google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Autor: Rafael Souza

Foi realizada no último dia 2 de agosto a edição 2009 da maior reunião de Fords da Europa: a Ford Fair.

A reunião é realizada anualmente no autódromo de Silverstone, na Inglaterra, e conta com o apoio da própria fábrica e diversas outras empresas ligadas diretamente ao mercado automobilístico, mais precisamente o de preparação.


A festa contou com mais de 3.000 carros nas dependências do autódromo, que teve sua pista fechada para uso exclusivo dos veículos Fords e suas conglomeradas.

O autódromo foi organizado de forma a oferecer em suas dependências concursos de elegância, feiras para compra e venda de mercadorias relacionadas à feira e produtos de performance e personalização.


Em um pedaço do traçado acontecia um track-day durante todo o dia enquanto em outra parte aconteciam provas de aceleração de 0-60 mph, sempre valendo prêmios e troféus. Presença garantida de Escorts, Fiestas, Sierras, Capris, Focus e outros Fords europeus.

Uma festa muito bacana que deve ser vista ao menos uma vez na vida por todos os aficcionados por Fords do planeta. Deveríamos ter uma edição no Brasil!

Mais fotos em http://rafa4fun.blogspot.com

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Um bom texto sobre ser diferente está nesse link . Você pode ler antes ou depois do texto abaixo.

O texto do link é inspirador. Uns 5 minutos de leitura clara e direto ao ponto. Nada a ver com carros, mas inspirador.
O mundo automotivo está estufado de ótimos produtos, todos lutando pela decisão do comprador, querendo ser O Escolhido, O Eleito, O Melhor do Ano, sei lá o que mais. Como os nossos leitores sabem, o que vale é ter o carro que conversa com você na sua garagem, pronto para te levar não apenas de um ponto ao outro, mas a uma experiência prazerosa cada vez que você sai com ele. Há os meios de transporte, e há os automóveis entusiásticos.
Todos já passamos pela situação de ter que responder à pergunta sobre qual carro comprar, qual é o melhor para usar na cidade, qual o melhor para quem viaja bastante, questões desse tipo. Isso não importa. Se o cara precisa ficar perguntando muito a opinião dos outros, é porque ele não se interessa o suficiente para escolher pela própria opinião, ou gosto pessoal mesmo. Quem gosta realmente de carros sabe do que gosta, por quê gosta e porquê jamais escolheria algum determinado modelo.
A explicação da preferência por um carro e não por outro, está no quão diferente a sua escolha é em relação àquele que você não gosta. Se você não suporta carro preto e aparece um amarelo, laranja, azul, no meio de outros, aquele será sua escolha. Diferente não é ser esquisito, repugnante. É ser fora do padrãozinho. E é assim que escolhemos nossos carros de passatempo, de prazer, ou, para quem pode, de uso diário. A maioria não pode, então, precisa se contentar com o normal, o mainstream. Pelo menos alguma característica precisa ser interessante nesse carro do entusiasta que não pode ou não quer ter um amigo de quatro rodas apenas para brincar. Seja a cor, o motor, os pneus/rodas, algo. Ou apenas o estado de conservação.
Pessoas são muito diversas. Uns tem o prazer de não perder um segundo com um carro, seja consertando ou mesmo limpando. Tudo bem, seu entusiasmo pelo carro pode ser justamente ele não lhe deixar na mão nunca, não importando os mau tratos. Outros preferem tudo perfeito, sem sujeira, riscos, bancos limpos, sem rugas. Dá mais trabalho, mas também é um motivo de entusiasmo pelo carro, mesmo se nada de excepcional houver com ele. Um outro tipo de entusiasmo é decidir pela não fidelidade a nenhuma marca ou modelo. Tem gente que se diverte assim. Sempre trocando, experimentando, quebrando a cara, quebrando o carro, andando de jipe na cidade, de carro esportivo na terra, mas sempre com bom humor e pronto para o próximo negócio. Também pode ser um entusiasta radical, só tolerando carro muito antigo, ou muito moderno, ou sendo o primeiro do bairro a comprar um novo modelo, ou achando que todos os carros novos não prestam, e que todos os carros bons morreram nos anos 70, e por aí vai.
Tudo pela diferença, pela ogeriza de ser confundido com um mero usuário de carro. Que palavra horrível essa. Usuário.
Talvez a diferença mais importante no caso de um entusiasta seja justamente essa. Evitar a mistura com os meros motoristas que vêem carros como meios de transporte e nada mais.
Que eu tenha saúde mental para nunca ser assim.

