google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Dia desses, após ler matéria sobre comparativo de picapes médias, num jornal de domingo, notara que a Chevrolet S10 2010 2.4 Flexpower foi comparada com a Ford Ranger 2010 2.3 a gasolina. Até aí, nada demais, além da Ford ainda relutar a lançar motorizações flex em vários de seus modelos, seja por carência de recursos, prioridades ou até por discussões internas.
Mas, o que pulou na minha frente é que o comparativo colocou as versões topo de linha de cada fabricante com seus respectivos modelos de motor mais fracos, o 2.4-L flexível em combustível da Chevrolet, versus o 2.3-L a gasolina da Ford.

Fui aos meus livros, anotações e alfarrábios e também busquei uma conexão com minha memória automobilística, bem como o histórico recente desses dois fabricantes, enfim, fui checar se não havia nada destoante.

Explico. A versão Executive da Chevrolet nasceu em 1997, com a Blazer. Couro, V-6 de 195 cv, automática, airbags e vários mimos, conjunto que depois migrou para a S10, mas sem o câmbio automático, que nunca equipou a picape. Mais tarde, a mesma Blazer Executive recebeu a opção do diesel MWM Sprint 4.07, 2.8-L de 132 cv, que apesar de 63 cv a menos, tinha mais torque e praticamente mantinha o mesmo desempenho, com menor consumo de combustível, vantagem ampliada pelo menor preço por litro do diesel em relação à gasolina. Como desvantagem, menos maciez, menor faixa útil de giros e o clé-clé-clé característico dos motores com ignição por compressão, principalmente quando em marcha-lenta.

Mas daí até hoje a Executive seguiu sendo o topo de linha da Chevrolet S10, com o motor mais potente que havia, o V-6. Quatro cilindros em linha a gasolina, só para as versões de entrada.


Ranger? Iniciou sua produção na Argentina, também em 1997, sua versão topo de linha era a XLT, que oferecia o V-6 4,0-L de 162 cv gasolina e o turbodiesel 2,5-L 115 cv. Apesar da grande diferença de potência entre o V-6 e o turbodiesel, esses motores tinham torque máximo próximos e a diferença de desempenho não era tão gritante. O quatro-cilindros a gasolina 2,5-L, menos potente, equipava somente a versão "pé de boi", a XL.

Em 2001/2002 veio nova safra de motores: 2,3-L 16V a gasolina substitui a 2,5-L nas versões XL; o V-6 4,0-L de 210 cv gasolina substitui o mesmo V-6 de 162 cv e o 2,8-L PowerStroke turbodiesel TGV 136 cv substitui 2,5-L turbodiesel de 115 cv. O gap de potência entre o V-6 a gasolina e o PowerStroke diesel passou a 74 cv, mas o maior torque do diesel mais que compensava essa diferença. De lá para cá, veio a versão Limited, passando a ocupar o topo da linha com o motor diesel PowerStroke TGV como opção apenas.

Por um breve período houve duas versões de potência no motor diesel, com turbo wastegate de 132 cv nos modelos XL, XLS e XLT e com turbo TGV de 136 cv, exclusivo para a Limited . E em 2005 a Ford substituiu o motor PowerStroke 2,8-L por um 3,0L 16V de injeção comon-rail e 163 cv para todas versões de acabamento.



Em curto resumo, ao longo do tempo notamos que Ford e GM "disputavam" a supremacia de potência em suas picapes médias aqui, repetindo o que suas matrizes faziam nos Estados Unidos, nas picapes de porte grande F250 e Silverado, ou seja. havia nítida corrida de potência entre elas, a cada lançamento, a cada nova versão, uma com alguma potência a mais que sua concorrente direto.

Com o lançamento quase simultâneo das versões topo de linha menos potentes, tive a impressão que ambas inverteram o sentido da corrida. Existe "supremacia" por menor potência? Quem delas irá ganhar? Estará havendo uma inversão de lógica?

Outra impressão foi de que esses dois fabricantes passaram anos, décadas, olhando-se um ao outro, copiando os melhores movimentos, alternando as iniciativas, mudanças de produto, não deixando um escapar à frente por período demasiado longo. Exemplos, muitos. No segmento de picapes médias, objeto desta análise, tivemos o primeiro turbodiesel de 95 cv na S10, mas sem intercooler. Aí vem a Ranger com intercooler e 115 cv, cabine dupla, 4x4 com seletor no painel, airbags, 2,8-L versus 2,5-L com TGV, comon-rail...

