google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
O flagrante acima é do Paulo Keller, conseguido através de uma de suas andanças pelos EUA. Ele me mandou essa foto há alguns dias, pois sabe que eu sou fissurado, apaixonado e mesmo tarado por esses monstros indestrutíveis que são os Toyota Land Cruiser de primeira geração (o nosso saudoso Toyota Bandeirante).

O primo do Paulo, o Arnaldo Keller, é um desses caras que adora provocar a gente com ironia e sarcasmo. O Arnaldo foi proprietário de um Toyota Bandeirante picape, 1979, caçamba de madeira e "motor do Nelson Ned". Disse ele que quando tinha raiva de algum empregado ele colocava o sujeito para dirigir o Bandeirante, para maltratar mesmo. Foi o primeiro caso de assédio moral no ambiente de trabalho registrado em Pirassununga...

Eu também não sou santo e adoro provocar o Alexandre Garcia, que não gosta dos japoneses. Não me lembro onde foi que eu ouvi um ditado chauvinista que enaltecia o americanismo da Chevrolet dizendo "American as mom, apple pie and Chevy" (americano como mamãe, torta de maçã e Chevrolet).

Pelo menos pra mim, a Toyota é uma empresa tão integrada ao cotidiano dos EUA que eu me recuso a enxergar um carro desse fabricante como japonês. Para mim, a grande maioria dos Toyotas são americanos. É por essas e outras que eu adoro cutucar o AG e sempre que posso digo "American as mom, apple pie and TOYOTA".

Para entender isso, é preciso voltar um pouco no tempo: o primeiro motor produzido pela Toyota em 1935 foi o "Tipo A", com seis cilindros em linha e 3,4 litros. Era um clone do motor Chevrolet Stovebolt de 3 mancais (fabricado pela General Motors de 1929 a 1936), um verdadeiro plágio mecânico, já que praticamente todas as suas peças eram intercambiáveis com as do motor Chevy.

Foto: Jason Vogel

Toyota Tipo A 1935: cópia descarada do Chevrolet Stovebolt 1929.

Foi ali que começou a fama dos japoneses que "nada criavam, mas tudo aperfeiçoavam": o Toyota Tipo A rendia 62 hp, ou 62,9 cv (2 hp a mais que o Chevrolet), resultado superior conseguido graças a um coletor de admissão redesenhado. Diz a lenda que a Toyota primeiro considerou a "clonagem" do Ford V-8 Flathead, mas desistiu depois de calcular os custos de produção do bloco com duas bancadas de cilindros.

O Jason Vogel (editor do caderno "Carro Etc." do jornal O Globo) certa vez me disse que o carro de uso pessoal da família Toyoda no Japão era um Chevrolet, sendo portanto natural que o motor Toyota Tipo A fosse um exercício de engenharia reversa da Toyota. Disse ainda que no museu da Toyota o plágio mecânico é assumido numa boa. Seria o caso, portanto, da General Motors pedir royalties retroativos...

O fato é que até mesmo o padrão de furação das rodas do Toyota Land Cruiser/Bandeirante é o mesmo dos utilitários Chevrolet. Eu descobri isso na prática uma vez que fiz uma viagem com o meu Toyota Bandeirante e tive dois pneus furados: um velho estepe de Chevrolet Brasil serviu de quebra-galho até o borracheiro mais próximo.

O motor Tipo A deu origem ao motor Toyota "Tipo B" em 1937, coma mesma cilindrada, mas bloco de 4 mancais, baseado no Chevrolet Stovebolt também de 1937. Foi fabricado até 1955, quando cedeu lugar ao motor Toyota "Tipo F".

O Tipo F era outro clone Chevrolet, desta vez do Chevrolet 235, introduzido em 1950. Este motor foi utilizado pela Toyota japonesa até 1974 e chegou ao Brasil em maio de 1959, quando o primeiro Land Cruiser FJ-25 foi montado no bairro do Ipiranga, em São Paulo (a fábrica de São Bernardo do Campo só seria inaugurada em novembro de 1962). Foram importados até 1961, sendo então substituídos pelos motores Mercedes-Benz OM-324, uma maneira simples de aumentar a nacionalização dos componentes.

