google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Não muito tempo atrás li em algum lugar que não me recordo uma breve história sobre corridas náuticas dos anos 20 e 30. Alguns dos grandes nomes da história do automóvel já foram relacionados com outras formas de esporte a motor.

Harry Miller, um gênio dos motores a combustão interna e de grandes carros que fizeram história em Indianápolis e afins, certa vez já trabalhou com barcos. Em 1927 ele construiu três exemplares de um V-16 de 10-litros em alumínio com duplo comando, que foram utilizados em barcos de corrida da classe Gold Cup. Na sua configuração original, o motor produzia 425 cv, mas um deles foi adaptado para sobrealimentação e produzia mais de 1000 cv.

Com o tempo, um dos motores que sofrera danos por uma quebra de biela, foi alterado para a nova capacidade de 12-litros e teve o compressor revisado, aumentando ainda mais a potência.

Hoje mais do que raríssimos, estes motores são obras de arte das competições náuticas. Sr Miller, como sempre, se superando a cada nova empreitada.

Por uma limitação do Blogger, onde está o AUTOentusiastas, toda vez em que se clica numa foto para abrí-la, ela abre na mesma janela já aberta. Aí quando voltamos a página para continuar lendo o post a página sempre volta para o topo. Então temos que ficar rolando as páginas até a parte do texto onde paramos. Percebi isso no longo post do Mercedes SLS. Isso é muito chato!

Então minha sugestão para visualizar as fotos em tamanho maior é clicar sobre a foto com o botão direito do mouse e selecionar a opção "abrir link em uma nova janela". Assim para voltar ao texto após ver a foto ampliada basta fechar a nova janela.

Pode parecer uma dica tola. Mas acho que pode ajudar muitos leitores. Faça o teste na foto abaixo.


Atualização

O nosso assíduo leitor, Marlos Dantas, e o Marcelo deram dicas complementares. Obrigado.

Marlos - "Uma outra é que usuário do Internet Explorer 7 ou 8 pode clicar com o botão direito e selecionar "Abrir link na nova guia" e a foto se abrirá numa outra guia da mesma janela. Para usuários dessas versões do Internet Explorer que tenham mouse com scroll (roda para rolar a página), é so clicar com a roda, pois ela funciona como um terceiro botão, aí a foto abrirá automaticamente numa nova guia, sem ter que fazer todo o processo com o botão direito. Sempre faço assim quando tenho que abrir um link e não quero fechar a página de origem."

Marcelo - "Mas se usar o Firefox desde a versão 1 é só clicar na foto apertando a tecla CTRL que automaticamente já abre em outra aba"

Essas dicas valem para também para abrir links, nos dois programas.

Symbol

Fiquei quase uma semana com o Renault Symbol, motor de 1,6 litro e cabeçote de 4 válvulas por cilindro. Pouco há o que acrescentar à avaliação do Bob Sharp, porque o camarada é “sharp” mesmo e dele não escapa nada.


Mas dessa vez escapou, porque acho que ele se esqueceu de comentar sobre o banco traseiro. Eu, como sou preguiçoso, coloquei minha mulher pra guiar, com minha filha a seu lado, e me mandei pro banco de trás. Pra entrar atrás já meti uma cabeçada na borda da capota – cabeçada mesmo, de lado – e olha que sou de estatura mediana, 1,80 m, e não sou destrambelhado.


Sentado, ficava com a cabeça encostada no teto. É uma pena esse inconveniente, pois o carro é delicioso de guiar. Muito macio e silencioso. Parece um cadillaquinho de tão confortável para quem vai na frente. Quem quiser bom espaço no banco traseiro, e quiser um carro da marca, que opte pelo Logan, que é imenso atrás. O pecado do Symbol é esse.

Mas seu isolamento acústico e a boa suspensão são suas qualidades mais marcantes. Vale notar que os carros da marca, Logan, Sandero, Clio, Mégane, todos têm suspensão de primeira, que aliam o conforto à boa estabilidade.

Esse motor é dos bons. Muito elástico, bom de giro e de funcionamento liso. Anda pra burro e é bom de torque. Saindo com calma e no plano, a gente pode pular marchas (como disse, sou preguiçoso). No plano, basta levar o giro a 4 mil rpm, que, ao pularmos a marcha, a seguinte já entra na faixa de bom torque do motor. No plano e em 4ª marcha, a 1.800 rpm, basta uma acelerada que ele responde de pronto e acelera decidido. Isso é conforto, assim como é conforto suas marchas serem bem escalonadas e longas, adequadas à boa elasticidade do motor, e isso evita muitas mudanças.

A alavanca de câmbio é um pouco pesada, não prazerosa, e isso se deve ao acionamento por varão, como bem notou o Bob. Mas o estranho é que o Clio tem o mesmo sistema e o dele é bem mais leve. O Symbol é tão gostosinho de guiar, tão jeitosinho, que merecia que o acionamento fosse por cabos para que o ato de cambiar fosse um prazer, assim como o é com o Mégane.

O volante tem regulagem de altura e seria ótimo que tivesse também de distância. Gostei que ele e não é leve demais. Tem o peso certo e não é excessivamente rápido. Carro com direção rápida demais é bom pra pista, mas é chato para o dia a dia.


Procurei onde engatar meu pendrive pra colocar as músicas que minha filha grava pra mim, mas não encontrei. Hoje em dia isso é um mimo que não custa nada oferecer, pois é só um par de fios e um encaixe USB, e usar pendrive e aipóde é bem mais prático. Mas que o som de fábrica é bom, é.