Isso fazia muito sentido, quando eles disputavam a liderança do segmento. Hoje, com Toyota e Mitsubishi na frente em vendas, não faz absolutamente nenhum sentido seguirem olhando-se somente a si e se copiando, parecendo ignorar as demais.
Mais curioso ainda é que as líderes de vendas seguem "na lógica anterior" e também disputam a preferência do comprador de picapes mais endinheirado, com modelos mais caros e equipados, a caixa automática já chega a 60% de participação na Hilux e L200 e a GM e aFord seguem sem ela.

Essa lógica de versão topo com top power, aliás, está presente no mundo automobilístico, guardadas as devidas proporções. Uma Range Rover Sport não tem opção de motor 2,5 TDi. Não se leva para casa um Cayenne V-6, com os itens de acabamento, da suspensão adaptativa do turbo, nem que se implore com milhares de euros na mão.

Pior, se eu estiver totalmente enganado, e Ford e GM estiverem criando tendência de "downpower", o que podemos esperar de movimentos da Toyota? Dá para imaginar a Hilux SR-V com quatro cilindros a gasolina e GNV? E a Mitsubishi L200 Triton com o motor quatro cilindros flex do TR4? Nissan Frontier com quatro-cilindros flex 2,0 do Sentra?

Bom notar, não nos deixemos enganar pelos números da Chevrolet S10, engordados pelas vendas a frotistas (há inúmeros frotistas com a frota de uma só picape), governo, empresas, de versões básicas flex. Quem dá as cartas hoje no segmento são a Toyota e a Mitsubishi.

CZ

Fiquei oito dias sem postar no AUTOentusiastas, tanto por estar absorvido por um trabalho descomunalmente grande, quanto por ter viajado à Polônia quarta-feira última, chegando em casa ontem (14/9). Sem querer dar uma de TV Globo, não posso revelar o objetivo da viagem por zelo profissional, mas foi a convite de uma fábrica daqui, junto com nove jornalistas.

A cidade visitada foi Cracóvia, medieval, linda, como tantas outras espalhadas pela Europa. Mas foi minha primeira incursão no Leste europeu, para o quê tinha bastante curiosidade. Cracóvia é a cidade natal de Karol Voitila, o Papa João Paulo II (18.05.1920-02.04.2005).

Na área central da cidade a atividade turística é enorme, com dezenas de igrejas e o Rio Vístula cortando-a bucolicamente, uma área de lazer como deveria ser o Rio Tietê, de São Paulo. Há um sistema de modernos bondes de fazer inveja a quem mora em cidades cortadas por corredores de ônibus, a "brilhante" solução dos nossos burrocratas (com dois "r" de propósito) para o transporte de massa de São Paulo e outras cidades.

Como cidade voltada o turismo, há inúmeras carruagens puxadas por uma parelha de cavalos. Minha curiosidade mecânica me fez atentar para o freio de todas elas, ilustrado na foto: a disco! Com cilindros-mestres acionados cada um pelo seu pedal. Duplo-circuito dianteiro-traseiro. Surpreendente mesmo e que revela a simplicidade do freio a disco quando comparado ao freio a tambor.

Fora o trabalho, foram dois dias muito agradáveis, sem os solavancos das lombadas, com semáforos que dão amarelo antes do verde (incompreensível não haver aqui desde 1966, quando entrou em vigor com o Código Brasileiro de Trânsito, continuado pelo Código de Trânsito Brasileiro, de 1997).

Tivemos tempo de visitar o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, onde minorias, 90% composta de judeus, foram sacrificadas em nome da pureza da raça ariana. Quanta estupidez! Como isso pôde acontecer é que não dá para entender.

Foi para evitar que se repita é que a democracia alemã, após a Segunda Guerra Mundial, criou rigorosas leis de proteção das minorias.

E por falar em minorias, em Cracóvia não existe a perseguição a fumantes (uma minoria de 25%!) que se vê em outros lugares, notadamente no Estado de São Paulo desde 7 de agosto. Todos se respeitam por meio de ambientes separados. Maiorias e minorias vivendo em harmonia.

BS
Qual entusiasta não esperou ansioso pelos 10 anos de idade, para conquistar definitivamente o banco dianteiro do automóvel, vendo melhor o mundo lá fora e ficando mais perto do paizão herói?

