google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
O console de túnel com a nova alavanca seletora

A Volkswagen apresentou hoje para a imprensa especializada o Polo I-Motion. Trata-se do primeiro modelo da fábrica brasileira a trazer câmbio manual robotizado com função automática. Desse modo o motorista pode efetuar as trocas de marchas ele mesmo ou deixar o sistema o faça por ele.
O transeixo é o mesmo MQ 200 produzido em Córdoba que é usado no Gol e Voyage atuais (menos Gol G4), Fox, Polo e Golf 1,6, e que recebeu sistema de robotização e automação Magneti Marelli, marca também do sistema de injeção, tradicionalmente Bosch no modelo.
Ainda não se sabe o preço, que só será anunciado daqui a pouco (19h00), mas que não deve encarecer o Polo, em versão 1,6-litro somente, em mais que R$ 2.500. É característico desse tipo de caixa preço de 40 a 50% menor que uma caixa automática chamada de tradicional, de capacidade de torque similar, constituída de engrenagens epicicloidais e conversor de torque.
Como solução para quem não quer mais saber de passar marchas pela alavanca em meio a um caminho em "H", mas apenas por toques rápidos na alavanca, perfeita. Para quem não quer passar marchas de jeito nenhum, muito boa também. O motorista escolhe o tipo de operação, que pode ainda ser alterado para maior vivacidade por meio do programa sport (S).
Há um opcional ao câmbio que a fábrica chama de ASG (sigla de câmbio automatizado sequencial, em inglês): o volante multifuncional com borboletas para trocas de marcha, que terá preço convidativo, segundo se soube, além de ser o mesmo e bom volante do Passat CC.
Andei com o carro hoje à tarde e gostei. As trocas são boas, sendo a conhecida "cabeçada" desse tipo de câmbio bem discreta no caso do Polo I-Motion. Menor que na concorrência, em ordem descrescente do efeito: Meriva, Stilo e Linea. A falta de linearidade na aceleração, uma breve interrupção de potência, é que provoca a "cabeçada", o movimento da cabeça dos ocupantes para frente e para trás.
A operação manual nas reduções deixa ouvir-se claramente a aceleração interina que iguala rotação do motor com a velocidade do carro na marcha prestes a ser engatada, inexistindo desse modo qualquer tranco. Um verdadeiro prazer.
Depois das apresentações técnicas e comerciais, conto mais. Estou em Atibaia, no hotel Bourbon, escolhido pela VW para este lançamento.
Mas tem duas coisas que gostei. Uma, ser possível fazer o motor pegar empurrado, o que os automáticos tradicionais não conseguem. Pode nos safar de uma situação embaraçosa ou de perigo. Outra, pode sair com vigor, cantando pneu. Nessa caso basta acelerar em neutro até 3.500~4.000 rpm e dar um toque na alavanca para a esquerda, até à posição D/M (drive/manual). A primeira engata e a embreagem acopla quase instantaneamente.
BS
No dia 6 de junho último publiquei aqui no blog que a Polícia Militar do Paraná faz uso de uma VW Parati G4 "personalizada" com filme G5 nos vidros, suspensão rebaixada e rodas de liga leve Giovanna de aro 18, calçadas em pneus 215/35.

Logo depois, no dia 15 de julho, o Bob nos contou a história de seu sobrinho, que teve o carro apreendido pela Polícia Militar Rodoviária de São Paulo por estar com os vidros filmados.

É realmente muito interessante a aplicação do poder discricionário por parte das autoridades policiais. Este poder discricionário é o poder concecido ao agente público para agir, de acordo com a supremacia do interesse público, dentro dos limites e critérios legais. Nada mais é do que a conveniência e oportunidade do agente público em suas ações.

Essa discricionariedade pressupõe a inexistência absoluta de qualquer desvio de finalidade: em prol da coletividade, são inadmissíveis as ações providas de paixões individuais. Trata-se do princípio da legalidade, pelo qual a Administração Pública e seus agentes somente podem agir por determinação ou atribuição legal. Ao contrário do particular, a Administração Pública não pode fazer tudo que não seja vedado por Lei.

Para quem achava que a tal Parati da polícia paranaense era montagem, segue um pequeno vídeo dela:



Nem me dei ao trabalho de calcular o diâmetro externo do conjunto roda/pneu. Qualquer um sabe que o carro não está em conformidade com a resolução 292/08 do Contran, pois nesta configuração ocorreu o aumento do diâmetro externo do conjunto pneu/roda. Tal conduta é proibida há mais de 30 anos, já que é mencionada na resolução 533/78, ainda em vigor.

Até quando vamos tolerar autoridades que se acham acima da Lei?

FB

Recentemente houve uma discussão interessante entre nós aqui do AutoEntusiastas a respeito de um certo programa de tv que todos conhecem. Top Gear.

Surgiu o assunto com o vídeo abaixo, onde Jeremy "testa" o novo Ford Fiesta, em situações não muito convencionais de se avaliar um carro. Mas como todos sabemos, ser convencional não é o forte do Top Gear.



A questão foi justamente essa. Uma parte do pessoal defende o programa, entendendo mais o seu lado de entretenimento puxando para a comédia que o lado jornalístico e realista, visão esta defendida por outros, que não gostam do programa por ser esculachado demais, fugindo do que deveria ser um programa informativo sobre carros.

Mas há verdades que não podem ser discutidas. Top Gear é um dos programas mais assistidos na Europa e com aproximadamente 400 milhões de espectadores mundo afora. É um inegável sucesso. O programa é engraçado, divertido e grandioso, pois muito dinheiro é gasto nele, com viagens internacionais para o mundo todo. Mas há o lado que nem todos apreciam, como muitos carros destruídos nos programas e críticas muita vezes não bem fundamentadas.

Tenho minha opinião sobre o programa, mas qual a dos outros? Qual a sua?




No dia 8 deste mês o Bitu postou matéria sobre a emporcalhação do asfalto do Nordschleife, originada de uma questão que levantei entre o nosso grupo em função de um vídeo do Walter Rohrl dirigindo um 911 GT3 lá, que assistimos.

Após isso pedi a um amigo, alemão, o Prof. Eng. Dieter Bousseljot, que aos 71 anos goza sua aposentadoria na bela cidade de Erfurt, que procurasse saber junto à administração do circuito com eles veem toda essa pixação -- que é em negativo, tinta branca em asfalto preto. A resposta foi:

"es handet sich hierbei um geduldete Malerein aus der Vergangenheit, die jetzt den Flair der Nordschleife mitprägen."

Traduzindo (pelo Professor), "Trata-se neste caso de pinturas toleradas do passado que agora marcam, também um pouco, a atmosfera do Circuito Norte".

Minha conclusão: já não se fazem mais alemães como antigamente.

Minha decisão: tirar da cabeça qualquer plano de um dia ir até lá, muito menos dirigir sobre aquela imundice.