O Toyota Bandeirante, quem diria, nasceu com um "seizão" Chevrolet...

Os Toyota Land Cruiser chegaram aos EUA em 1957, pouco depois do Toyota Crown, o primeiro carro japonês exportado para aquele mercado. O 4x4 japonês fez tanto sucesso no mercado americano que foi exportado para lá até 1983, praticamente até o final de sua produção (encerrada um ano depois no Japão). Em 1964 chegava ao mercado canadense e a demanda era tão alta que a Toyota foi obrigada a construir uma nova fábrica na Indonésia em 1970, pois a fábrica japonesa simplesmente não dava conta de atender os mercados da Europa, Ásia e Oceania.

O Land Cruiser foi, portanto, o primeiro cartão de visitas da Toyota no mundo.

O fato é que o tempo foi passando e as peças de reposição para o motor Toyota Tipo F foram ficando cada vez mais difíceis de serem encontradas. Foi então que alguém se lembrou dessa história da compatibilidade entre os Land Cruiser e a mecânica Chevrolet. Algum primo americano do Alexandre Garcia deve ter colocado o cérebro para funcionar, ligou os pontos e colocou o primeiro Chevrolet small block no subidor de paredes japonês. Estava pronto o primeiro "Bandeirante V-8".

Foto: 4Wheel & Off-Road

Bandeirante small block Chevy: o AG ainda vai montar um pra mim...

Resumo da ópera: na minha singela opinião, só se copia o que é realmente bom. É celebre a frase de Charles Caleb Colton que diz "A imitação é a forma mais sincera de bajulação". Aos meus olhos, a Toyota já nasceu Chevrolet. A nacionalidade americana da Toyota não depende do "jus soli", mas sim do seu "jus sanguinis". Existe uma bow-tie implícita em cada produto Toyota, gostem os americanos ou não.

A reviravolta dessa história se deu em 1985, quando a NUMMI (New United Motor Manufacturing, Inc) passou a fabricar o Toyota Sprinter (uma versão mais luxuosa do Corolla E80) na fábrica de Fremont, Califórnia. Daquela fábrica saíam dois irmãos mestiços, o próprio Toyota Sprinter e o Chevrolet Nova.

Em 1989 surgia a divisão GEO da Chevrolet, extinta em 1997. Seu principal produto, o Prizm, sobreviveu até 2002, não sendo portanto extinto como a marca Geo: em 1998 ganhou gravatinha e tornou-se um legítimo Chevrolet, tal qual o Nova de 1985.

É isso mesmo: o Corolla, o segundo cartão de visitas da Toyota no mundo agora tinha uma bow-tie explícita. O que mais faltava acontecer?

Não é o Corollinha 1998 de Indaiatuba. Este é 100% americano.

Hoje a Toyota se dá ao luxo de fabricar praticamente tudo o que agrada os americanos: grandalhões como o Camry e o Avalon, picapes como a Tacoma e a Tundra e SUVs diversos, com destaque para o nostálgico FJ Cruiser. Podem me chamar de herege, o homem das blasfêmias, mas a Toyota é hoje tudo o que a Chevrolet deveria ser. A atual situação não me permite chegar a outra conclusão.

E para aqueles que acham que isso é o fim dos tempos, o prenúncio do apocalipse, a Toyota ainda teve a cara de pau de colocar o Camry e a Tundra na mais americana das competições automobilísticas: a Nascar.

Bill Bagwell não gostou: ele é empregado da GM há 23 anos...

Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei extasiado ao ver o Camry No. 22 de Dave Blaney correndo em Indianápolis com aquele enorme CATERPILLAR estampado nos quatro cantos do carro. Foi mesmo uma coisa do outro mundo, tão inimaginável quanto ver um presidente americano negro, de sobrenome "Hussein".

"American as mom, apple pie and Chevy". O tal ditado me faz lembrar de "American Pie", canção de Don McLean que estourou nas rádios americanas em 1972 citando diversos ícones dos EUA. Há um trecho da música que diz, em referência a Elvis Presley:

"Now for ten years we’ve been on our own
And moss grows fat on a rollin’ stone,
But that’s not how it used to be."