JJ
Autor: Rex Parker
Fotos do autor

O impressionante e inesquecível Concorde

Dizem que quem gosta de carros também gosta de aviões. Não sei de vocês, mas eu gosto tanto de um quanto do outro. Não só o sentido de ser livre, mas também a aventura, a potência, a velocidade. Até certo ponto, o perigo. E é por isso que, estando em Washington, D.C. na semana passada, visitei novamente o belo museu Udvar-Hazy vizinho ao aeroporto internacional Washington-Dulles (IAD).


O 367-80, protótipo daquele que daria início efetivo à era do jato: Boeing 707

Que museu! Faz parte da rede Smithsonian, mas é o único da rede que não fica dentro do distrito federal. Oficialmente, o Udvar-Hazy é filial do mais conhecido National Air and Space Museum, no Mall ao lado do Capitólio, o nosso Congresso. Bem, filial em termos relativos. O Udvar-Hazy é muito maior e contém muito mais itens expostos. Isso não nega a importância da sede. Lá dentro você encontra o Spirit of St. Louis do Lindbergh, o X-1 que rompeu a barreira do som, o D-558 que rompeu Mach 2, o X-15 que rompeu – vejamos – Mach 6? 7? 8? E a inesquecível Apollo 11, que rompeu tudo.

Bem, voltando ao Udvar-Hazy, a maior parte da exibição é obviamente dedicada a aviões e veículos completos, como o B-29 "Enola Gay", o 367-80 que era protótipo do Boeing 707, um Concorde da Air France, um SR-71 Blackbird e o ônibus espacial Enterprise. Mas há uma seção dedicada a motores. Motores de avião e de helicóptero. Motores a pistão. Motores turboélice. Motores a jato. E, claro, foguetes.















Duas pujanças tecnológicas americanas: o ônibus espacial Enterprise e o avião SR-71 Blackbird

Acho particularmente interessantes os motores a pistão que, enfrentando o desafio dos nascentes jatos, foram crescendo não só em tamanho e capacidade, mas também em complexidade e potência até o ponto em que funcionavam mal. Começando no fim dos anos 30 e acabando mais ou menos em 1955, tentaram se defender dos jatos e, como sabemos agora, acabaram perdendo. No entanto, era uma luta épica, cheia de glória e teimosia, mas, afinal de contas, uma luta em que não podiam ganhar. Os motores a jato eram mais simples, potentes e confiáveis. Os jatos ganharam porque mereceram.

Ainda assim, bem na tradição do nosso Alexandre Garcia com sua dedicação a motores a pistão de alto rendimento, vamos ver alguns desses motores fantásticos, barulhentos e extremamente potentes. Começando com os menores, e acabando com os mais extravagantes…

O grande heroi da II Guerra Mundial: Rolls-Royce Merlin dos Spifires e dos Mustangs

Packard Merlin (quer dizer, Rolls-Royce Merlin redesenhado e fabricado sob licença pela Packard; usado no P-51 Mustang)
V-12
27 litros de cilindrada
1.490 cv a 3.000 rpm
411 kg de peso


O fantástico motor Mercedes dos Messerschmitt Me-109 da Luftwaffe

Daimler-Benz DB601 (Bf.109…)
V-12 invertido, alimentação por injeção
33,9 litros de cilindrada
1.400 cv a 2.800 rpm
715 kg de peso


Napier Nomad II E.145
H-12, diesel dois-tempos
41,5 litros de cilindrada
3.046 cv a 2.050 rpm
1.624 kg de peso


Muitos de nós vimos (e ouvimos) este colosso voando no Brasil

Wright-Cyclone R3350 (B-29, L-1049 Constellation, DC-7)
Radial 9 cilindros em 2 fileiras, 18 cilindros no total
Alimentação turbocompound
54,9 litros de cilindrada (3.350 polegadas cúbicas)
2.200 a 3.700 cv a 2.800 rpm, dependendo da versão
1.211 kg de peso


Um radial de quatro fileiras!

