google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: motoig.com


O leitor pode ter estranhado o título deste post, mas a foto imediatamente esclarece. É apenas a famosa expressão punta-tacco passada do italiano para o português. Curioso é em inglês a ordem ser invertida, heel and toe, como também a nossa conhecida caixa de direção de pinhão e cremalheira, que na língua de Shakespeare é rack and pinion.

Além de ser assunto que merecesse um post, vários leitores têm pedido para falar a respeito, como o Henrique bem recentemente, em comentário no post sobre fading anteontem.

Eu soube do punta-tacco ainda adolescente, ao ler o famoso livro de Piero Taruffi, "Pratica e Tecnica della Guida Automobilistica da Corsa", de 1958. Imediatamente assimilei a técnica, que é simples porém requer entendimento de por que pode e deve ser usada.


O AE não poderia deixar de registrar a passagem de mais um Dia Mundial do Fusca, pelo que o carro representou para quase vinte dois milhões pessoas em todo o mundo entre 1945 e 2003..

Esse dia, comemorado pela 16a. vez, foi criado em 1995 por sugestão do maior conhecedor de Fusca do Brasil, Alexander Gromow, quando ainda presidia o Fusca Clube do Brasil. A data de criação foi 24 de junho daquele ano, num megaencontro de Fusca em Bad Camberg, Alemanha, não muito longe de Frankfurt.

A data escolhida é significativa. Foi o dia em que,  no ano de 1934, Konstruktionbüro de Ferdinand Porsche assinou o contrato com a RDA, a Associação Alemã de Fabricanetes de Automóveis (como a nossa Anfavea) para o desenvolvimento e construção de três protótipos do sonhado carro do povo.

Curiosamente, e como já contei neste AE, o carro popular que Ferdinand Porsche criaria, como total apoio financeiro do governo alemão da época, não tinha nome. "Volkswagen" é apenas a expressão, em alemão, para carro do povo. Outras fabricantes, como a Standard e a Opel, também tinham o seu "carro do povo", ou Volkswagen. Só depois da guerra, sob administração das forças de ocupação inglesas  na dividida Alemanha, é que a expressão virou marca e nome da fabricante como conhecemos hoje.

Parabéns ao Fusca e a todos aqueles que um dia tiveram um ou ainda têm.

BS

Nota aos leitores: Em razão do feriado de Corpus Christi e do fim de semana com a sexta-feira no meio, o AUTOentusiastas diminuirá o ritmo de postagens para uma única às 13 horas, voltando à periodicidade normal na próxima segunda-feira 27/6.


Speed Masters
Sábado   25 de junho, 17h00
Domingo 26 de junho, 10h30

Que programa é esse? Leia a história.

Faz quase um ano que o Arnaldo Keller e eu resolvemos tocar para frente um antigo projeto, um programa de tevê focando - é claro - automóvel, mas carros esporte e grã-turismo, antigos e atuais. Pensamos em mil maneiras de formatá-lo, qual seria a fórmula adequada, algo que ao mesmo tempo fosse técnico e fugisse do lugar-comum. Decidimos que apresentaríamos juntos um mesmo carro, dirigindo-o, emitindo cada um sua opinião, ou então, quando fosse o caso, faríamos um comparativo, os dois dirigindo os dois carros, comentando, analisando, falando das diferenças.

Tomada a decisão, três passos teriam que ser dados. O primeiro, gravar um programa-piloto que nos possibilitasse vender o programa. Não se pode procurar interessados sem ter à mão o produto para mostrar. O segundo passo, quem faria as gravações, mas com qualidade-topo, profissional. E terceiro, mas não menos importante, os meios para produzir o programa-piloto, que não é barato.

Para gravar, o Arnaldo conseguiu, junto ao círculo dele, uma pessoa competente, experiente e criativa, o Renato Castanho, titular da produtora Expedição Filmes, de São Paulo. Pudemos ver  o trabalho do Renato e constatar a excelência. Coisa do nível de National Geographic. Mas isso tinha um custo, e bem alto. 
Foto: bmwtuningmag.com

O verbo to fade em inglês signfica desvanecer, sumir lentamente, e o substantivo fading representa desvanecimento, sumiço lento, esmaecimento. Ambos, verbo e substantivo, não têm correspondente exato português quando se trata de descrever a perda de eficiência, parcial ou total, do freios por efeito de superaquecimento.

Quando o freio é aplicado a energia cinética, ou de movimento, se transforma em calor, aquecendo o disco ou o tambor, e esse calor se irradia para os componentes do sistema, ou seja, o material de atrito - pastilhas ou lonas, respectivamente - e cilindros de freio, que são as pinças ou cilindros de roda (freio a disco ou freio a tambor).

O calor produz dois efeitos. Na parte hidráulica, eleva a temperatura do fluido; no material de atrito, diminui-lhe o coeficiente de atrito. A redução de atrito é que vai ocasionar o fading.