Elvis foi um ícone americano, tal qual a General Motors. Ambos eram pedras rolantes que estacionaram e criaram musgo. É triste, mas that’s not how it used to be...

O refrão da mesma canção todos conhecem:

"So bye-bye, miss american pie.
Drove my Chevy to the levee,
But the levee was dry..."

Não se surpreendam se daqui a alguns anos alguém escrever uma música tão intimamente ligada aos EUA citando um Toyota e não um Chevrolet. A ousadia dos japoneses é tão grande que ninguém sequer duvida que eles possam criar um legítimo muscle-car para suprir o espaço deixado pelo AMC Javelin, o companheiro de aventuras de Challenger, Camaro e Mustang.

Alguém duvida? Nunca diga nunca, nunca cuspa para o alto! Afinal de contas, existem poucas coisas tão americanas quanto a Nascar, a torta de maçã e a Toyota.

FB
No post sobre o ágio do Camaro o assíduo e participativo leitor Robinson deu a dica sobre uma versão Bumblebee que remete a "personagem" do Camaro no filme Transformers.

Hoje a GM finalmente lançou a edição especial Transformers Edition que tem apenas ítens de aparência:
> logo dos AUTOBOTS nos para-lamas dianteiros, no centros das rodas e no console central;
> logo Transformers na soleira das portas e no capô;
> faixas esportivas pretas.

Esse pacote custa á 995 dólares e pode ser pedido em qualquer versão do Camaro na cor amarelo rally.


Os entusiastas do Camaro e do filme esperavam que o carro tivesse a aparência exata do carro do filme, isto é, capô e para-choques dianteiro exclusivos - que na minha opinião são bem bonitos.


Veja algumas imagens do Bumblebee e sua turma aqui.

nota: Autobos são os transformers do bem e a turma do Camaro Bumblebee
Para a felicidade dos Mopar maníacos, adoradores de muscle cars e autoentusiastas, nos dias 14, 15 e 16 de agosto próximo acontecerá o IV Mopar Nationals.

A reunião de Mopars será no Hotel Quality Resort em Itupeva, Km 72 da Rodovia dos Bandeirantes, em frente ao Hopi Hari. Para quem vai de São Paulo esse hotel fica do outro lado da pista. Então é necessário pegar o acesso ao Hopi Hari para faver o retorno.

A julgar pelos Mopars que estavam no último encontro de Águas de Lindóia o Mopar Nationals desse ano promete.

Maiores informações: http://www.moparnationals.com.br/


p.s: para quem não mora em São Paulo ou não puder ir prometemos postar umas fotos.
Corolla XLi 1.8 Flex: agora isento do ICMS

No mês passado escrevi sobre a verdadeira via crucis de todos aqueles que têm direito a adquirir um veículo com isenção de IPI e ICMS, dada a falta de informação das concessionárias.

Hoje fui informado que o CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária) alterou o parágrafo 2º da cláusula primeira do Convênio ICMS 03/07. Agora a isenção do ICMS é restrita a veículos cujo preço de venda ao consumidor sugerido pelo fabricante, incluídos os tributos incidentes, não seja superior a R$ 70.000,00, R$ 10.000,00 acima do limite anterior.

A alteração será publicada no Diário Oficial no próximo dia 24 e é uma boa novidade a todos aqueles que estavam procurando um veículo específico (com transmissão automática ou automatizada) mas esbarravam no teto de R$ 60.000,00. Os modelos preferidos deste público, como o Honda Civic LXS (com preço sugerido de R$ 69.340,00) e o Toyota Corolla XLi com motor 1.8 agora estão acessíveis.

Cabe ainda outro esclarecimento: o Toyota Corolla XLi com motor 1.6 não foi descontinuado para a linha 2010, como divulgado no post do mês passado. Ocorre que todo o trem de força é importado da Inglaterra e a Toyota simplesmente não estava conseguindo atender à demanda por esta opção de motor, o que fez com que ela suspendesse a aceitação de pedidos dada a baixa capacidade de produção (cerca de 150 unidades/mês).

Civic LXS: beneficiado com o novo teto de isenção do ICMS.

FB