google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
                                    

Antes de continuar sobre minhas aventuras com um certo VW-Porsche 914, acho que convém contar um pouco da história do modelo, do por que e como ele apareceu, pois, afinal, os carros não surgem do nada. O caro leitor que já conhece o 914 de cor e salteado, por favor, que me perdoe o interregno, pois o que não a conhece pode querer saber.

Comecemos pelo que, além do amor e da escavadeira, move montanhas: a grana. Para que um negócio funcione a contento, é essencial que um fabricante fique ligado na saúde financeira de suas revendas. Revender seus produtos tem que ser um bom negócio. 

Acontece que apesar dos permanentes esforços de Ferry Porsche em tentar manter o preço do 911 o mais baixo possível, com a sofisticação do modelo foi inevitável o seu encarecimento ao longo da década de seu lançamento, 1960. Motor maior, mais luxo, mais itens de série, melhores materiais, mais pesquisa etc. As vendas iam muito bem, obrigado, com pedidos acima da capacidade de produção, tanto que ao final da década muitas carrocerias do 911 estavam sendo feitas pela encarroçadora Karmann, mas o número das vendas por concessionária era pequeno, e isso não convinha à rede. A Porsche precisava de um modelo mais barato para trazer mais movimento e faturamento aos concessionários.
Pirelli vê sinal amarelo na F-1

Sem contrato garantido, o fabricante de pneus trabalha sem saber se continua na F-1 em 2014.

No México, cresce o interesse pela edição da Carrera Panamericana deste ano.




Horizonte da Pirelli na F-1 está aberto (foto Pirelli Media Gallery)


Silêncio da FIA cria situação bizarra, diz Hembery, da Pirelli


Paul Hembery é otimista, mas... (foto Pirelli Media Gallery)

A situação é tão simples quanto preocupante: a Pirelli segue costurando e fechando acordos com equipes e promotores mesmo sem ter garantias que continuará como fornecedor de pneus para F-1. A palavra que melhor descreve esse quadro é "bizarro" e foi exatamente essa a referência usada por Paul Hembery, o homem forte dos borracheiros italianos para a categoria, para comentar o assunto.

Segundo ele, quem está emperrando o andar da carruagem é a Federação Internacional do Automóvel (FIA), sem mencionar um detalhe tão sutil quanto importante: na primeira semana de dezembro realiz-se a eleição para um novo mandato de quatro anos. Sem citar nomes, ficou claro que a demora tem a ver com a possibilidade do atual presidente Jean Todt enfrentar uma chapa de oposição liderada por David Ward, atual líder da Fundação FIA e – tchatcham-tchaam-tchaaam – aliado de Max Mosley, presidente derrotado por Todt nas eleições de 2009.

David Ward admite lançar chapa de oposição (foto FIA Foundation)

Longe de praticar as regras básicas e rudimentares da teoria da conspiração, a vingança pode estar mais perto do que parece e a Pirelli pode se ver envolta em uma luta de egos, algo longe do inédito na F-1.


Jean Todt, atual presidente da FIA (foto FIA.COM)

Todt não é o tipo de parceiro que agrada a Bernie Ecclestone: os dois fazem o gênero “get things done” e a principal diferença entre eles é que o francês faz o gênero mandão e o inglês é direto sem ser indelicado, algo que digo por ter convivido e trabalhado com ambos, em particular o último. Além disso, Ecclestone é muito mais próximo de Max Mosley, cuja ligação com o automobilismo atualmente é o cargo de presidente mundial da NCAP, entidade que pesquisa e trabalha pela segurança dos automóveis.

Quem vota na presidência da FIA são os líderes das entidades por ela reconhecidas, lista que inclui três representantes brasileiros: Confederação Brasileira de Automobilismo, Car Club do Brasil e Associação Automobilística do Brasil, entidades comandadas, respectivamente, por Cleyton Pinteiro, Joaquim Cardoso de Mello e Tamas Rohony.  Caso Ward realmente saia com uma chapa de oposição, o fiel da balança brasileira seria Mello: Pinteiro votará seguramente em Todt por questões que transcendem o automobilismo e tocam na origem dos antepassados de ambos e Rohony certamente votará em Ward por suas ligações com Ecclestone e, conseqüentemente, Mosley.

