google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Amigos me informaram da mensagem no AUTOentusiastas, ilustrada por uma foto naquele maravilhoso encontro de carros antigos no Forte de Copacabana,  no Rio de Janeiro, promovido pelo Veteran Car Club do Brasil - RJ, que registrou o meu reencontro com o dileto amigo Moisés Saubel que, certamente, compartilha comigo e com os pilotos, em especial os do Rio de Janeiro, o sentimento e a dor da perda daquele colaborador inesquecível que faz parte da história do esporte a motor.
Com privilégio, carinho e muita consideração, eu e o Moisés guardaremos essa imagem do meu e do nosso querido Luigi Ciai.
Bird Clemente
Foto do autor
 
O termo é cada vez mais usado mas nem sempre o leitor sabe do que se trata, como tantos outros termos do automóvel.
Hoje eu e a família fomos à casa da minha cunhada almoçar e lá vi um velho fogão industrial que o marido comprou e pôs em uso. E o que vi no fogão? Um common rail! É o longo tubo que atravessa o fogão de um lado a outro na parte frontal e de onde saem quatro tubos de gás em direção aos queimadores.
No "Dicionário do Carro" de Quatro Rodas, de minha autoria, o verbete Common rail remete para tubo distribuidor, termo que escolhi para traduzir o original.
Mas além de tubo distribuidor pode-se dizer galeria única, tubo comum, enfim, como em todo termo técnico vale o bom senso e o sentido correto da palavra.
O princípio é muito simples. Pensando no fogão da foto, a bomba manda combustível para o tubo distribuidor sob pressão de  3 bars. Uma saída na outra extremidade  leva combustível para o tanque, que fica em circulação permanente (já há circulação em circuito menor, para não aquecer o combustível no tanque e eliminar a longa mangueira de retorno).
O tubo distribuidor chegou com as injeções multiponto do final dos anos 1980. Do tubo saem pequenos tubos para as válvulas de injeção, popularmente chamados de injetores. O gerenciameno de injeção envia o sinal elétrico no momento certo para as válvulas de injeção abrirem. As válvulas podem injetar tanto no trato de admissão, antes da válvula, quanto na câmara de combustão, neste caso tratando-se de injeção direta. Nesta a pressão na válvula de injeção precisa ser bem mais alta,  no mínimo 120 bars.
A Fiat italiana teve a grande e feliz ideia de aproveitar o esquema do tudo distribuidor para alimentar motores ciclo Diesel, que funciona exatamente da mesma maneira, só que a pressão necessária é pelo menos dez vezes maior que nos motores ciclo Otto, chegando a no mínimo 1.200 bars. Patenteou o sistema em 1997 porém precisou fazer caixa e vendeu a patente para a Bosch. Pronto, foi o que bastou para dar novo impulso aos motores Diesel, que por isso passaram a ser chamados de "eletrônicos".
E antes que o leitor estranhe no fogão as quatro saídas para três queimadores, é que o primeiro, à esquerda, é duplo, tem um anel interno e outro externo, comandados individualmente...
BS
(Atualizado em 5.07.10 às 9h20)


Volta e meia me pergunto o que se passa na cabeça dos responsáveis pelo marketing dos fabricantes de automóveis e/ou dos profissionais das agências de publicidade, ao assistir comerciais como esse do novo Uno, um produto da líder do mercado brasileiro há oito anos consecutivos, a Fiat.

O bebê, em seu banco próprio, se julga alvo das atenções, quando em verdade as pessoas estão olhando é para o carro, já que a criança está literalmente escondida atrás do vidro escuro. Isso é incitar o irregular, estimular as pessoas a desobedecer o Código de Trânsito, a levar todo mundo a achar que está certo ter os vidros com passagem insuficiente de luz, inclusive pondo em risco a própria segurança e a do trânsito como um todo.

Por falar nisso, não deve demorar muito mais a homologação, pelo Inmetro, do medidor de transmitância luminosa que agentes de trânsito utilizarão para autuar os donos dos "esconderijos móveis" que infestam ruas e estradas brasileiras em volume alarmante. Além da autuação, a película terá de ser removida no local, ou o carro ficará retido. Vai acabar com a alegria de muita gente....O fim desse absurdo, que até gera comerciais como esse do novo Uno, parece estar próximo. Já não é sem tempo.

Maus exemplos não levam a lugar nenhum.

BS
Fotos: www.autoclassic.com.br

Deixou-nos hoje, aos 88 anos, um grande nome do esporte a motor brasileiro: Luigi Ciai. Sua história completa, muito bem contada pelo ex-piloto Nélson Cintra, está no site AutoClassic.
Ciai vinha se sentindo mal nos últimos dias, conforme sua esposa e filha contaram ao amigo comum Newton Alves, também ex-piloto e para quem Ciai trabalhou vários anos na preparação de motores. Ontem caiu na sua casa e bateu forte com a cabeça, advindo complicações e sua morte.
Na foto ao lado, feita no último encontro de carros antigos no Rio de Janeiro, no Forte de Copacabana, de 4 a 7 de setembro, Ciai está entre os também ex-pilotos Moisés Saubel e Bird Clemente (com a taça), este homenageado no tradicional evento de antigomobilismo carioca.
Conheci o Ciai em 1958, quando ele mal havia chegado ao Brasil. Na época eu era "Lambrettista" e fui assistir a uma corrida desses scooters, mas um deles não era Lambretta, e sim Iso. Era pilotado por italiano que não era tão garoto, já estava nos seus 35-36 anos. Venceu fácil. E logo ficou famoso no meio. Luigi Ciai logo se tornou um grande nome.
Curiosamente, ele, meu irmão Rony e eu demos assistência de box à dupla Moisés Saubel-Antônio Paulo Serrador na Mil Milhas Brasileiras de 1961, com DKW-Vemag. O meu irmão se encarregou da cronometragem (era sua especialidade e ele foi até o cronometrista da equipe oficial Ford quando corri lá de 1974 a 1976). Ainda tenho a planilha com toda a corrida, as paradas, as trocas de pneus etc. Mas o motor quebrou na 174a. volta de 201.
Outra curiosidade eram os pegas entre o Moisés no seu Alfa Romeo Giulietta Spider 1300 e meu irmão no DKW-Vemag lá de casa, eu no lado direito do banco inteiriço, ainda sem carteira. O Moisés só tomava e não entendia, afinal o Alfa tinha 65 cv e o DKW, 44 cv. Éramos muito amigos.
Volta e meia eu via o Ciai, os papos eram ótimos, até que passei a vê-lo menos depois que vim para São Paulo em 1978.
Foi-se um grande homem, simples, porém amigo de verdade e dono de uma competência em mecânica ímpar, uma habilidade que está cada vez mais rara nos tempos atuais. Sua sensibilididade para acertar carburadores Weber é lendária.
Descanse em paz, amigo Ciai!