google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Corolla XLi 1.8 Flex: agora isento do ICMS

No mês passado escrevi sobre a verdadeira via crucis de todos aqueles que têm direito a adquirir um veículo com isenção de IPI e ICMS, dada a falta de informação das concessionárias.

Hoje fui informado que o CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária) alterou o parágrafo 2º da cláusula primeira do Convênio ICMS 03/07. Agora a isenção do ICMS é restrita a veículos cujo preço de venda ao consumidor sugerido pelo fabricante, incluídos os tributos incidentes, não seja superior a R$ 70.000,00, R$ 10.000,00 acima do limite anterior.

A alteração será publicada no Diário Oficial no próximo dia 24 e é uma boa novidade a todos aqueles que estavam procurando um veículo específico (com transmissão automática ou automatizada) mas esbarravam no teto de R$ 60.000,00. Os modelos preferidos deste público, como o Honda Civic LXS (com preço sugerido de R$ 69.340,00) e o Toyota Corolla XLi com motor 1.8 agora estão acessíveis.

Cabe ainda outro esclarecimento: o Toyota Corolla XLi com motor 1.6 não foi descontinuado para a linha 2010, como divulgado no post do mês passado. Ocorre que todo o trem de força é importado da Inglaterra e a Toyota simplesmente não estava conseguindo atender à demanda por esta opção de motor, o que fez com que ela suspendesse a aceitação de pedidos dada a baixa capacidade de produção (cerca de 150 unidades/mês).

Civic LXS: beneficiado com o novo teto de isenção do ICMS.

FB
Foto: www.fenamoto.com.br

... o Projeto de Lei do Senado n° 203/2001, que regulamenta, entre outros serviços usando veículos de duas rodas. o de mototáxi. Nem sei se daria para ir para o elenco do Jack Palance. pois tenho quase certeza que a moda não começou aqui. Deve ser coisa de América Latina, tipo Bolívia, ou mesmo América Central. Não sei, vou dar uma pesquisada. Mas, convenhamos, não existe nada mais impróprio do ponto de vista de utilização do que a mototáxi.

Mas antes vem o pior. Se o serviço existia na clandestinidade, é porque era utilizado, o que exibe de modo cabal o desprezo da administração pública por algo tão essencial que é o transporte de passageiros urbano e até o interurbano. Na mesma linha dos furgões de passageiros servindo de ônibus, que só surgiram por carência de transporte coletivo em ônibus ou, melhor ainda, sobre trilhos, mesmo de superfície: bondes. Falei nisso há dez dias, não é preciso me alongar.

Sobre "pegar" um mototáxi, não existe aberração maior. Os mototaxistas que ganham a vida prestando esse serviço que me desculpem, mas não dá para aceitar. Salvo as grandes motos estradeiras, o lugar para o passageiro é impróprio em si mesmo. Embora possa ser agradável para alguns ou algumas em determinadas circunstâncias, a proximidade passageiro-motociclista, estranhos um em relação ao outro, tem um quê de constrangedor.

Há a questão do peso adicional e significativo nas motos de baixa cilindrada, a maioria absoluta, longe de ser um exemplo de segurança. A frenagem, por exemplo, deteriora-se marcadamente. Tem também a questão da distribuição lateral de peso, em que um garupa não-habituado pode comprometer a estabilidade do veiculo. E há aspecto das intempéries, que limitam o uso da motocicleta.

Nem é necessário discorrer sobre o risco a que está sujeito o passageiro -- não pela moto em si, que não considero veículo perigoso, mas por quem a está pilotando. O caso da não utilização do freio dianteiro já comentei neste blog e diz tudo.

E assim, por inépcia, burrice ou qualquer que seja o adjetivo, as administrações públicas só vão ajudando a baixar o padrão de vida da população. Este de regulamentar o motortáxi foi mais um caso. Qual será o próximo?

BS

Tenho algumas filmagens aqui e creio que esta possa divertir um pouco os entusiastas, apesar do ter muito barulho de vento. Com o tempo e melhor equipamentos de gravação vamos ver se a gente aprende a corrigir essas bobagens.

Esta aqui é de um Corvette 1967, motor de 350 polegas cúbicas (5,7 litros) e 350 cv. Conversível, vermelho com interior branco – um belo de um clássico esportivo.

Estávamos andando no Corvette lá em Interlagos agora neste mês de junho passado. O carro anda realmente forte. O motor é simplesmente espetacular, muito elástico e que também gosta de giro alto. Podemos fazer o Miolo em 3ª marcha e creio que é até melhor deixar o danado em 3ª, porque é tanto torque desde baixa rotação que o que a 3ª já despeja de potência basta para que fiquemos perto do limite onde ele destraciona nas saídas de curva.

Freios a disco quase ótimos. Disse quase porque em certa freada mais forte no fim da Reta Oposta -- dá pra escutar um "úi" nessa hora -- ele começou freando bem, mas em seguida ficou pastoso. Tudo bem por ali, pois ali há muita área de escape e não deu pra dar frio na barriga.

Outros dois pequenos senões: direção muito desmultiplicada, lenta, o que nos cria problemas no momento de correções rápidas quando ele escapa com a traseira. Isso se deve porque como o carro não tem direção hidráulica ele precisa dessa desmultiplicação toda para que o volante não fique muito pesado em baixa velocidade. No dia a dia, tudo bem, mas na hora do cacete isso nos deixa cabreiros e nos faz ter bastante cuidado para não coloca-lo nessa situação de difícil correção, quando o volante está indo para um lado e você o está catando pra ir para o outro. A partir de uns 180 km/h sentimos a frente flutuar acima do confortável.

Como dá pra ver, todos esses três inconvenientes são de fácil solução: melhores freios, caixa de direção mais rápida e algum tipo de spoiler na dianteira.

Nas curvas é neutro. Gosta delas, entra com a frente bem plantada e escapa com as quatro, desde que não se dê motor acima do aceito pelos pneus traseiros.

Um carro maravilhoso, mesmo. Não é só bonito, não.