google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: m.noticias.uol.com.br

Espelho retrovisor esquerdo do novo Fiesta e Fusion


Na única vez que estive em Seul, Coréia do Sul, notei duas coisas nos carros de lá. A maioria tinha um pequeno espelho circular de grande convexidade sobreposto ao normal, plano, evidentemente para aumentar o campo de visão. Como todos os carros que vi tinham espelho esquerdo plano, pressuponho que seja norma, tal como nos Estados Unidos, onde é proibido espelho convexo no lado do motorista. A mão na Coréia do Sul é direita, como aqui.

A outra que vi em muitos carros foi o botão aplicado ao volante de direção, fazendo deste uma manivela, para facilitar uso em manobras. É um acessório bem antigo, que se via com relativa freqüência por aqui e continua sendo usado, mas em carros adaptados para portadores de necessidades especiais.

Botão acrescentado ao volante, para girá-lo rapidamente em manobras
Foto: Paulo Keller



Quase tudo que é demais cansa. Dirigir demais cansa, enche a paciência. Dirigir em São Paulo tornou-se uma atividade que raramente nos dá prazer.

Mesmo estando num baita carrão gostoso, dos melhores que há, a única coisa que ele pode nos oferecer a mais é mais silêncio, mais maciez, melhor ergonomia, menos movimentos para ser conduzido e melhor controle da temperatura ambiente, além de um som melhor. De prazer em guiar, mesmo, do jeito que um autoentusiasta gosta, nadicas. 



Não há quem não conheça esse nome e esse logotipo, o do programa dominical da TV Globo exibido às 9 horas da manhã. Uma proposta elogiável da emissora n°1 do Brasil, falar sobre o mundo automobilístico. Quando começou, em 2002, se a memória não me falha, era absolutamente agradável de assistir, coisa de um primeiro mundo que ainda era algo distante para nós. Mas depois mudou de caráter e enveredou por um caminho lamentável, o do título desse post.

Ter "ação comercial" no seu conteúdo significa que o Auto Esporte não é um programa jornalístico como se espera de um programa de tevê, mas o que o próprio nome indica, um programa comercial. Para que um automóvel seja avaliado ali é preciso pagar, o que não existe na imprensa séria, inclusive a imprensa automobilística.
Foto.estadao.com.br


Saiu esta semana o resultado do exame de alcoolemia da motorista do Hyundai Tucson que perdeu a vida na colisão com um Porsche 911 na esquina das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, em São Paulo, na madrugada de 9 de julho último: 2,1 gramas de álcool por litro de sangue. Representa 250% mais que o limite estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro e 11.500% sobre o permitido pela lei seca.

O triste fato apenas corrobora o que venho dizendo há mais de três anos, desde que a lei foi promulgada. Quem causa ou sofre acidente relacionado a ingestão de bebida alcoólica não é quem bebe comedidamente, dentro do limite de 0,6 g/L que o CTB autorizava e que estava alinhado com a vasta maioria dos países, e que baixou para 0,2 g/L com a lei, mas quem está efetivamente bêbado, de porre. E isso significa alcoolemia 1,0 g/L, no mínimo.