google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: bradleystokejournal.co.uk
 Sonhei que só se vendia gasolina nos postos para veículos com motores de ciclo Otto e óleo diesel para motores de ignição por compressão. Gasolina, sem etanol ou com no máximo 5%, como aliás é hoje a gasolina da Fórmula 1, que tem precisamente 5,75% de etanol na gasolina, isso desde a temporada de 2008.
Sonhei que poderia viajar pelo países vizinhos a dentro e reabastecer sem nenhuma dificuldade e com a certeza de estar usando a gasolina especificada para o meu carro -- e sem a menor inveja dos brasileiros que têm carros a diesel e não têm o problema em reabastecer seus carros fora dos nossos limites territoriais.
Sonhei que carros importados poderiam sair rodando dos navios ou de dentro dos contêineres e receberem carga de gasolina encontrável nos postos -- eles devem ser transportados praticamente secos, por questão de segurança -- e depois encostarem num posto e terem seus tanques abastecidos. Sem necessidade alguma de recalibração das centrais eletrônicas que gerenciam a mistura ar-combustível para ficarem aptos a rodar no país.
Sonhei que os apaixonados por carros antigos não tinham nenhum tipo de problema de funcionamento dos motores desenhados para gasolina sem etanol, que hoje enfrentam problemas sérios com o material emborrachado de diafragmas de carburadores e bombas de gasolina devido ao ataque químico do etanol, e que funcionam mal devido à mistura ar-combustível pobre em função de um quarto da gasolina ser etanol (um quinto, deste fevereiro até maio).
Sonhei as octanagens das nossas gasolinas eram as mesmas do resto do mundo desenvolvido sem o recurso da quarta parte de etanol, resultando em níveis de consumo mundiais e não os que vemos por aqui e que tanto apreciamos -- e nos surpreendemos -- quando dirigimos no exterior.
Sonhei que os preços dos derivados de petróleo obedeciam aos ditames dos mercados internacionais do petróleo e do câmbio e não também ao humor de fazendeiros e usineiros, que sobem preço ao bel-prazer,  na maior cara de pau, isso consequentemente influenciando o preço da gasolina.
Sonhei que o comércio varejista de combustível era 100% honesto, que o produto que se comprava nos postos era aquele especificado, sem nenhum tipo de adulteração. Que não era preciso jamais desconfiar de um posto de bandeira branca -- embora posto com bandeira conhecida não seja garantia de honestidade faz tempo.
Sonhei que o nosso interior era verdejante mas não de cana-de-açúcar e que por isso odor no ar era o dos campos americanos e sul-americanos, notadamente argentinos e uruguaios, não o enjoativo doce desta planta. E que nunca havia fuligem no ar empesteando tudo e todos, por vezes enfraquecendo a luz do sol, resultado das queimadas. E que se viam por aqui, em grande quantidade, as paisagens bucólicas do gado vacum nos pastos.
Sonhei que quem quisesse poderia ter seu carro a diesel, numa escolha absolutamente natural, sem a ridícula proibição brasileira de automóveis com motor Diesel -- caso único no mundo.
Mas acordei.
BS
Bob Lutz é uma das personalidades preferidas dos autoentusiastas. Hoje ele completou 78 anos e continua na ativa, no processo de recuperação da GM.
Durante seu discurso num evento para concessionários, nos Estados Unidos, ele brincou dizendo que "quanto mais aniversários você faz, mais você vive."
Vida longa ao Bob Lutz!
Para relembrarmos mais uma passagem da sua carreira veja abaixo o que ele disse sobre o Viper, que foi concebido e lançado durante sua gestão na Chrysler.
"Frequentemente me perguntam, principalmente japoneses, que adoram pesquisas, que tipo de estudo fizemos para criar o Viper. Não houve nenhum! Eu adoraria dizer que fizemos um estudo detalhado e descobrimos que existia um enorme segmento com pessoas ansiosas por um carro de 50.000 dólares, sem maçaneta nas portas, sem capota, sem vidros laterais, com um motor enorme e gastão, sem ar condicionado, sem CD player, sem câmbio automático, com a coluna de direção emprestada do Jeep Cherokee, com limitado espaço para duas pessoas e quase nenhum espaço para bagagem. Mas nós não fizemos uma pesquisa."
Dodge Viper conceito no museu W.P. Chrysler

Na realidade o Viper surgiu de uma conversa do Lutz com outra personalidade entre nossas preferidas.
"Eu me sentei com o Lutz e concluímos que deveríamos fazer um carro esporte..." - Carroll Shelby