Pratt & Whitney R-4360 Wasp Major (C-124, B-36, B-50, Stratocruiser etc.)
Radial 7 cilindros em 4 fileiras, 28 cilindros no total
1 compressor e 2 turbocompressores
71,5 litros de cilindrada (4.360 polegadas cúbicas)
3.000 a 4.300 cv a 2.700 rpm, dependendo da versão
1579-1755 kg. de peso
56 velas, cada uma do tamanho de um copo d’água!


Quatro em linha, nove fileiras, é de impressionar

Lycoming XR-7755-3 (felizmente sem aplicações; não funcionava!)
L-4 em 9 fileiras, 36 cilindros no total
127 litros de cilindrada
5.000 cv a 2.600 rpm
2.781 kg de peso

Que exagero! Que glória! E que boas memórias de um tempo não só bom no passado, mas de um tempo que há muito ficou para trás. Para quem teve a sorte de andar em aviões que usavam esses motores, era uma experiência simplesmente inesquecível. O corpo doía por dias após pela vibração. E os ouvidos, nem se fala! Pode-se dizer a mesma coisa sobre as nossas viagens nos Airbus da TAM ou nos Boeing 737 da Gol?


RP

(Atualizado em 10.08.09)

O engenheiro Ricardo Penteado - mais conhecido como Botoman - é brasileiro de Florianópolis, SC, e há mais de cinco anos trabalha como engenheiro de motores na Equipe Renault de F-1. Por incrível que pareça, uns quatro anos atrás o Boto me escreveu para trocarmos ideias sobre Fuscas - ele, assim como eu, é doente por Fusca; vai entender.


Dessa troca de e-mails formou-se uma boa amizade. Hoje ele é também engenheiro de pista, onde era responsável pelo motor do Nelsinho Piquet (há uma equipe completa para cada piloto). Na quarta-feira antecedente ao GP do Brasil do ano passado batemos um papo com o Boto nos boxes da equipe e ele nos falou de coisas curiosas dessa categoria que é a top em tecnologia.

O Ricardo Penteado e eu, no GP do Brasil de 2008

Um Fórmula 1 atual é um avião de ponta-cabeça, cujos flapes estariam em posição de decolagem. Suas asas o comprimem com tanta força de encontro ao solo, que a 150 km/h essas forças já são maiores que a massa do carro, portanto, teoricamente, se ele entrasse num enorme cano, a essa velocidade ele poderia ir subindo pela parede e seguir grudado no teto. (nota: essa informação é velha. O que é novo é saber a velocidade mínima certa).


Ao longo da corrida, tudo vai bem desde que o carro esteja andando pra frente. As asas atuam desde que alinhadas com o deslocamento do carro. Numa curva, uma escorregada de lado literalmente descola o carro do chão e ele sai voando pela tangente. Portanto, esqueçam as curvas em belos powerslides - quando o piloto acelerava e contraesterçava, fazendo o carro curvar de lado - da época dos F-1 "charutinhos" para trás.


Em duas curvas sucessivas que formam um "S", o piloto evita passar na zebra interna da primeira curva, pois a pequena levantada da frente do carro já o faria perder por momentos a sucção de encontro ao solo e, conseqentemente, a aderência. Não haveria tempo para recuperá-la e evitar entrar errado na segunda curva. Nesses "S" apertados, observe que eles só sobem na zebra da 2a. curva, a da saída.


O motor V-8 de 2,4-litros tem rotação máxima limitada pela FIA, que coloca um limitador eletrônico oficial em cada carro. A 18.000 rpm a ignição é cortada e o motor dá uma engasgada forte. As equipes colocam um limitador que provoca pequenas falhas a uma rotação um tiquinho mais abaixo, para que o piloto não deixe chegar a esse corte, o que ocasionaria perda de velocidade. Em experimentos, a Renault F1 já "brincou" com seu motor a 24.000 rpm, e ele aguentou.


