciado com antecipação, mas quem digitar o nosso endereço de blog será automaticamente encaminhado para o site.

Agora é partir para o sexto ano, sempre contando com a sua leitura, leitor ou leitora, reafirmando nosso compromisso de seriedade, constância, muita propriedade, de ouvi-lo e, agora, de longevidade.

Mas a festa não poderia ser completa sem oferecermos um brinde aos nossos convidados. O amigo Carlo Gancia, filho do inesquecível Piero Gancia, nos mandou hoje um incrível filme da Shell, de 30 minutos, sobre o GP da Bélgica de 1955, justamente o GP de amanhã. Era a época da Fórmula 1 2,5-litros aspirado, com potências entre 240 e 300 cv. Vejam que beleza de imagens, mesmo em branco e preto, numa bela edição. E vejam também um cenário de automobilismo completamente diferente do atual.

O nosso grande abraço!

A equipe do AUTOentusiastas


André Dantas, Arnaldo Keller, Bob Sharp, Carlos Maurício Farjoun, Josias Silveira, Juvenal Jorge, Marco Antônio Oliveira, Marco Aurélio Strassen, Milton Belli, Paulo Keller, Portuga Tavares, Roberto Agresti, Roberto Nasser e Wagner Gonzalez
Fotos: autor

Nessa atividade de testar carros anda-se em praticamente tudo que existe, de carros de entrada com motor de 1 litro aos mais rápidos, caso da perua Audi Avant RS 6 com seu motor V-10 de 5 litros biturbo e 580 cv, e do grupo de extremo luxo, como o Hyundai Equus VS460. Claro, não dirigi todos os carros, como a linha Chevrolet atual devido a um problema entre a GM e mim (qualquer hora conto essa história em detalhes), ou o Hyundai HB20, pois a empresa só disponibiliza carro para teste na fábrica em Piracicaba, um total contra-senso ter de viajar 160 quilômetros para pegar um carro para testar, o que me recuso a fazer, pois é indecente. Imagine-se se marcas que têm fábrica em outras cidades ou estados adotassem essa sistemática, por exemplo a Renault, que tem fábrica em São José dos Pinhais, região da Grande Curitiba.

Interior simples porém agradável e funcional

Mas entre esse universo de carros que testei não só para o AE, como para outras publicações ao longo dos anos, um carro relativamente simples chamou minha atenção, o Gol Track. Coisa de feijão com arroz, um prato básico longe de ser especial, mas que quando é bem feito é dos mais saborosos.

Atribuo a sensação ao fato de o Gol, em sua última geração, a quinta, estar no quinto ano de produção, quando todo o processo de fabricação atinge o ponto ideal, como acontece com qualquer carro de produção em grande volume. E o que é o Gol Track, do qual o Josias já falou aqui quando do lançamento? Apenas um Gol 1,0 normal com 23 mm mais de altura do solo e pneus de uso misto. Isso é bom? Em teoria, não; na prática, sim.

Depois de cinco anos, estilo está longe de cansar