Fotos: AutoGespot/ThljsOverdeVest/Richard Zuurveld




FB
Nunca fiz uma lista de "10 mais". Isso significa colocar algum limite num mundo em que existem muitas coisas legais a serem exploradas. No meu caso, um agravante é que tenho muita dificuldade de fazer alguma coisa sem sentido ou sem uma lógica bem explicada.

Mas como essas listas sempre dão o que falar, fiquei com vontade de fazer uma. E como gosto de complicar, iniciei minha busca definindo um motivo ou critério para a minha. Se eu pudesse comprar e manter 10 carros quaisquer que eu escolhesse, que critérios eu usaria para tal escolha? Cheguei à conclusão que deveria escolher carros que servissem para os possíveis e diferentes usos que eu tenho ou teria se tivesse 10 carros.

Para escolher os 10 carros a seguir tentei pensar o mínimo possível, ou seja, não fazer comparações ou ficar pensando muito em todas as opções possíveis. Escolhi praticamente os primeiros carros que vieram à minha cabeça logo que defini as categorias. Dessa maneira eles representam o que já está no meu inconsciente. Depois de feita a escolha inicial, involuntariamente eu tive que pensar em outros modelos. Aí é que tive problemas, pois acabei lembrando de modelos tentadores. Então praticamente mantive como minha primeira opção o que veio primeiro. Mas decidi revelar as outras opções que apareceram quando racionalizei meu pensamento.

Minhas 10 vagas na garagem seriam preenchidas com os carros a seguir.

1> Daily Transportation - seria o carro para o dia a dia, para ir e voltar do trabalho, para andar com a maior agilidade possível no trânsito urbano mantendo o entusiasmo.

Minha escolha: Mini Cooper S - rápido, ágil e compacto, tudo que preciso para andar no trânsito caótico. Pensei também no Mini Cooper John Cooper Works, mas para o dia a dia acho que é muito extremo e deve ser duro demais.

Outras opções: Smart Brabus, BMW 135i (hatch)



2> Família - carro para eu usar com a minha família nos finais de semana.

Minha escolha: Porsche Cayenne Turbo - minha família ficaria feliz, esposa e filha adoram SUVs (fazer o quê?). Tentei excluir o Cayenne, mas não me veio mais nada à cabeça a não ser o Panamera. Mas as duas com certeza gostariam bem mais do SUV.

Outras opções: não tem como não pensar no X5 e o X6, ambos M.



3> Lazer - separei um pouco lazer de família, lazer nesse sentido é quando eu preciso levar minha bicicleta, tralhas de fotografia, fazer compras, viajar para a praia, não necessariamente com minha família.

Minha escolha: BMW M5 touring - espaço com desempenho, e ainda o botão M que a transforma numa tempestade, V-10 com mais de 500 cv, desejei esse carro assim que o vi pela primeira vez.

Outras opções: nem pensando muito a respeito achei outra opção que chegasse perto do meu desejo por uma M5. No passado teria a Audi RS2, a primeira, com pinças de freio e suspensão ajustada pela Porsche.


4> Off-road - se tem uma coisa que adoro fazer é descobrir caminhos e trilhas em viagens para o interior. Gosto de avistar um ponto longínquo no horizonte, geralmente o topo de uma montanha, e tentar descobrir um caminho para chegar lá.

Minha escolha: Toyota Land Cruiser Prado - para mim 4X4 é Toyota e não se fala mais nisso. O LC Prado, V-6 gasolina ou diesel com mais de 160 cv me levaria com segurança, conforto e confiabilidade para qualquer lugar do mundo, com um rodar excelente em rodovias pavimentadas e não pavimentadas. O mais incrível é que se pode fazer uma trilha pesada com um Prado e logo em seguida pegar uma estrada pavimentada para voltar para casa com o mesmo rodar confortável, e sem danos ou avarias no carro.

Outras opções: Toyota Land Cruiser 200 (a última versão do lendário Land Cruiser), mas é muito grande, ou um Land Rover Discovery, que sempre ocupa os últimos lugares no J.D. Power.



5> Luxo - esse seria o carro para eu levar minha esposa pra jantar.

Minha escolha: Maserati Quatroporte - um V-8 4.7-litros com mais de 400 cv que vibra e urra quando acelerado e roda comportado na frente da esposa, tipo lobo em pele de cordeiro.

Outras opções: um Bentley GT ou esse novo Bentley Mulsanne para ter o máximo de requinte mantendo um aspecto mais jovem.