E a Pirelli com isso? A F-1 é a principal fonte de receita da FIA e, ironicamente, a que tem maior autonomia frente naquela que Chicão – o simpático locutor de várias provas de automobilismo brasileiro - chamaria de “entidade mater do automobilismo mundial”. Aos borracheiros de La Bicocca interessa estar bem com quem manda na F-1, mas como várias categorias mundiais menos conhecidas usam seus produtos, não é astuto ir contra o status quo. Nunca é demais lembrar que os italianos são de longa data associados a Ecclestone, que em seus tempos de dono da Brabham abriu mão da competitividade da equipe para permitir o desenvolvimento desses borrachudos e... e vários outros produtos italianos.

Os “se” e “mas” são inúmeros nesta batalha até agora travada nos bastidores, mas o desabafo de Hembery tem muito a ver com a demora em definir um contrato que afeta a principal categoria do automobilismo mundial.

“É uma situação das mais bizarras. Temos um acordo com a maioria das pessoas envolvidas, já acertamos com equipes e promotores e estamos trabalhando para 2014... mas o processo (de renovação) ainda não está claramente definido.”

Enquanto isso na sala ao lado...


Valencia não terá mais F-1 (Pirelli/Andrew Ferraro)

A cidade de Valencia, que nos últimos anos recebeu a F-1 em um circuito de rua de fazer tremer muita gente no Principado de Mônaco, está fora do calendário de 2014 da F-1. A recessão européia, que chegou ao país ibérico com a intensidade da febre espanhola, é a principal causa disso. Não bastasse perder o GP para a Catalunha – a corrida espanhola vai acontecer novamente em Barcelona –, a prefeitura local agora deve arcar com a multa de € 33 milhões por romper o contrato, valor que os políticos locais tentam negociar com Bernie Ecclestone. Por esse acordo, Valencia e Barcelona promoveriam o GP da Espanha em anos alternados.

Não desliga nunca


De Ferran, embaixador da Formula E na América do Norte (foto Indycar.com)

Afastado das pistas enquanto piloto, Gil de Ferran jamais largou o osso: desde que pendurou o capacete após a vitória na 500 Milhas de Indianápolis de 2003, Ferran ocupou cargos e cargos em várias categorias do automobilismo, lista que agora ganha ares de aristocracia. O brasileiro acaba de ser nomeado Embaixador da Fórmula E, a categoria de monopostos movidos a motores elétricos que estréia em 2014; sua atuação será centrada na América do Norte.

Carrera Panamericana já tem 80 inscritos


Studebaker de Pérez e Rodriguez, vencedor em 2012 (foto LaCarreraPanamericana.Com)

Faltando cerca de mês e meio para o encerramento das inscrições, a edição 2013 da Carrera Panamericana já conta com a presença garantida de 80 duplas de 13 países da Austrália, América do Norte e Europa. A competição é aberta para automóveis classificados nas categorias Turismo (Mayor e Menor), Sport (Mayor e Menor), Histórica (A, A Plus, B e C), Originais e Exibição. As categorias Turismo Mayor e Histórica C são as que reúnem o maior número de concorrentes, 13 e 24, respectivamente e cujos concorrentes conquistaram nove dos primeiros lugares da prova de 2012, vencida por Gabriel Pérez e Ignácio Rodriguez, com um Studebaker super-preparado.

O Mercedes-Benz 300 SL de Hartogs e Bilton (foto LacarreraPanamericana.com)

A competição é uma versão moderna e competitiva das provas de estrada dos anos 1950 e que perdurou até 1973, quando foi disputada a última edição da Targa Florio, na Sicília. A Carrera Panamericana sobrevive misturando deslocamentos e trechos contra o relógio, como nos ralis atuais, porém conservando uma aura de paixão e amadorismo que raros eventos conseguem manter.