Veja outros posts sobre o Bob Lutz:

AÇÃO - MM
foto: Patricia Santos/AE

Aproxima-se mais um feriado, o mais aguardado pelo povo do Brasil varonil, o Carnaval.
Montes e montes de carros nas estradas, trios elétricos nos porta-malas para começar a festa antes da hora, e dirigir ensurdecendo a si próprio e a quem estiver por perto.
Cachaça, cerveja e vamos nós para o Sol, para a praia, para a farra.
Esqueçamos os percalços do dia, a dureza de trabalhar para sustentar governos e seus parasitas sugadores, e vamos para a estrada comemorar mais um feriado.
Minhas sinceras recomendações a quem vai viajar nesses 4 ou 5 dias de esquecimento, de alienação da realidade.
Cuidado com os bêbados, drogados ou apenas entorpecidos pela alegria do Carnaval, um dos motivos da alienação do povão.
Atenção com as câmeras arrecadadoras de salário. Não permitam que tomem seu suado dinheiro apenas por uma distração sua. Não engorde mais ainda os cofres que são tudo, menos públicos.
Atentem-se aos "pilotos" de motos, esses que se acham no direito de serem privilegiados e sempre terem direito de passagem, mesmo que por espaços onde não cabe uma moto.
Olho vivo com os caminhoneiros ruins, que acreditam que um monstro de 20, 30 ou 40 toneladas pode viajar nas mesmas velocidades de carros de 1 ou 2 toneladas. Mesma coisa com os ônibus.
Cuidado com os pedestres, que surgem do nada e entram na frente do carro, e especialmente com as crianças, sempre imprevisíveis e correndo para onde está o perigo.
Dirija com cuidado. E com prazer.
JJ
Foto: aguaforte.com

Na calada da noite de 5 para 6 de fevereiro, a CET -- Companhia de Engenharia de Tráfego -- a autoridade de trânsito do município de São Paulo, cometeu mais uma arbitrariedade, para variar, burra. Arbitrariedade só, não. Crime também
O eixo norte-sul, um dos mais importantes da cidade, teve sua velocidade de 80 km/h, que já era baixa, -- deveria ser 90 km/h -- reduzida para 70 km/h. Uma das alegações, baixar acidentes; outra, uniformizar a velocidade no eixo, já que um deles, o Moreira Guimarães, mais para o aeroporto de Congonhas, tinha 70 km/h como limite.
Primeiro, acidentes nas vias envolvidas, as avenidas 23 de Maio e Ruben Berta, são raros, e maioria é com motocicletas, cujas causas são bem conhecidas. Depois, é a coisa mais normal desse mundo a velocidade mudar ao longo de uma via ou estrada. Em muitos países as placas de sinalização de velocidade são luminosas e variam o limite em função de determinadas condições, como obras ou acidente à frente.
Velocidade é coisa séria, não é para ser mexida ao bel-prazer. Vias têm sua velocidade natural, aquela que a maioria adota sem atentar para o velocímetro. Mas é exigir demais dos cabeças-de-símio da CET.
São incontáveis as avenidas com semáforos e cruzamentos nas quais o limite é 70 km/h, de modo que adotar o mesmo limite numa via expressa, de acesso restrito, denota desconhecimento das mais elementares noções de engenharia de tráfego.
Há coisa de pouco mais de um ano o DER-SP fez o mesmo na rodovia Raposo Tavares, baixando o limite de 100 km/h, que era perfeito, para 90 km/h. Como a Ecovias, na Via Anchieta, baixando de 110 para 90 km/h nas largas pistas laterais.
Portanto, a CET mais uma vez mostra sua incompetência e prova que grande parte das dificuldades de mobilidade em São Paulo resulta da burrice de seus técnicos, engenheiros ou coisa que o valha.
Ou será inteligência e estou enganado? A medida, com as multas que  certamente virão, deverá encher ainda mais a carteira -- opa, o caixa, não sei por que pensei em assalto... -- da Prefeitura do Gilberto Taxab. Ah, se arrependimento matasse...
Mas se for mesmo burrice, quer o leitor um tira-gosto dela? Numerar as faixas de rolamento crescente da esquerda para direita (1-2-3-4), quando o nosso tráfego é de mão à direita. Só poderia ser 4-3-2-1. Cresce para a esquerda, não para a direita.
Eu já tencionava falar sobre a medida dos 70 km/h, mas o leitor Eduardo Martins pediu nossa opinião e temos o prazer de atendê-lo.
BS