google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: autor
Modelo Tourer vem com porta-malas

Assim que vi a Kawasaki Versys 650 pela primeira vez, de cara pensei comigo: “Opa! Essa é legal! Posição ideal para pilotar, motor suficientemente bom, suspensões com bastante curso e nada pesada”.

Pois é, após passar uma agradável semana com ela, vejo que não errei nessa primeira “avaliada”.

Para quem tem 1,80 m, como tenho, a altura do banco (845 mm) está num bom limite, pois facilmente plantamos os dois pés no chão. A posição de guiada é ótima para o dia a dia e para passeios; não cansa. Costas eretas, pernas levemente flexionadas, como quem monta a cavalo para caminhar, trotar, ou tocar a galope curto por um período longo. É a posição que menos nos cansa, menos nos provoca incômodos após a cavalgada, tanto é que logo nas primeiras aulas de equitação, seja na roça ou na hípica, logo se ensina a postura correta. O mesmo serve para motos. Para horas "à sela", essa posição se mostra a ideal.

Conta-giros analógico e velocímetro digital


Hoje, ao abrir o Google e encontrar a imagem acima, fui lembrado que 161 anos atrás era publicado aquele que é meu livro favorito, "Moby Dick", de Herman Melville. Ok, o meu livro favorito que não fala de carros... Mas a verdade é que existem obras que transcendem o tempo e são imortais. 

Como é o caso deste épico de Melville, que conta a epopéia de um certo Ismael, um jovem marinheiro do barco baleeiro Pequod, e da obsessão de seu capitão Ahab com um grande cachalote branco.  Muita gente boa considera este o maior romance americano, e é sem dúvida uma história daquelas que parece que sempre existiu, algo difícil de acreditar que foi escrito, inventado até, por uma pessoa de carne e osso.



Aqui no AE, já prestei uma singela homenagem a esta obra maravilhosa e imortal:

O VW POLO, A ESTRADA, E UM CERTO ISMAEL

Baleias assassinas e capitães tresloucados pela vingança podem não ter ligação alguma com automóveis, mas mesmo assim não podia deixar passar o dia sem, novamente, me curvar ao talento de Melville, e comemorar a sua obra-prima. E lembrar da primeira vez que abri a primeira página do livro, e li a famosa frase inicial:
"Chamai-me Ismael..."

MAO


Outro dia um leitor pediu para explicar como achar a velocidade por 1.000 rpm em cada marcha, a v/1000. É relativamente fácil o cálculo e uma calculadora ajuda, embora faça tempo que só uso a calculadora do computador (Iniciar, Todos os Programas, Acessórios, Calculadora). Se você não a conhece, veja foto no final.

É preciso saber a relação de cada marcha, a relação de diferencial e o diâmetro da roda completa, que é roda mais pneu.

Conhecendo a medida do pneu, acha-se o diâmetro da roda. Multiplique a seção transversal pelo perfil, tomando o cuidado de dividir por 100. Por exemplo, pneu 195/55R16: (195 mm x 55) ÷ 100 = 107,25 mm (na verdade considere o perfil dividido por 100, que é 0,55, e faça uma conta só). Multiplique esse resultado por 2, pois são dois flancos no pneu, o que dá 214,5 mm. Some ao diâmetro da roda, que sendo no exemplo de 16 polegadas, tem 16 x 25,4 = 406,4 mm de diâmetro. Somado com 214, mm, dá 620,9 mm. Esse é o diâmetro da roda.



Os limites e propriedades das válvulas circulares convencionais

Todos nós temos uma grande unanimidade debaixo do capô dos nossos amados carros. Dentro de cada motor que circula em um veículo pela cidade, quer seja um automóvel, quer seja um caminhão, quer seja um motor de ciclo Otto ou Diesel, do fabricante que seja, todos eles utilizam o mesmo tipo de válvula, em formato de tulipa, para controlar a entrada e a saída de gases dos cilindros.

Entretanto, esta não é exatamente uma unanimidade singularmente burra, como nos lembraria Nélson Rodrigues, pois ela é fruto de um processo técnico que já contei aqui, chamado de convergência tecnológica.

Se todos os fabricantes usam este tipo de válvula é porque ao longo dos anos de evolução esta se mostrou a melhor solução para controle de fluxo dos motores a pistão.

Há, entretanto, esquecido no fundo da gaveta dos projetistas, todo um universo de sistemas de válvulas que hoje não passam de mera curiosidade. Parte deste universo será explorado nas próximas partes deste artigo.

Embora a convergência tecnológica tenha tornado essas opções hoje mera curiosidade técnica, nada impede que que um dia ressurjam para o mundo real, já que o sistema de válvulas que usamos hoje possui muitas imperfeições.

É sobre essas imperfeições e demais caracteristicas das válvulas o tema desta parte.