Este Ford 1951 está pronto para a prova e não tem piloto (foto LacarreraPanamericana,Com) 

A “Pana”, como a corrida é tratada por seus admiradores, movimenta um mercado próprio e que explora a proximidade com os Estados Unidos. Como os carros históricos, aqueles que participaram das provas de 1950 a 1954, são cada vez mais raros, os organizadores incentivam o uso de velhos sedãs e cupês americanos com preparação digna das grandes carreteras sul-americanas. É o caso deste Ford 1951, equipado com mecânica que emprega vários itens desenvolvidos por preparadores da Nascar. Como seu piloto e proprietário Alexandro Santamaria faleceu, sua família decidiu vender o carro como forma de homenagear sua memória.

WG

A coluna "Conversa de pista" é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


O leitor vai logo entender o porquê do título.

Essa foto foi feita na Av. Ceci, uma reta que vai da Av. Jabaquara à Av. Moreira Guimarães/"Viaduto 11 de Junho", no bairro Planalto Paulista, em São Paulo. É paralela à Av. Indianópolis, sendo uma via conhecida, alternativa a esta e à Av. dos Bandeirantes. Uma via calma, de limite 50 km/h, mas bastante utilizada por muitos, eu inclusive, há anos. Como sexta passada à noite

Ao me aproximar do "Viaduto 11 de Junho", faltando uma quadra, não pude seguir em frente. A princípio imaginei tratar-se de algo temporário, desses fechamentos de vias por qualquer motivo, freqüentes em São Paulo, mas, não, era definitivo. Como conheço a região, dobrei à esquerda na Al. dos Guaiases para reencontrar o caminho de casa, sem maiores problemas. Sábado de manhã fui lá observar melhor a "obra dos cérebros" da CET e aproveitei para fazer as fotos deste post.

De fato, alteração definitiva, o motivo é que foge à mais elementar compreensão.

Faixa colocada pela CET na Av. Ceci para avisar a alteração


Fotos: Comissão de classificação nacional e arquivo pessoal
1975: Linha Ford, numa única fábrica diversos e diferentes modelos para todas as aplicações

Quando escrevo um texto procuro fugir daquele linguajar comum onde invariavelmente usamos as expressões “debaixo do capô”, “cara de mau” e “invocado”. Ainda mais quando estamos nos referindo a automóveis nacionais, acredito que é preciso contar tanto a história desses automóveis que povoaram nossas ruas e habitaram nossas garagens que acabo por humanizar os veículos, tudo bem sei que isso nos faz cair em um novo chavão, mas acho melhor humanizar tentando fugir das expressões já exploradas.
Perdoem-me, amigos leitores, pelo “nariz de cera” (nome dado ao parágrafo de abertura que foge do assunto), mas é que um dos motivos do interesse em contar as peculiaridades dos automóveis nacionais fora de um contexto social, político e de uso está intimamente relacionado à falta de cultura do povo em estudar nossa própria história, daí meu apoio total e incondicional à classificação dos veículos antigos brasileiros.
Comparar carros diferentes de épocas distintas tendo em comum apenas a nacionalidade é uma tarefa complicada, para não dizer impossível, mas essa é a atual realidade existente em eventos de veículos antigos. Enquanto, nos principais encontros do país os avaliadores de carros importados seguem – ou deveriam seguir – as definições mundiais estabelecidas pela FIVA (Fédération Internationale des Vehicules Anciens) – Federação Internacional de Veículos Antigos.
Logotipo da instituição internacional que defende os interesses de colecionadores do mundo inteiro.

DEFINIÇÃO EUROPÉIA

DEFINIÇÃO NORTE-AMERICANA
PERÍODO
NOME
PERÍODO
NOME
Até 1907
ANTIGOS
ATÉ 1905
ANTIGOS
1908 - 1918
EDUARDINO
1905 – 1918
ERA DO BRONZE
1919 – 1930
VINTAGE
1919 – 1930
VINTAGE
1931 – 1945
POS-VINTAGE
1931 – 1945
PRÉ – GUERRA
1945 – 1960
CONTEMPORÂNEOS
1946 – 1960
PÓS – GUERRA