| MG TC 1948, conta-giros diante do motorista (mgtc.co.uk) |
Atualmente poucos carros não têm conta-giros e sua presença no painel não causa espanto ou admiração, já nos acostumamos com eles.. Mas nem sempre foi assim.
O primeiro que vi foi num MG TC 1948 do namorado da irmã de um vizinho. Eu tinha 14 anos. O carro era versão de volante na esquerda e achei incrível o velocímetro estar diante do motorista e não o conta-giros, mas depois deduzi que no original era o conta-giros o mais visível nos carros de volante na direita. Bem coisa de carro esporte. Acredito que fosse algo difícil inverter posições porque naquele tempo tanto velocímetro quanto conta-giros eram mecânicos, por cabo, e talvez não fosse fácil alterar as rotas dos cabos. É só uma hipótese.
Para os jovens ligados em automóvel conta-giros era alguma coisa espetacular, única, quase mágico até, aquele ponteiro que se movia acompanhando as rotações do motor era o máximo.
Quando surgiu o Alfa Romeo brasileiro, chamado de FNM 2000 JK, em 1960, um dos seus grandes atrativos foi ter conta-giros. Dirigi-lo tinha um quê de especial, o carro todo era muito avançado, destacava-se de todo o resto. Eram o "anti-americano", por assim dizer, no sentido de suas suas diferenças em relação aos carros americanos que rodavam por aqui.


