google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
No dia 8 deste mês o Bitu postou matéria sobre a emporcalhação do asfalto do Nordschleife, originada de uma questão que levantei entre o nosso grupo em função de um vídeo do Walter Rohrl dirigindo um 911 GT3 lá, que assistimos.

Após isso pedi a um amigo, alemão, o Prof. Eng. Dieter Bousseljot, que aos 71 anos goza sua aposentadoria na bela cidade de Erfurt, que procurasse saber junto à administração do circuito com eles veem toda essa pixação -- que é em negativo, tinta branca em asfalto preto. A resposta foi:

"es handet sich hierbei um geduldete Malerein aus der Vergangenheit, die jetzt den Flair der Nordschleife mitprägen."

Traduzindo (pelo Professor), "Trata-se neste caso de pinturas toleradas do passado que agora marcam, também um pouco, a atmosfera do Circuito Norte".

Minha conclusão: já não se fazem mais alemães como antigamente.

Minha decisão: tirar da cabeça qualquer plano de um dia ir até lá, muito menos dirigir sobre aquela imundice.


Essa filmagem foi feita em junho deste ano. O Ferrari é um GTB de 1978, e ele está na revista Car and Driver Brasil deste mês de julho.

O motor é um V-8 de 3,0 litros que rende 240 cv de potência e 25 mkgf de torque. O motor é central-traseiro e vai na transversal.

Tudo agrada no carro, tudo, desde a posição de guiar ao comportamento na pista. O motor é bom, forte, com pegada a partir de uns 3.500 giros. Dali pra frente o giro sobe lá pra cima com muita rapidez e liberdade – pra não falar do ronco, que inebria.

Pilotando o carro, fui ficando encantado com suas maneiras. Nunca peguei carro tão dócil e corajoso para entrar nas curvas. Dócil porque ele obedece fácil, e corajoso porque ele entra firme, bem plantado, topando qualquer parada.

É de fácil correção. Se escorrega daqui, já se ajeita dali. Mandar a lenha com esse Ferrari torna-se facílimo. Nas retas, aumentando a velocidade, parece que cada vez mais se assenta no chão. A freada é muito equilibrada.

Depois, pesquisando sobre o modelo, vim saber que foi ninguém menos que o Niki Lauda que o acertou. Pois é, o Niki participou de seu desenvolvimento. Daí é que entendemos porque o carro é tão bom.

Essa é a diferença dos grandes esportivos para os carros comuns. Eles levam a assinatura de grandes pilotos. Dirigi-los é como receber das mãos desses camaradas uma máquina de comportamento perfeito. É um modo de eles nos falarem: “Olha, cara, um carro esporte tem que andar assim, viu? Vai guiando aí e aprendendo.”

Vale notar que a 1ª marcha é para trás e junto a nós. Isso é para que a 4ª e a 5ª fiquem alinhadas no mesmo canal e a troca entre elas seja mais rápida e fácil.

A filmagem é mais longa, mas tive que cortá-la pois estava muito pesada para postar. Se alguém aí souber de um programa "free" que baixe a resolução, e que um idiota como eu consiga lidar, me avise, que aí dá pra postar cenas mais longas. Grato.
O grande amigo dos AUTOentusiastas, o mestre Mahar, nos enviou uma compilação de fotos da revista inglesa Auto Express. Achei as fotos suficientemente interessantes para postá-las sem grandes explicações, pois tenho certeza que despertarão algumas lembranças em todos os leitores e alguns comentários a respeito.

Para mim, de imediato, o Kadett GSi da segunda foto me fez lembrar de um sonho de consumo que já tive. E também de um tempo em que a Chevrolet "andava na frente".

O Scirocco 75 da terceira foto me remeteu ao Passat TS, um dos primeiros carros interesantes que tive contato. Em algum ponto da década de 1970 me tio apareceu em casa com um TS verde. Lembro até hoje das faixas TS na lateral, do volante esportivo e dos instrumentos no console.

O Skyline R32 me fez lembrar das madrugadas jogando Gran Turismo 1, 2, 3 e 4. O GT5 eu decidi não jogar, pois atualmente dedico o meu tempo livre a fotografia e a este blog.


Fiat 500L 1972 (18 cv) e Fiat 500 1.3 Multijet Lounge (69 cv)

Vauxhall Astra VXR (versão britânica do Opel Astra OPC (237 cv)) e Vauxhall Astra GTE 1992 (versão britânica do Opel Kadett GSi 16V (156 cv)


Volkswagen Scirocco 1.4 TSI (160 cv) e Volkswagen Scirocco 1.5 1975 (85 cv)


Ford Fiesta MkI 1976 (84 cv) e Ford Fiesta 1.4 Zetec (96 cv)


Nissan Skyline R32 1989 (280 cv) e Nissan GT-R (480 cv)


Mercedes C63 AMG (457 cv) e Mercedes 190E Cosworth 1988 (202 cv)


Paulo Keller

Todas as fotos: AUTO EXPRESS



Estou andando com um Passat CC desde ontem. Apesar de não gostar de carrocerias com vidros baixinhos, este VW é mesmo sensacional. Ter à disposição 300 cv a 6.600 rpm, vindos de um V-6 de 3,6 litros, potência essa distribuída em quatro rodas a que deram pneus de 235 mm de seção, num carro de 4,8 metros que pesa apenas 1.632 kg, e acoplando esse motor a um transeixo 6-marchas automatizado de duas embreagens, só poderia dar um belo resultado. O fato de ser carro alemão, de Autobahn, já é uma credencial e tanto.

Só é preciso ficar atento à buraqueira, já que pneu de perfil 40 (o aro é 18) foi feito para lugares onde os responsáveis pelas vias são realmente responsáveis. Pelo menos os pneus, Continental ContiSeal, possuem proteção contra perfuração por objetos de até 5 mm de diâmetro. Mas o problema é a parede lateral de cerca de 95 mm de altura. Têm-se que ficar esperto.