google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

A bola espelhada de Escher: reflexo do presente ao invés de premonição do futuro

Júlio Verne é, de todos os grandes escritores de ficção científica, o mais profético.Em seus livros, ele criava máquinas maravilhosas que deslumbravam seus leitores, mas que iam além da maravilha. Ele realmente previu muitas das realizações que hoje fazem parte do nosso dia a dia.

Julio Verne
Seu mais famoso livro, “20.000 Léguas Submarinas”, conta a história de um barco submersível, o Náutilus, e de seu comandante e construtor, o misterioso Capitão Nemo.

Sua descrição da nave, minuciosa até quase os parafusos, previu o uso generalizado da eletricidade para todas as funções, de lâmpadas elétricas frias, de um sistema de propulsão muito similar ao dos modernos submarinos nucleares, do aqualung. Isso numa época de iluminação com lamparinas a óleo e locomotivas a vapor.

Porém é em “Da Terra à Lua” que ele foi além, mencionando detalhes assombrosamente coincidentes com a missão Apollo 8, ocorrida quase um século depois.

Ele previu o peso da cápsula, o uso extensivo de um material recém-descoberto, o alumínio, a tripulação de três homens, do lançamento na Flórida às minúcias da velocidade atingida, do regresso no Oceano Pacífico quase se acidentando sobre o navio de resgate. São tantas coincidências que muita gente acredita que o autor tivesse algum tipo de capacidade premonitória.

Sim. Júlio Verne tinha uma grande capacidade de prever o futuro. Mas não era nada esotérico. Ele lia diariamente 15 jornais, e vivia em Paris, uma das capitais mais efervescentes nas novidades da ciência, onde conhecia vários engenheiros e cientistas.
Foto: brasil247.com

Brincar na praia, na beira d'água, com a mãe, é uma diversão singela e agradável. É mesmo? Não quando estamos rodeados de imbecis – que não param de aumentar em número no nosso país.

Grazielly Almeida Lames, de 3 anos (foto) foi morta sábado de carnaval por um jet-ski descontrolado que invadiu a areia da praia de Guaruba, em Bertioga, litoral norte de São Paulo. Há controvérsias sobre o aparelho aquático estar operado ou não no momento do atropelamento. Testemunhas dizem que estava, a família do adolescente de 14 anos diz que não, que ele apenas ligou o motor e o jet-ski navegou sozinho em direção à areia, onde colheu Grazielly na primeira ida à praia de sua vida.

Fatalidade? Sem nenhuma dúvida. É inimaginável alguém ser atropelado por qualquer veículo num local de lazer como uma praia, na beira d'água. Entretanto, aconteceu. 

Fotos: divulgação Peugeot


O Peugeot 308 chega para substituir o 307 mais com aperfeiçoamentos do que com novidade propriamente dito, sem que isso constitua algum demérito. Pelo contrário, o hatchback médio francês melhorou em vários aspectos. Continua com motorizações 1,6 e 2 litros, mas na menor há a novidade do sistema de partida a frio não requerer mais injeção de gasolina e o conjunto de reservatório e bomba, tudo graças a um sistema desenvolvido pela Bosch, que será visto adiante.

O 308 foi lançado no Salão de Frankfurt de 2007, com vendas no início de 2008. Em 2011, no Salão de Genebra, foi apresentada sua atualização, cujo desenho é o mesmo do que agora chega ao Brasil. A principal mudança é a grade dianteira menor – o “bocão” não proporcionava mesmo visual dos mais agradáveis.

Para recordar, o 307 chegou ao Brasil importado da França em 2002 e dois anos depois começou a vir da Argentina, da fábrica Peugeot em El Palomar, perto de Buenos Aires.


As dimensões permaneceram próximas do 307, com ganho de 74 mm no comprimento e 69 mm na largura, porém com redução de 12 mm na altura. O volume do porta-malas não se alterou, 348 litros quando medido com blocos VDA (tanto a Peugeot quanto a Citroën costumam informar volume medido pelo método de água, no caso 430 litros, mas que é irreal).


Vivemos hoje sob o pseudo-terrorismo dos plásticos, sempre odiados pelos jornalistas testadores de carros daqui e do resto do mundo. A ponto de sempre falarem em plásticos “bem-encaixados e sem rebarbas”, como se isso fosse mérito ou então como se não fosse geralmente assim. Os fabricantes têm que fazer das tripas coração para que seus produtos de menor preço não tenham plásticos com cara de menor preço. Senão, lá vem malho.

Sabedoras de longa data da perseguição aos plásticos, as fabricantes procuram minimizar o problema com inteligência. A Peugeot, no 408, aplicou revestimentos de portas de toques diferentes nos espaços dianteiro e traseiro, mais duros atrás. Sendo um sedã médio a ser dirigido pelo dono, este teria, em hipótese, sensação de maior "luxo".

Pensei nesse assunto numa viagem de avião semana passada, um Boeing 737-800 da Gol, pelo jeito bem novo na frota. Fiquei procurando plásticos macios e o resultado foi tudo duro. Nunca vi ninguém reclamar de plásticos duros em avião. Já em automóvel...

Boeing 737-800: só plasticos duros