Esse cinco primeiros foram as obrigações, agora é que vem a diversão!!!

6> Fun to drive - carro para aliviar as tensões e se divertir, é o carro para pegar aquela estrada que o FB mencionou no post Fiesta 100, SP-312 , uma terapia sobre rodas.

Minha escolha: Lotus Elise/Exige (difícil escolher um modelo entre os diversos existentes). Leve, rápido, equilibrado, simples, direto, não tem como não ser feliz pilotando um Elise/Exige.

Outras oções: um Ariel Atom ou KTM X-Bow, ou qualquer um desse post sobre descendentes do Seven , um Porsche Cayman, embora menos excitante não faria feio.



7> Self indulgence - seria um carro que compraria sem culpa, só pela vontade de ter, sem ter que explicar nada, um presente para mim mesmo!

Minha escolha: Corvette ZR1. Aqui eu mudei minha idéia original, que era o Nissan GT-R, uma escolha altamente racional. Já o ZR1 é uma escolha totalmente passional, e nessa categoria é o que vale.

Outras opções: Maserati Gran Turismo, que para mim é um dos carros mais bonitos dentre os modelos em linha, e o Gallardo, sempre desejarei ter um Lamborghini.



8> Sport GT - com todos os carros acima fica difícil achar uma necessidade para um GT, mas eu precisei achar uma categoria para incluir um Ferrari.

Minha escolha: Ferrari 458 Italia, o som metálico de um V-8 de Maranello é algo divino. O JJ que me perdoe, mas esse 458 é um coquetel de adrenalina com testosterona que faz o meu sangue borbulhar só de pensar no carro. Viajar pela Itália pilotando um Ferrari pelos lugares indicados pelo MM seria uma espécie de orgasmo automotivo.

Outras opções: nenhuma. Pera aí, e esse Mc Laren MP4-12C? Será?! Não, esse Mc Laren á mais técnica do que emoção.



9> Supercarro - seria o carro para praticar em pistas ao redor do mundo, um carro que daria credibilidade à minha garagem, um carro para acabar com qualquer discussão, "o" carro.

Minha escolha: McLaren F1, por tudo o que representou e principalmente pelo seu projeto ter sido 100% orientado ao motorista, com a representação mais notória disso sendo a posição central do motorista.

Outras opções: Ferrari Enzo, assim como existiram o F40 e o F50, um F70 deverá existir, portanto o Enzo não é o "ultimate" Ferrari. Também pensei no Veyron, mas ele não é um carro feito para as pistas e sim um devaneio tecnológico.



10> Dream car - seria um carro que eu pudesse ter e dirigir como único carro para o resto da vida, sem poder vender ou trocar, que poderia usar todos os dias sem me cansar de olhá-lo e escutá-lo, que refletisse meu espírito, que falasse com a minha alma.

Minha escolha: foi difícílimo, quase coloquei dois, mas ao escrever as linhas acima a resposta veio sem deixar dúvidas - Mustang Shelby GT500 2010.

Outras opções: quase empatado veio o Camaro SS 2010, mas acho o Shelby muito mais sério, "the ultimate muscle car". O Camaro é muito bacana, mas acho que grande parte do meu desejo por ele se deve ao fato de uma forte ligação emocional com a GM. No caso do Mustang, como não tenho praticamente nenhum vínculo emocional com a Ford, o sentimento é mais verdadeiro.

No mundo real, esse carro seria um Dodge Charger nacional, de qualquer ano, todo preto, com um motor preparado pelo AG, e um visual ao estilo Mad Max, com escapamento bem borbulhante, suspensão independente na traseira, freios apropriados, interior despojado, talvez com gaiola ou reforços, que eu usaria todos os dias.



Bem, o melhor em fazer esse post foi poder me imaginar em cada uma das situações de uso desses carros, uma viagem. Mas uma lista é só uma lista, e provavelmente essa só vale para mim.

Por que você não faz a sua seguindo os dez tipos que selecionei? Tente listar o primeiro modelo que vem a sua cabeça em cada uma das categorias. Provavelmente será sua resposta mais sincera. Boa viagem!

1> Daily Transportation - carro para o dia a dia
2> Família
3> Lazer
4> Off-road
5> Luxo
6> Fun to drive
7> Self indulgence - sem culpa
8> Sport GT
9> Supercarro
10> Dream Car