Para atingir essas rotações absurdamente altas, o motor precisa ser o que é chamado de superquadrado, ou seja, o diâmetro do cilindro é maior que o curso do pistão. Os motores atuais da F-1 estão com uma relação de aproximadamente 5:2. É um dado secreto, mas é algo em torno de 100 mm de diâmetro por 40 mm de curso.


Enquanto esperam em "marcha lenta" a luz de largada, os motores estão virando acima das 4.000 rpm. Abaixo disso há o risco de uma "pipocada" apagar o motor.


Na tal Volta da Vitória, após o final da corrida, quando pela TV ouvimos o motor virar suavemente, devagarzinho, seu giro está acima de 8.000 rpm - rotação sequer imaginada pela imensa maioria dos motores de nossos carros rua.


Os motores têm que aguentar duas corridas, o que, incluindo os treinos e classificações, não soma mais que 800 km. Isso é duzentas vezes menos o que um motor de carro de rua aguenta normalmente.


A cada lado do carro há um grande radiador, o da esquerda é de água, o da direita, óleo. Não há ventoinha, portanto, o motor não pode ficar funcionando com o carro parado por mais de 6 minutos, senão ele sobreaquece.


O óleo lubrificante, ao ser retirado é analisado imediatamente numa máquina. Ela consegue identificar e pesar os micro-pedaços de material que ali ficaram depositados. Dependendo do material, eles sabem de onde veio tal partícula. Por ex: se for um alumínio "x", é do pistão. Há uma tolerância de segurança para cada um.


O peso mínimo ao final da corrida, com piloto e combustível, deve ser maior que 605 kg. Algumas equipes têm que colocar 40 kg de lastro para atingir esse peso. A vantagem é que os pesos de lastro são colocados onde melhor equilibram o carro.


Cada 10 kg a mais de peso acarretam em perda de 0,4 segundo por volta, em média. O combustível é medido por peso e não por litro, pois seu volume varia de acordo com a temperatura e eles precisam de números exatos. Um F-1 na corrida consome ao redor de 1 kg a cada 2 km. Considere-se uma densidade 0,72 e temos em torno de 1,4 km/L.


A potência dos Renault F-1 está - dependendo das condições atmosféricas e de altitude - por volta de 730 cv. O motor Mercedes, o mais potente de todos, tem uns 15 cv a mais. O torque é baixo nas rotações inferiores, pois buscam potência por meio da rotação alta. O torque máximo está ao redor de 28 a 30 mkgf a 16.000 rpm, que é quando o motor melhor "respira". O peso mínimo exigido pela FIA para o motor é de 95 kg, senão eles o fariam ainda mais leve.


A grosso modo, o carro é dividido em três partes. Cockpit acoplado à suspensão dianteira, motor, e caixa de câmbio acoplada à suspensão traseira. Só seis parafusos, finos como o dedinho de uma criança, prendem o motor ao cockpit. Outros seis parafusos igualmente finos prendem o motor à caixa de câmbio. Inacreditável!


A árvore da direção está entre os pedais de freio e acelerador. Impossível fazer o punta-tacco.


São 7 marchas. O controle é absolutamente do piloto. A que ele pedir nas borboletas, entra.


O diâmetro das rodas é 13 polegadas. Os pneus usam ao redor de 18 libras de pressão. O flanco é alto para que os pneus atuem como amortecimento, ajudando a suspensão.


Ano que vem será permitida a colocação de um motor/gerador que carregará as baterias ao frear. Depois, na hora de acelerar, o piloto pode apertar um botão no volante para que esse gerador se transforme em motor que ajudará na acelerada, um boost. Nem todos usarão, pois não será obrigatório. A Renault já tem seu sistema, mas não o revela ainda. (Nota: é o KERS)


Hoje a fábrica da Renault, com seus enormes recursos de laboratórios e técnicos, ajuda muito na pesquisa. Essa pesquisa é orientada pela equipe de corridas, que pede à fábrica o que precisa.


As calotas, novidade na categoria - porém há anos sugeridas por este repórter ao amigo Boto, que na entrevista confirmou a sugestão - servem para eliminar a turbulência provocada pela depressão do miolo da roda, o que gerava arrasto. Elas têm uma forma para a exaustão do ar, para a ventilação dos freios.


Ainda entro na F-1 só dando ideias, só usando a cachola, feito um guru.


AK