A Volkswagen apresentou hoje para a imprensa especializada o Polo I-Motion. Trata-se do primeiro modelo da fábrica brasileira a trazer câmbio manual robotizado com função automática. Desse modo o motorista pode efetuar as trocas de marchas ele mesmo ou deixar o sistema o faça por ele.
O transeixo é o mesmo MQ 200 produzido em Córdoba que é usado no Gol e Voyage atuais (menos Gol G4), Fox, Polo e Golf 1,6, e que recebeu sistema de robotização e automação Magneti Marelli, marca também do sistema de injeção, tradicionalmente Bosch no modelo.
Ainda não se sabe o preço, que só será anunciado daqui a pouco (19h00), mas que não deve encarecer o Polo, em versão 1,6-litro somente, em mais que R$ 2.500. É característico desse tipo de caixa preço de 40 a 50% menor que uma caixa automática chamada de tradicional, de capacidade de torque similar, constituída de engrenagens epicicloidais e conversor de torque.
Como solução para quem não quer mais saber de passar marchas pela alavanca em meio a um caminho em "H", mas apenas por toques rápidos na alavanca, perfeita. Para quem não quer passar marchas de jeito nenhum, muito boa também. O motorista escolhe o tipo de operação, que pode ainda ser alterado para maior vivacidade por meio do programa sport (S).
Há um opcional ao câmbio que a fábrica chama de ASG (sigla de câmbio automatizado sequencial, em inglês): o volante multifuncional com borboletas para trocas de marcha, que terá preço convidativo, segundo se soube, além de ser o mesmo e bom volante do Passat CC.
Andei com o carro hoje à tarde e gostei. As trocas são boas, sendo a conhecida "cabeçada" desse tipo de câmbio bem discreta no caso do Polo I-Motion. Menor que na concorrência, em ordem descrescente do efeito: Meriva, Stilo e Linea. A falta de linearidade na aceleração, uma breve interrupção de potência, é que provoca a "cabeçada", o movimento da cabeça dos ocupantes para frente e para trás.
A operação manual nas reduções deixa ouvir-se claramente a aceleração interina que iguala rotação do motor com a velocidade do carro na marcha prestes a ser engatada, inexistindo desse modo qualquer tranco. Um verdadeiro prazer.
Depois das apresentações técnicas e comerciais, conto mais. Estou em Atibaia, no hotel Bourbon, escolhido pela VW para este lançamento.
Mas tem duas coisas que gostei. Uma, ser possível fazer o motor pegar empurrado, o que os automáticos tradicionais não conseguem. Pode nos safar de uma situação embaraçosa ou de perigo. Outra, pode sair com vigor, cantando pneu. Nessa caso basta acelerar em neutro até 3.500~4.000 rpm e dar um toque na alavanca para a esquerda, até à posição D/M (drive/manual). A primeira engata e a embreagem acopla quase instantaneamente.
BS

