google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Mais um vez o velho amigo Luiz Dränger nos escreve falando de suas experiências ao volante, desta vez fazendo uma constatação que considero merecedora de ser compartilhada com os leitores por ter muito a ver com o nosso dia-a-dia. Espero que aproveitem.

Bob Sharp
Editor


FAZENDO AS CONTAS

Por Luiz Dränger

Guio automóveis desde os anos 60. Sempre fui ousado e guiava muito mais rápido que a média do trânsito. Naquela época era divertido fazer coisas que não são aceitas hoje em dia, tipo empurrar o carro da frente, virar uma esquina em São Paulo derrapando de traseira etc.

Aos 25 anos, quando "aprontava" ao volante

Ou ir de São Paulo ao Rio na Dutra velha (pista simples) em 3h15m com o Chevette-Lotus. Coisas de jovem, mas com muita sorte e um resquício de consciência nunca bati forte nem provoquei acidentes.

Hoje, aos 61 anos de idade, ainda me considero um autoentusiasta, e gostaria de dirigir um Porsche. Mas nas minhas condições uso um Puma no dia a dia, e uso pouco, menos de 3.000 km em 1 ano. Uso um scooter, muito mais apropriado para o trânsito infernal de São Paulo.


No MG TC do meu tio Nuno


Não sei se  o leitor pensa igual, mas para mim o olfato é um dos nossos sentidos mais importantes quando o assunto é automóvel. Importante tanto dentro do carro quanto fora dele.

Outro dia fui retirar o JAC J6 Diamond na sede da empresa e mal andei com o carro havia um cheiro dentro dele que não era de automóvel, mas um perfume. Certamente haveria de ser um odorizador. Procurei-o, achei-o, um saquinho dentro do cinzeiro, e no primeiro semáforo mais demorado joguei-o no lixo. Pronto, o J6 voltou a ter cheiro de carro.

O mesmo quando mando lavar o carro. Digo sempre ao atendente para não passar nada no interior, nenhum líquido exceto um pano úmido em superfícies como o painel.

Foto: europeancarweb.com



Quando aprendemos a dirigir, a terceira coisa que aprendemos é frear. Primeiro é arrancar, coordenando acelerador e embreagem, etapa que não existe com câmbio automático ou robotizado, ou quando a embreagem, apenas ela, é automática.. Depois, virar o volante, por motivos óbvios. Só então é que vem o freio. Mas frear é muito mais do quer apertar um pedal. Exige sensibilidade e também entendimento do que acontece quando se freia um carro.

Acho que todos têm alguma noção do que é frear antes mesmo de pegar o volante, devido ao andar de bicicleta. Só que no automóvel é diferente, a massa e a velocidade são bem maiores.

Frear é converter energia. A energia cinética, ou de movimento, é convertida em calor. É por isso que freios esquentam. Quando o pedal de freio é apertado, ocorre uma ação nas rodas que têm freio - todas, no caso do automóvel. Um material de atrito é pressionado contra uma parte giratória, que gira junto com a roda, que pode ser tanto um tambor de freio quanto um disco de freio. No caso do tambor, sapatas com material de atrito; no disco, pastilhas com esse material.
Energia cinética transformada em calor: visível (coisasdeengenheiro.wordpress.com)

O Fiat 500 mexicano

O novo Beetle
Ambos nasceram com o mesmo objetiivo, motorizar o povo por meio de baixo preço de aquisição, Fusca e Fiat 500. Mas cs caminhos foram diferentes. O alemão, por iniciativa do governo nacional-socialista, criando uma fábrica e uma cidade para fabricá-lo; o italiano, pela iniciativa privada, por  um fabricante que já contava 37 anos de existência. Seus autores são dois grandes nomes da indústria automobilística, Ferdinand Porsche e Dante Giacosa.

O alemão não tinha nome, só sua descrição em alemão, carro do povo ou, em melhor tradução, carro popular. Sua descrição viraria nome, mas só depois de terminada a Segunda Guerra Mundial na Europa, ainda em 1945, quando a guerra no Pacífico ainda estava a alguns meses de terminar. Seu batismo foi natural, os ingleses que ocuparam a fábrica e reiniciaram sua produção apenas trataram de chamá-lo como os alemães o chamavam, Volkswagen. lembrando que a inicial maiúscula deve-se ao fato de se grafar assim os substantivos em alemão. O italiano tinha marca, evidentemente, e o nome de modelo veio da sua cilindrada de 569 cm³ arredondada para baixo; sua potência era de apenas 13 cv. O alemão, 985 cm³ e 20 cv, mas a produção em 1945 já começou com motor de 1.131 cm³ e 25 cv..

Os dois fabricantes existem até hoje e ambos têm fábrica no Brasil, mas os italianos levariam.23 anos para chegar (1953 x 1976), embora já começassem direto com uma fábrica em Betim, no Estado de Minas Gerais..Os alemães começaram com operação de montagem num galpão alugado em São Paulo e só quatro anos depois inciariam a produção na fábrica construída em São Bernardo do Campo.