google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Outro dia estava pensando e me indagava por que nunca tivemos - fabricado aqui - um carro esporte-diversão como o Lotus Elite. Se olharmos bem suas características,  hoje, com o parque de autopeças que temos e o conhecimento que três gerações de engenheiros automobilísticos adquiriram, dá para fabricar um em pequena série sem a menor difuculdade. Veja como era o Elite, essa preciosidade bolada por Colin Chapman e lançada em 1957:

- Configuração motor/câmbio dianteiro, e tração traseira
- Carrocaria cupê duas-portas, dois lugares, monobloco em compósito de plástico reforçado com fibra de vidro, e subchassi dianteiro
- Cx 0,29
- Comprimento 3.759 mm, largura 1.506 mm, altura 1.181 mm, entre-eixos 2.242 mm
- Peso em ordem de marcha: 504 kg (isso mesmo, não é erro de digitação) 
- Motor 1.216-cm³ de 75 cv
- Câmbio de 4 marchas
- Suspensão dianteira por triângulos superpostos e traseira McPherson
- Freios a disco nas quatro rodas, internos na traseira
- Velocidade máxima 180 km/h e aceleração 0-100 km/h, 11,6 s
- Consumo médio 14,3 km/l
Foto: gamblingtechnique.info


Uma pessoa correndo, quadrúpedes, aviões, embarcações e veículos de duas rodas fazem curva inclinando-se para dentro da curva. Já veículos terrestres de três ou mais rodas, inclinam-se para fora, "ao contrário". Se naqueles ninguém reclama, por que tanta crítica a um carro qualquer que se inclina ao fazer uma curva, a chamda rolagem? Isso sempre me intrigou, pois acho perfeitamente normal  a rolagem, ou "rolling", como os jornalistas da Quatro Rodas teimam em escrever.

Todo carro se inclina ao fazer uma curva. O motivo é uma força que age no centro de gravidade fazê-lo girar em torno do seu eixo de rolagem. Quanto maior for a distância entre centro de gravidade e eixo de rolagem, maior será a tendência à rolagem. Isso se depreende facilmente ao ver o desenho abaixo.


Calcular a altura do centro de gravidade é trabalhoso e não é propósito deste post ensinar como, mas quem quiser brincar um pouco é só entrar em www.automotiva-poliusp.org.br/mest/banc/pdf/fontana_romeu.pdf .
 Foto: Renault
Emblema informa o tipo de câmbio no Sandero

O excelente post do Arnaldo, O carro como obra de arte, coincide à perfeição com essa opinião do pessoal do Top Gear por ocasião do primeiro contato do programa com o Ferrari FF:

A primeira coisa que nos foi dito - quem falava era o homem do marketing - é o que o FF foi projetado segundo o que os clientes mais queriam. Isso nos apavorou. Clientes não têm ideia do que é possível, ou quais características são incompatíveis. É como num restaurante os clientes detalharem os ingredientes em vez de deixarem o infinitamente mais competente chef fazer isso para eles.

O Arnaldo acertou mesmo na mosca!

Pois  pego uma carona nesse tema e falar de algo correlato, a ditadura das especificações.

Pode até parecer à primeira vista contrário ao que o Arnaldo e o Top Gear disseram, mas não é. A opinião deles refere-se à receita do bolo, enquanto o quero falar é sobre a maneira como o bolo é vendido.
Foto G1 SP


Madrugada deste sábado, cruzamento num bairro nobre de São Paulo, o Itaim Bibi: um dos veículos, um Hyundai Tucson, conduzido por uma jovem, avança o sinal, segundo testemunhas, é atingido por um Porsche 911 e  os dois carros acabam do jeito que mostra a foto. Segundo notícia no SP TV e no site G1, a perícia diz que o 911 estava a 150 km/h. A jovem, 28 anos, de Salvador, BA, sozinha no Tucson, morreu na hora, enquanto o motorista do Porsche, também único ocupante, ficou ferido e foi levado a um bom hospital bem perto dali, o São Luiz. Tudo isso que conto foi noticiado.

A polícia, diz a reportagem, não descarta a possibilidade de que o motorista do 911 estivesse embriagado, mas até o final da manhã deste sábado não havia sido feito exame para dizer se estava ou não. Mas independentemente disso não se anda a uma velocidade dessas em ruas pacatas.