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| A bola espelhada de Escher: reflexo do presente ao invés de premonição do futuro |
Júlio Verne é, de todos os grandes escritores de ficção científica, o mais profético.Em seus livros, ele criava máquinas maravilhosas que deslumbravam seus leitores, mas que iam além da maravilha. Ele realmente previu muitas das realizações que hoje fazem parte do nosso dia a dia.
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| Julio Verne |
Seu mais famoso livro, “20.000 Léguas Submarinas”, conta a história de um barco submersível, o Náutilus, e de seu comandante e construtor, o misterioso Capitão Nemo.
Sua descrição da nave, minuciosa até quase os parafusos, previu o uso generalizado da eletricidade para todas as funções, de lâmpadas elétricas frias, de um sistema de propulsão muito similar ao dos modernos submarinos nucleares, do aqualung. Isso numa época de iluminação com lamparinas a óleo e locomotivas a vapor.
Porém é em “Da Terra à Lua” que ele foi além, mencionando detalhes assombrosamente coincidentes com a missão Apollo 8, ocorrida quase um século depois.
Ele previu o peso da cápsula, o uso extensivo de um material recém-descoberto, o alumínio, a tripulação de três homens, do lançamento na Flórida às minúcias da velocidade atingida, do regresso no Oceano Pacífico quase se acidentando sobre o navio de resgate. São tantas coincidências que muita gente acredita que o autor tivesse algum tipo de capacidade premonitória.
Sim. Júlio Verne tinha uma grande capacidade de prever o futuro. Mas não era nada esotérico. Ele lia diariamente 15 jornais, e vivia em Paris, uma das capitais mais efervescentes nas novidades da ciência, onde conhecia vários engenheiros e cientistas.






