google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: vinartbodyshop.com



O automóvel não para de evoluir. Começou com o primeiro, o Benz Motorwagen de 1886, e só parará com o último. Cada um de nós, a seu tempo, viu mudanças. Quem já viveu mais, como os nascidos nos anos 1930 ou antes, presenciou um enorme cabedal delas. Eu, de 1942, vi muita coisa mudar nos nossos carros. Como também há itens que desafiam o tempo. O limpador de para-brisa é uma delas.

O limpador de para-brisa evoluiu, é verdade, mas é basicamente o mesmo funcionamento, um fino rodo que varre a água do vidro. Dois rodos, melhor dizendo, na maioria dos carros. Alguns têm um só, como o Uno, o Twingo e o Nano. Ou os Mercedes-Benz, como os W124. E os carros de corrida esporte-protótipo. 

Hoje os limpadores de para-brisa são acionados por motor elétrico, nas nos carros americanos até mais ou menos metade da década de 1950 era por motor a vácuo, que o obtinha do coletor de admissão. Funcionava bem - até que se acelerasse mais de 75 por cento do total, em que o vácuo do coletor diminuía ou acabava e o limpador parava de funcionar momentaneamente, enquanto a aceleração não fosse reduzida.
O André Antônio Dantas é bem conhecido aqui no AUTOentusiastas, autor dos mais brilhantes e didáticos posts, como o de ontem sobre o dwell. Engenheiro Mecânico Pleno, com ênfase em Mecatrônica, formado em 1991 pela Escola de Engenharia de São Carlos, o André gostaria de dividir com os leitores a sua visão de como o engenheiro se encaixa no panorama brasileiro atual.  No final ele aproveita para fazer considerações sobre o desmoronamento das obras da estação Pinheiros do metrô de São Paulo ocorrido em 12/01/2007.

Bob Sharp
Editor


Durante anos trabalhando como engenheiro, eu não entendia o porquê desse profissional ser tão mal tratado dentro das empresas. Engenheiro bem tratado era só o de Vendas, e com o mesmo tratamento dos demais vendedores.

Engenheiro da área técnica era sempre um profissional de enésima categoria. Para ser de primeira, tinha que trabalhar em vendas. Para ser de segunda ou talvez de terceira, tinha que trabalhar em compras.

Depois de muito tempo me decepcionando, comecei a perceber um padrão que existe dentro das empresas nacionais.

O homem de vendas é quem põe o dinheiro dentro da empresa. Não importa o que ele diga, merece ter o tapete vermelho estendido.
Foto: Google Images

Foi mesmo um ano incrível, 1948. E bissexto.

A Ford Motor Company anuncia seu primeiro projeto do período de paz, o Ford 1949, um grande sucesso (foto acima).

A Ford France apresenta o Vedette no Salão de Paris, com motor V-8 de 2.158 cm³ e 60 cv. Foi o primeiro carro do mundo com suspensão McPherson e evoluiria para o Simca Chambord depois que a Simca comprou a Ford France em 1954.

Ford Vedette (forum.321auto.com)

Começam as provas de Stock Car nos Estados Unidos, na praia de Daytona, sob a égide da Nascar, tudo criado por Bill France, depois continuado por seu filho, Bill France Jr.

Stock cars em Daytona Beach, EUA (auto.howstuffworks.com)

Quatro dias atrás tomei o slogan dos Biscoitos Tostines como base para mostrar um aspecto do trânsito brasileiro e disse que o Brasil está fabricando idiotas com seu arcaico sistema de trânsito. Eis que anteontem abro o jornal  O Estado de S. Paulo e leio que a PM vai dobrar o efetivo no período de férias em razão do elevado número de mortes nas estradas. Desculpe, PM, em que pese sua boa intenção, não é por aí vocês vão conseguir o nobre objetivo..

Não é possível que as polícias rodoviárias brasileiras não entendam que trânsito se fiscaliza monitorando-o e não fazendo bloqueios que pouco resolvem. Hoje a tecnologia de imagem permite que câmeras façam grande parte desse trabalho, mas elas não substituem uma coisa chamada carro policial em movimento, patrulhando, observando o tráfego, analisando o comportamento dos motoristas e abordando-os caso cometam alguma infração ou denotem não estar de pleno domínio do carro qualquer que seja o motivo. Podem até estar sóbrios, mas isso não os impede de dirigir fora do padrão.