google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
 

O título deste post bem poderia ser “A ilógica corrida pelo nº 1 em automóveis de luxo”. A mídia internacional vem fazendo certo alarde por suposta luta pela supremacia de maior produtor de carros de luxo entre as três marcas germânicas, Audi, BMW ou Mercedes-Benz. As americanas Cadillac e Lincoln e nipônicas Acura, Infinity e Lexus não entram na parada, independente de sua história longa ou curta, tradicional ou não.

Vale um post cada, mas nenhuma chega perto das alemãs em volume de produção, que já atingiu e superou o patamar de 1 milhão de unidades por ano. Tratam do tema como se houvesse uma verdadeira corrida.
Foto: testedos1000dias.com.br




Carros pequenos ou médios são bons de dirigir e de curva, mas isso não quer dizer que os grandes sejam piores. Tive uma experiencia muito boa certa vez com um Galaxie 500 1973.

Na época eu estava envolvido com a equipe Brahma e mantinha estreito relacionamento com o Marcello Aguinaga, de tradicional família carioca e dono de uma grande corretora de seguros. Fora o Marcello que, por meio de contatos pessoais com Paulo Kunning, um dos diretores da Cia. Cervejaria Brahma, havia conseguido um forte esquema para o piloto carioca (mas nascido em São Paulo) Norman Casari.

Num jantar, o Marcello, a mulher Beth, um casal amigo e eu e minha mulher, resolvemos ir a Buenos Aires para assistir o grande prêmio de F-1. Iríamos os cinco no Galaxie do Marcello.e ele, indo de avião dias depois, se encontraria conosco lá.

Fotos: www.victoriamotor.com

Estava procurando uma foto no arquivo e vi essa, a de uma bicicleta com motor. Foi o meu segundo e longo contato com o mundo motorizado. O motor é alemão, marca Victoria, um fabricante de motocicletas importante no seu tempo, começando em 1920 e chegando até 1966. Era de Nuremberg e a fábrica foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial. Reiniciou atividades em 1946 justamente com o motor da foto, o FM 38 L.

Esse motores começaram a chegar ao Brasil no final dos anos 1940 em boa quantidade, depois vindo bicicletas de marca Victoria já com o motor montado. Foi a coqueluche entre a garotada.
Fotos: VW

Depois de andar no novo Jetta por ocasião do seu lançamento no final de março e falar a respeito no AE em 3 de abril, faltava andar mais com a versão "de entrada", a Comfortline de câmbio manual de cinco marchas, o que ocorreu nos últimos dias. 

O que eu disse então sobre o motor 2-litros de apenas 120 cv não poder fazer milagre quando tem que movimentar um carro de 1.311 kg permanece – mas nem por isso o Jetta menos potente decepciona, pelo contrário. Com o câmbio manual o motor fica bem mais acordado, mostra qualidades que até surpreendem e proporciona o prazer de dirigir que caracteriza os carros da marca nos últimos anos.