google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Desenho do sistema de controle de ar de admissão. Note as duas mangueiras, uma vindo do coletor de admissão, outra levando à câmara de vácuo no bocal do filtro de ar

Praticamente todos os veículos que chegam ao mercado precisam passar por uma bateria de testes, que definirão a quantidade de itens a serem modificados para que um determinado modelo funcione adequadamente às condições do país em que vai rodar. Mas em certos casos estas condições são tão favoráveis que algumas peças chegam a ser dispensadas: é o caso da válvula Thermac, nome criado pela associação das palavras thermo e pneumatic.

Desenvolvido na Europa, servia para otimizar automaticamente a temperatura do ar admitido pelo motor, sendo muito útil em países de clima frio ou temperado, que sofrem grandes variações de temperatura entre o inverno e o verão.



Minha primeira experiência com um limpador de para-brisas automático foi um pouco traumática. Estávamos em Chicago, eu acompanhava um grupo de profissionais de importante cliente, percorrêramos várias cidades americanas visitando potenciais fornecedores a um projeto que viria aportar aqui alguns meses mais tarde, num pinga a pinga de avião cansativo, e o inverno de 2005 era apontado como um dos mais rigorosos dos últimos 20 anos.

A missão, visitar o último fornecedor da lista em St. Louis, viagem de cerca de quase 500 km, pouco mais que Rio de Janeiro-São Paulo, porém, decidíramos fazer o trajeto de carro porque a nevasca anunciada para aquele final de semana fecharia vários aeroportos, senão todos da região. Cuidei de alugar um automóvel que nos provesse segurança para trafegar na neve, um Volvo XC 70, novo em folha, 4x4. Alguns dias me familiarizando com ele e me dava como pronto.

Fotos: Bosch/demais: autor


Em Boxberg, não muito longe de Stuttgart, fica o Centro de Testes da Bosch, inaugurado em 1998. O AE esteve lá esta semana para, durante dois dias, conhecer tudo o que a Robert Bosch GmbH, empresa que já tem um século e um quarto de existência, está desenvolvendo para tornar os veículos automotores mais seguros e frugais em consumo de combustível e, consequentemtente, em emissões de dióxido de carbono.

Viu-se muita coisa, desde alerta de sonolência (como usado no novo Passat e Passat Variant) a sistemas e alimentação por GNV e gasolina num motor VW 1,8-litro com turbocompressor da Mahle (primeira joint venture da Bosch com fabricante de turbos, formada em 2008), passando por um sistema de liga/desliga (start/stop) na desaceleração natural (coasting) em que o motor desliga quando a velocidade é de 120 km/h para baixo. Claro, falaremos bastante sobre isso tudo aqui.
Fotos: autor
As mangueiras são, da esquerda para  direita, Super Plus, Super E10, Super e Diesel

No começo do ano começou a ser vendida na Alemanha a gasolina Super com etanol. Esta agora pode ser tanto E5 (5% de etanol) quanto Super E10 (10%, como pode ser visto na segunda mangueira da esquerda para a direita na foto, clique nela para aumentar e ver melhor). 

Deu confusão, pois motoristas ficaram desconfiados de o etanol, mesmo a este baixo porcentual, - 10% no segundo caso - ocasionar danos ao motor, notadamente válvulas e suas sedes. Medo infundado, pois há quase duas décadas a gasolina de alguns estados americanos, como a Califórnia, é exatamente essa, a E10.

O uso da mistura com até 10%, inclusive, é autorizada nos manuais dos carros vendidos nos EUA. Sabe-se há tempo que as partes do sistema de alimentação em contato com o etanol, entre peças metálicas e vedações, aguentam o etanol adicionado sem nenhum problema. Mas os alemães não foram nessa e estabeleceu-se a polêmica, que acabou levando ao pouco uso da Super E10. Outra alegação é um aumento do consumo, ainda que bem pequeno. Já para a E5 não houve tanta resistência.