google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: galeryfrysinger.com

Quando meu querido sobrinho, o primeiro, tinha uns 14 anos, referiu-se, para o pai, a um ciclomotor de um amigo como "enceradeira". Meu irmão me contou isso bem chateado e que por isso havia dado uma tremenda bronca no filho, dizendo-lhe que aquele pequeno veículo havia sido fruto de estudo e empenho de uma ou mais pessoas, que encerrava muita engenharia em meio a toda aquela aparente simplicidade. Jamais poderia ser chamado daquela maneira tão desrespeitosa.

Eu e o mano dois anos mais velho temos muito em comum e uma das coisas que cedo aprendemos - não só em casa mas também com um vizinho americano, que havia se mudado para o Brasil com a família para ocupar alto cargo na Esso - era que devemos respeito às máquinas. "Respect the machine", dizia.


Fotografei o emblema acima ontem (9/2), dentro de uma concessionária Renault localizada em São Bernardo do Campo. Foi a ratificação de um detalhe que eu já havia percebido no próprio site da Renault: o motor 1.6 16V foi suprimido da linha Logan/Sandero, mas mantido no pequeno utilitário Kangoo (agora disponível apenas na versão Express).

Difícil de entender, não? E o argumento de que um cabeçote multiválvulas "tem manutenção mais cara", onde vai parar numa hora dessas? Manutenção constante e custosa é tudo o que um empreendedor menos precisa, principalmente quando é o único veículo da empresa. A Renault parece não se preocupar com isso, ou melhor, só quem se preocupa é o taxista que coloca Logan na praça ou a universitária que curtiu o Sandero.

Foto: commons.wikimedia.org

Às vezes, ou quase sempre, tenho impressão de que quem cuida de trânsito no Brasil quer mais é tudo exploda, - não se deve usar termos chulos num veículo de comunicação, embora dê vontade. Pois não é possível que essa gente horrorosa não tenha o cuidado de dar uma olhada como as coisas são feitas nos países ditos avançados para equacionar as questões de trânsito. Problemas de grande volumes de tráfego praticamente todos têm mundo afora.

Mas, não, ir ao exterior para ver trânsito??? Que nada, toca a fazer as famosas comprinhas, que trazem de fora como se fossem troféus. Como trazer chapéu mexicano de aba circular enorme preso nas costas  pela cordinha ao desembarcar - para jogá-lo em cima do armário e nunca ver a cara dele.

Assisti há pouco no Bom Dia Brasil, na Rede Globo, uma reportagem que só confunde mais a cabeça das pessoas, quando diz que no mercado de automóveis o que vale é o ano de fabricação e não o ano-modelo.

A afirmação, do Instituto de Estudo e Defesa das Relações de Consumo, vai contra a prática mais comum no mercado, e mais lógica também, onde o que vale é o ano-modelo. E é muito simples de entender, basta tomar o New Civic como exemplo. Lançado em meados de 2006 e portanto fabricado nesse ano, mas como ano-modelo 2007. Ora, se o ano de fabricação fosse mais importante, teríamos Civics do modelo anterior, ano de fabricação e modelo 2006 valendo a mesma coisa que um dos novos fabricados também em 2006.