google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: california.inetgiant.com


Vê-se comumente nos comerciais de tevê e no dia a dia no trafego: motoristas com os braços muito esticados, sentados longe demais do volante. Nota-se essa hábito principalmente entre os mais jovens. Contrariam, assim, um dos pressupostos para se dirigir não só bem, mas sobretudo com segurança.

Não dá para precisar muito bem quando começou esse hábito, mas imagino que tenha sido no começo dos anos 1960 e advindo, por incrível que pareça, da Fórmula 1. Fotos e filmes de carros de corrida monopostos dos anos 1920 e 1930 mostram o piloto sentado bem próximo ao volante e com os braços muito flexionados. O motivo era a direção geralmente pesada, comprovado pelo grande diâmetro dos volantes de direção. Dessa época até os anos 1960 os carros tinham configuração de motor dianteiro e tração traseira, com exceção do Auto Union P-Wagen de motor central-traseiro.
Tazio Nuvolari com um Maserati de grand prix (gptotal.com.br)


Fotos: autor

Quando monto um cavalo que sabe bem onde põe as patas e tem andar macio, gostoso e ritmado, costumo chamá-lo de “patas de veludo”. Sendo assim, se o leitor me permitir a analogia, eu diria que o Renault Fluence é um sedã com patas de veludo.

Como caminha bem! Silencioso, suave, estável e seguro – viajar com ele é uma verdadeira tranquilidade. E se você quiser se divertir andando forte, tudo bem, porque ele também acelera rápido, e segue acelerando, continuando a ganhar velocidade mesmo em velocidades altas. É impressionante o que anda bem em alta. E vai firme, tranquilinho.
Fotos: www.1302super.com e outras fontes


Em 1971, a Volkswagen alemã lançou uma memorável evolução do Fusca, os modelos 1302 e 1302 S. Eram notáveis pelo fato de manterem na integra o desenho básico da equipe do Prof. Ferdinand Porsche, congelado (definido) em 1938, porém com alterações de suspensão dignas de Porsche 911.

Na traseira, a suspensão independente por semi-eixos oscilantes deva lugar a uma moderna suspensão por braços arrastados, como a do Omega lançado aqui em 1992, conferindo comportamento exemplar ao Besouro. Semiárvores com juntas homocinéticas levam movimento do trasnseixo às rodas a suspensão em seu curso normal não ocasionava mais a grande e indesejável variação de camber. A solução também abaixava consideravelmente o centro de rolagem (roll center), que antes muito alto era um dos causadores do traiçoeiro comportamento do Fusca em situações extremas.


No Brasil, a solução só foi conhecida na Variant II, de vida curta (1977-1980) e na Kombi, adotada em 1975 e presente até hoje.

O câmbio era um Clark de três marchas, transplantado de um falecido Dodge Dart. Parece pouco, mas na verdade havia uma marcha sobrando: a primeira era curta demais, praticamente uma "crawler" para situações específicas. Alavanca na coluna, solução que um dia foi chamada de "universal", mas de raro emprego atualmente: em uso normal, ela (no feminino mesmo) saía da imobilidade em segunda marcha, devidamente utilizada até o limite de rotação. A terceira e última marcha era engatada com um rápido movimento para baixo, numa "patada" só.

Ela fazia parte da primeira fornada, modelo 1975 – não vou dizer quem era ela, deixo para o leitor ou leitora adivinhar, é fácil – com os sealed beam emoldurados pelo painel metálico dianteiro. Já estava com 30 anos nas costas, bem ao norte de seus melhores dias, mas o motor de seis cilindros em linha ainda apresentava alguma galhardia: cabeçote trabalhado, tuchos mecânicos, comandão 270º "de rua" e um coletor de escapamento artesanal, supostamente curvado a quente, preenchido com areia. A alimentação ficava por conta de 3 carburadores DFV, que babavam gasolina em coletores de admissão fabricados pelo já lendário Felipe Raad.