O Symbol forma um ótimo conjunto para quem quer um carro pequeno, silencioso, com suspensão macia e confortável. Tanto é que merecia ter câmbio automático, ou mesmo o automatizado, como opcional, pois tem motor de sobra pra isso e atenderia o motorista que deseja o que o Symbol oferece no geral: conforto para o motorista.

Clio

Em seguida, deixando o Symbol, peguei um Clio Campus. O Clio só vem com o motor 1-litro de 16 válvulas, flex. E que motorzinho! Capetinha. Com álcool produz 77 cv a 6.000 rpm e 10,2 mkgf de torque a 4.250 rpm. Esse, sim, é ainda mais silencioso e suave. Marcha-lenta a 500 rpm, o que mostra quão bem balanceado vem de fábrica. Por barbeiragem, deixei-o morrer e em seguida dei a partida duas vezes, sendo que ele já tinha pegado na primeira, ou seja, da segunda vez dei a partida com ele ligado, pois não percebi o seu funcionamento.


Sua pegada vem a partir das 3.500 rpm, que é quando ele fica macho e vai rapidinho às 6.000. Mas mesmo em giro baixo o motorzinho macho de 1-litro tem potência suficiente para acelerar com esperteza. É interessante notar que, apesar dele ter quatro válvulas por cilindro, ele tem um só comando. Uma interessante e eficiente simplificação na engenharia.


Pesei-o e, apesar do manual dizer que o modelo pesa 1.025 kg, ele pesou 935 kg com tanque de combustível cheio. E o “meu” tinha ar condicionado e tudo, daí que este é o mais pesado. Portanto, é um carro leve, 935 kg, e isso é bom. No eixo dianteiro, com motorista a bordo, recai 60% do peso, o que não é mau para um carro com motor e tração dianteiros. Convém que corrijam o manual do carro.

As marchas são curtas, como devem ser para que o motor seja mantido cheio, e as trocas de marcha são relativamente leves e confortáveis.

Não medi o gasto de combustível, mas ele me pareceu bastante econômico. Só usei álcool.

Viaja muito bem, mesmo com quatro pessoas a bordo, pouca bagagem e ar condicionado ligado. A 120 km/h o giro está em 4.200 rpm e seu funcionamento suave e silencioso tornam essa velocidade muito agradável. E ele pede mais. Notei que ele poderia viajar a 130 ou 140 km/h com tranquilidade, sem forçar o motor. Muito estável na estrada.

Nas curvas é show. Mergulha nelas com vontade e as faz com equilíbrio, bem apoiado, com pouca tendência de sair com a frente, muito pouca. Um carro realmente entusiasmante, o que prova que não é necessário assim tanto motor para que um carro dê prazer a quem sabe guiar.

Suspensão macia na cidade. Encara a buraqueira de São Paulo na boa e nos dá conforto no meio dessa pedreira. Na verdade, como gosto das ferramentas certas para cada tarefa, depois de uma semana com o Civic Si, outra com o Renault Symbol e esta agora com o Clio, por incrível que pareça acho que vou sentir mais falta é do Clio, apesar dele ser o que tem o motor mais fraquinho, ser o menorzinho e coisa e tal.

O que falta é a regulagem de altura e distância do volante, pois quando me ajeito nas pernas não alcanço direito o cimo do volante (e não venham dizer que sou um cara torto, desproporcional, porque minha mãe me disse que tá tudo certo comigo e que o defeito é do carro e quero ver e Renault encarar a minha mamãe).





Quando eu era pequeno, ganhei um autorama usado de um amigo de meu pai cujo filho havia falecido. Triste.
O fato é que um dos carrinhos eu demoraria uns bons anos para saber do que se tratava: um Cheetah.
Agora há pouco um amigo me lembrou do Cheetah Continuation Collectible, fabricado pela empresa BTM, que retomou em 2006 o que a empresa incendiada de Bill Thomas parou de fazer em 1965, após apenas 23 unidades produzidas, movida pela necessidade imperiosa de derrotar o Shelby Cobra com trem de força Ford.
Em 1964, sem chegar às 100 unidades produzidas para poder ser inscrito no campeonato do SCCA (Sports Car Club of America), os Cheetah venceram 11 corridas em categorias menores, mostrando que os 200 kg a menos que o Cobra eram mesmo ameaçadores.
Em uma manobra de bastidores, o regulamento do campeonato principal do SCCA foi modificado para 1965, subindo para 1000 unidades o número mínimo necessário para um modelo participar.
Piorando a situação de Bill Thomas, um incêndio destruiu a fábrica, e a Chevrolet, com interesse em promover o Corvette, retirou o apoio que dava ao empreendimento.
O Cheetah foi mostrado pela revista Hot Rod na edição de agosto de 1964. Esta matéria pode ser encontrada no site da BTM, e detalha bastante o carro original, que eu considero um "carro-motor", já que as dimensões são facilmente percebidas como diminutas olhando-se as fotos, e o motor está bem no meio do carro, para uma distribuição de massas equilibrada. O entre-eixos é de apenas 2,28 m, e o peso em ordem de marcha, 704 kg.

O motor não poderia deixar de ser um Chevrolet small block, começando com o 327 polegadas cúbicas lá na década de 60, e agora, o muito conhecido e super-simples 350.
Há mesmo carros que são eternos, mesmo sendo torturados pela história.
JJ