google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Encerrando (talvez) o assunto SUVs aqui no blog, acredito que muitos leitores perceberam quem é que estava ao volante do BMW X5 Le Mans: ninguém mais ninguém menos do que Hans-Joachim Stuck.

Filho do legendário "rei da montanha" Hans Stuck, é dono de uma carreira invejável, que inclui um período de 5 anos na Fórmula 1 (1974 a 1979), duas vitórias na 24 Horas de Le Mans (1986 e 1987) e três vitórias na 24 Horas de Nürburgring (sendo este seu primeiro campeonato, aos 19 anos de idade). Foi também campeão do Deutsche Tourenwagen Meisterschaft (DTM) em 1990 pela Audi e de lá pra cá teve grande sucesso pilotando para Porsche e BMW. Desde 2008 é responsável pela Volkswagen Motorsport.


"Nós sempre tivemos um GTI na família, da primeira geração até a quinta. Sem discussões. Mesmo quando eu tinha contrato firmado com a BMW eu preferia guiar até Nürburgring em um GTI. Foi num GTI que perturbei pilotos de 911 no Nordschleife. Essa era a genialidade deste carro e ela permanece desta forma até hoje."

Hans-Joachim Stuck
O T-Rex ao lado de um Range Rover

Antes de mais nada, devo deixar claro que nada tenho contra os carros do tipo SUV (Sport Utility Vehicles), ou apenas utilitários esportivos. Como em qualquer categoria de carro, sempre há os sublimes e os ridículos, e acredito que todos têm sua função.
Entrando no assunto desse post, o Paulo Keller começou a falar de SUV e o Bitu prosseguiu, então tenho o direito e a obrigação de chutar o balde, lembrando do Coggiola T-Rex, apresentado em Genebra, no Salão do ano 2000.
Esse carro deverá ser, muito provavelmente, o ápice do exagero de tamanho e massa deslocada para carregar pessoas, e dadas as tendências de policiamento e reclamações da mídia não especializada e da população manobrada, não será jamais superado nesses quesitos.
A Coggiola é uma empresa de engenharia e design, que trabalha com projetos, modelos de estilo e soluções de arquitetura e empacotamento para versões novas sobre carrocerias já existentes, e protótipos e conceitos inteiros, trabalho esse menos frequente. É pouco conhecida pelo nome, mas de seus estúdios saíram por exemplo, os conceitos do primeiro Renault Mégane e o Chrysler Portofino, que gerou os modelos cab-forward da marca da estrela de cinco pontas, como o Stratus.
Para aparecer e propagandear a empresa na onda do ano 2000, um Hummer H-1 foi utilizado como doador de mecânica, e uma carroceria com desenho mais no padrão comercial foi desenvolvida, carregada de amenidades eletrônicas de conforto.
O pequeno monstro ficou com três filas de bancos. Na primeira, motorista e passageiro separados com uma distância similar à encontrada no Hummer, devido ao motor dianteiro ser posicionado bastante para trás, quase podendo ser considerado um entre-eixos dianteiro.
A segunda tem dois bancos individuais atrás dos dianteiros, em um nível de assoalho mais alto. Por fim, na terceira, mais alta ainda, um banco onde mais dois passageiros podem sentar mais próximos um do outro. E ainda um porta-malas atrás de tudo isso, em que se pode subir por um degrau que surge ao se dobrar para baixo a parte central do para-choque traseiro.
Algumas dimensões explicam bastante coisa, e complementam o que podemos ver nas fotos.
Comprimento: 5,35 m
Largura: 2,27 m (sem contar os espelhos)
Altura: 2,22 m
Distância entre eixos: 3,30 m
Altura livre do solo: 0,40 m
Peso em ordem de marcha: 3.200 kg
Carga máxima: 1.600 kg
O desempenho é apenas suficiente, com velocidade máxima de 134 km/h, alcançada após o motor diesel com 195 hp colocar todos esses relativamente poucos cavalos para correr, através de uma transmissão automática de 4 marchas.
Resumindo, muito parecido com o monstruoso H1. Força bruta, não velocidade pura.
Pois é, não reclamem comigo sobre SUVs no AUTOentusiastas. Não fui eu quem começou.
O Smart, com apenas 2,70 m de comprimento, cabe inteiro no entre-eixos do T-Rex !
JJ

Mal o Paulo Keller postou sobre o Cayenne e a discussão sobre um SUV ser ou não entusiasta ressurgiu.

Discussões à parte, eis um SUV que eu gostaria de ter.



FB
"Melhor custo-benefício da categoria."

Qualquer argumento de vendas que seja seguido de "melhor da categoria" já me transmite fraqueza. O que me interessa é o conjunto. E no final, se tudo for pior, mas eu gostar do carro, é o que vale.

Outra coisa que me irrita muito é que a categoria ou concorrentes nunca é explícita. Embora os consumidores possam imaginar, mas nem sempre bate com a ideia do fabricante. Sem contar que na cabeça dos consumidores a segmentação de mercado praticamente se define por preço e não por critérios mais específicos.

Mas o pior mesmo é ver a Porsche entrando nessa. Outro dia me deparei com o anúncio abaixo. O Cayenne deve realmente dar muito dinheiro para a Porsche, mas faz a marca cair na vala comum.

Ainda sobre o anuncio abaixo, a chamada "experimente a sensação de ter um Porsche" é algo realmente incompatível com um Cayenne. Os ítens de destaque - achei todos péssimos - também refletem uma falta de entusiasmo, pra não dizer pobreza de espírito, de quem vende e do tipo de pessoa que querem atingir. Painel exclusivo monocromático, mais harmonia ao conjunto estético do carro, interface universal para MP3... argh! Estão vendendo o quê? Hyundais!

Pra mim isso é anti-propaganda.