google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Reprodução: maringaparanabrasil.blogspot.com


Não, o caminhão FNM não tem culpa de nada naquilo para que foi projetado e construído, o que, aliás, fez muito bem durante décadas. A culpa do título é para algo que se está vendo e ouvindo ultimamente nos jornais e na televisão. Apelidado pelo povo de Fenemê, corruptela de pronúncia das letras F, N e M juntas, justamente a sigla de Fábrica Nacional de Motores, pode estar aí a explicação para a maneira de pronunciar, e por conseguinte escrever, a sigla do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Siglas são a junção das iniciais da razão social de uma empresa, do nome de um órgão de governo ou mesmo de nome próprio. Assim, o departamento acima citado tem como sigla DNIT, da mesma forma que o colunista do AE Marco Antônio Oliveira é o conhecido MAO. Já os acrônimos utilizam parte do nome, e não apenas as iniciais, para formar uma palavra. Por exemplo, Inmetro é acrônimo de Instituro Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. Sua sigla seria INMNQI. Ou Sofica, Societé Fiduciaire Côte D'Azur, um acrônimo. A sigla seria SFCA.
Foto: Paulo Valiengo Comunicação e Marketing


Que fique bem claro: não sou contra nenhuma categoria de automobilismo. Todos – promotores, clubes, federações, CBA e fábricas – têm todo o direito de promover o que quiserem, mas o mínimo que se espera é que haja decência no que fazem. É justamente o que  falta a este novíssimo certame, a Copa Petrobrás de Marcas.

A Copa Petrobrás de Marcas foi criada, bem como a receita dos carros participantes, na base do Ctrl+C, Ctrl+V da categoria Turismo de Competición 2000 argentina em formato adotado em 2010  A idéia é envolver marcas na disputa – algo em princípio bastante salutar, o que permite que donos de carros torçam pelas suas marcas, se envolvam emocionalmente também na questão do carro.

Já tivemos bastante isso nas décadas de 1960/70/80, sempre com envolvimento das fábricas. Eram corridas espetaculares, briga de marcas sempre foi e sempre será atraente.
Foto: Midiacon News

Deu mesmo a louca no nosso trânsito. Nesta sexta, sete dias depois do acidente Porsche x Tucson, mais um grave, ocasionado por um ônibus, fora o caso dos menores que fugiam da polícia num carro roubado e atingiram outro, matando duas mulheres, por pouco uma menina de oito meses não morrendo, apesar de ter dido atirada do carro (irresponsabilidade da mãe, cadê o banquinho?). A coisa está mesmo fora de controle.

Nesse do ônibus, como é possível, numa faixa exclusiva de 50 km/h de limite, arrebentar a mureta e a grade divisória de pista que tem no local (av. Cupecê, capital paulista), e ir para a faixa exclusiva contrária? As pessoas estão mesmo desaprendendo a dirigir, só pode ser.

Acho que só tem um jeito: adotar a sistemática da aviação, de tempo em tempo o piloto é checado por um instrutor para ver se não desaprendeu. Com carro, a mesmo coisa, a cada dois ou três anos, novo exame de direção. 
*Veículo universal multiuso todo-terreno de tração integral
Em 1956, o exército alemão abriu concorrência para o fornecimento de um veículo utilitário tipo jipe que seria usado também pelas forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Três fabricantes concorreram: Porsche, Gutbrod e DKW. Venceu a proposta deste último, mais conhecido na Alemanha por Munga, acrônimo do nome complicado do título. Foi fabricado no Brasil de 1958 a 1962. 

No começo se chamava Jipe DKW-Vemag, mas em 1960, teve de mudar de nome devido a "Jeep, jipe" serem nomes  de propriedade da Willys-Overland. A Vemag aproveitou e rendeu homenagem aos trabalhadores que construíram a cidade inaugurada em 21 de abril daquele ano: Brasília. O veículo passou a se chamar Candango, em versões Candango 4 e Candango 2, o número indicando se tração nas quatro rodas ou nas rodas dianteiras somente.

Em agosto de 2009 falei no jipe DKW como tendo dado origem ao Audi Quattro, vale a pena ler ou reler essa história incrível. Agora será falado mais a respeito desse eficiente utilitário.