google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
No dia 6 de junho último publiquei aqui no blog que a Polícia Militar do Paraná faz uso de uma VW Parati G4 "personalizada" com filme G5 nos vidros, suspensão rebaixada e rodas de liga leve Giovanna de aro 18, calçadas em pneus 215/35.

Logo depois, no dia 15 de julho, o Bob nos contou a história de seu sobrinho, que teve o carro apreendido pela Polícia Militar Rodoviária de São Paulo por estar com os vidros filmados.

É realmente muito interessante a aplicação do poder discricionário por parte das autoridades policiais. Este poder discricionário é o poder concecido ao agente público para agir, de acordo com a supremacia do interesse público, dentro dos limites e critérios legais. Nada mais é do que a conveniência e oportunidade do agente público em suas ações.

Essa discricionariedade pressupõe a inexistência absoluta de qualquer desvio de finalidade: em prol da coletividade, são inadmissíveis as ações providas de paixões individuais. Trata-se do princípio da legalidade, pelo qual a Administração Pública e seus agentes somente podem agir por determinação ou atribuição legal. Ao contrário do particular, a Administração Pública não pode fazer tudo que não seja vedado por Lei.

Para quem achava que a tal Parati da polícia paranaense era montagem, segue um pequeno vídeo dela:



Nem me dei ao trabalho de calcular o diâmetro externo do conjunto roda/pneu. Qualquer um sabe que o carro não está em conformidade com a resolução 292/08 do Contran, pois nesta configuração ocorreu o aumento do diâmetro externo do conjunto pneu/roda. Tal conduta é proibida há mais de 30 anos, já que é mencionada na resolução 533/78, ainda em vigor.

Até quando vamos tolerar autoridades que se acham acima da Lei?

FB

Recentemente houve uma discussão interessante entre nós aqui do AutoEntusiastas a respeito de um certo programa de tv que todos conhecem. Top Gear.

Surgiu o assunto com o vídeo abaixo, onde Jeremy "testa" o novo Ford Fiesta, em situações não muito convencionais de se avaliar um carro. Mas como todos sabemos, ser convencional não é o forte do Top Gear.



A questão foi justamente essa. Uma parte do pessoal defende o programa, entendendo mais o seu lado de entretenimento puxando para a comédia que o lado jornalístico e realista, visão esta defendida por outros, que não gostam do programa por ser esculachado demais, fugindo do que deveria ser um programa informativo sobre carros.

Mas há verdades que não podem ser discutidas. Top Gear é um dos programas mais assistidos na Europa e com aproximadamente 400 milhões de espectadores mundo afora. É um inegável sucesso. O programa é engraçado, divertido e grandioso, pois muito dinheiro é gasto nele, com viagens internacionais para o mundo todo. Mas há o lado que nem todos apreciam, como muitos carros destruídos nos programas e críticas muita vezes não bem fundamentadas.

Tenho minha opinião sobre o programa, mas qual a dos outros? Qual a sua?




No dia 8 deste mês o Bitu postou matéria sobre a emporcalhação do asfalto do Nordschleife, originada de uma questão que levantei entre o nosso grupo em função de um vídeo do Walter Rohrl dirigindo um 911 GT3 lá, que assistimos.

Após isso pedi a um amigo, alemão, o Prof. Eng. Dieter Bousseljot, que aos 71 anos goza sua aposentadoria na bela cidade de Erfurt, que procurasse saber junto à administração do circuito com eles veem toda essa pixação -- que é em negativo, tinta branca em asfalto preto. A resposta foi:

"es handet sich hierbei um geduldete Malerein aus der Vergangenheit, die jetzt den Flair der Nordschleife mitprägen."

Traduzindo (pelo Professor), "Trata-se neste caso de pinturas toleradas do passado que agora marcam, também um pouco, a atmosfera do Circuito Norte".

Minha conclusão: já não se fazem mais alemães como antigamente.

Minha decisão: tirar da cabeça qualquer plano de um dia ir até lá, muito menos dirigir sobre aquela imundice.


Essa filmagem foi feita em junho deste ano. O Ferrari é um GTB de 1978, e ele está na revista Car and Driver Brasil deste mês de julho.

O motor é um V-8 de 3,0 litros que rende 240 cv de potência e 25 mkgf de torque. O motor é central-traseiro e vai na transversal.

Tudo agrada no carro, tudo, desde a posição de guiar ao comportamento na pista. O motor é bom, forte, com pegada a partir de uns 3.500 giros. Dali pra frente o giro sobe lá pra cima com muita rapidez e liberdade – pra não falar do ronco, que inebria.

Pilotando o carro, fui ficando encantado com suas maneiras. Nunca peguei carro tão dócil e corajoso para entrar nas curvas. Dócil porque ele obedece fácil, e corajoso porque ele entra firme, bem plantado, topando qualquer parada.

É de fácil correção. Se escorrega daqui, já se ajeita dali. Mandar a lenha com esse Ferrari torna-se facílimo. Nas retas, aumentando a velocidade, parece que cada vez mais se assenta no chão. A freada é muito equilibrada.

Depois, pesquisando sobre o modelo, vim saber que foi ninguém menos que o Niki Lauda que o acertou. Pois é, o Niki participou de seu desenvolvimento. Daí é que entendemos porque o carro é tão bom.

Essa é a diferença dos grandes esportivos para os carros comuns. Eles levam a assinatura de grandes pilotos. Dirigi-los é como receber das mãos desses camaradas uma máquina de comportamento perfeito. É um modo de eles nos falarem: “Olha, cara, um carro esporte tem que andar assim, viu? Vai guiando aí e aprendendo.”

Vale notar que a 1ª marcha é para trás e junto a nós. Isso é para que a 4ª e a 5ª fiquem alinhadas no mesmo canal e a troca entre elas seja mais rápida e fácil.

A filmagem é mais longa, mas tive que cortá-la pois estava muito pesada para postar. Se alguém aí souber de um programa "free" que baixe a resolução, e que um idiota como eu consiga lidar, me avise, que aí dá pra postar cenas mais longas. Grato.