google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
O AUTOentusiastas de novo colaborador. Trata-se de Rexford "Rex" Parker, um americano de Los Angeles entusiasta em alto grau e com uma particularidade: fala e escreve em português muito bem. Explica-se. Sua mãe é mineira de Ubá e está bem de saúde aos 91 anos, morando nos EUA desde 1947.
Um pouco do Rex: idade, "velho", como ele diz. Deve ter por volta de 55 anos, mas parece um garoto (dizem que entusiasta por alguma coisa se conserva mais, especialmente quando se trata de automóvel!). Quem o introduziu ao meio, no Brasil, foi o Fernando Calmon, após se conhecerem por acaso num Salão de Detroit vários anos atrás.
Eu o conheci por e-mail através do Fernando e finalmente nos encontramos pela primeira vez no último Salão de São Paulo.
Hoje Rex é comentarista de rádio e tevê sobre indústria automobilística e participante ativo do SEMA (Associação de Mercado de Equipamentos Especiais), com ênfase em operações internacionais e renovação de frota.
Mas em 1974 se formou em Administração de Negócios, Economia e Ciências Políticas pela Brown University. Em 1977, concluiu o MBA na Escola de Administração da Universidade da Califórnia.
De 1977 a 1988 trabalhou no planejamento de produto da Nissan USA (nos modelos Pulsar NX, 200SX, 240SX, 300ZX, Maxima, Axxess etc.).
De 1988 a 1996 esteve na Mazda, mesma função, encarregado do 323, Protégé, 626, 929, Millenia.
De 1996 a 2000, Hyundai, sempre com planejamento de produto, trabalhando no programa do Santa Fe na Califórnia e em Namyang e Seul.
De 2000 a 2005, na AutoPacific Consulting.
De 2005 a 2008, na Lotus, onde trabalhou no elétrico Tesla.
De 2000 até hoje, dá palestras sobre Projetos de Transporte no Art Center College of Design.
De 2008 em diante, participação na integração do estúdio de projetos da Nissan nas Américas.

O Rex e sua família têm em casa:
- Mercedes C230 AMG Sport 2007
- Toyota Sequoia 2002 (utilitário esporte)
- Toyota Tacoma cabine dupla 2002 (picape)
- Oldsmobile Alero 4-portas 2001
- Mercedes C220 1995
- Ferrari 308 GTS 1979 (foto, note a bandeira brasileira na traseira)
Mas ele disse que está atrás de um Matra-Simca Bagheera ou um Murena. E que sonha com um Willys Interlagos "ou outro brasileiro da belle époque". Outro gosto que tem é por Nissans, como o Skyline R32 GR-R e o novo 370Z. E mais outro, o GT40 Mark 1.5 da Superperformance, que diz ser parecido com o que temos aqui, da Americar (que eu e o Arnaldo andamos há pouco mais de um mês; o Rex é leitor do blog praticamente desde o início). "É bom sonhar", disse.
Houve um tempo em que ele estava apaixonado pelos BMW, mas que agora, com a experiência e a maturidade, não quer mais saber deles. Nunca teve Porsche, mas gostaria de possuir um 356A Speedster. O curioso é que teve um Renault Scénic 98, um de apenas dois que entraram nos EUA, e gostou muito.
Rex não esconde a vontade "de ter um Ferrari mais interessante que o atual", mas questiona para quê, com o trânsito congestionado e velocidades baixas. "Não quero ter carro que só fica na garagem, "use-o -- ou venda-o", é seu princípio.
Esse é o Rex. O que ele deve ter para nos contar não é brincadeira.
Welcome, Rex!



Interessante o jeito que a Kia encontrou para chamar a atenção do público jovem para o Kia Soul (que promete ser lançado no Brasil ainda esse ano).

O carrinho quadradinho, classificado pela Kia com urban crossover (mais um termo marqueteiro!), tem um design bem interessante. Não é para menos, pois foi desenhado sob a supervisão de Peter Schreyer, ex-VW e ex-Audi e agora na Kia. Entre o seu portifólio está o Audi TT da primeira geração. O designer que fez os traços do Soul, o ex-GM Mike Torpey, disse no vídeo no micro-site do Soul que se inspirou em um javali com uma mochila (!!!).

A ideia da Kia para o Soul em atacar os consumidores mais jovens, apostando num estilo diferente e com muitas opções de personalização, na verdade não é novidade. A Toyota até criou uma marca para conseguir abordar os jovens americanos, a Scion, em que o modelo de maior sucesso é o xB, que já está na segunda geração. A Nissan, que já tinha o Cube no Japão, também aproveitou a ideia e lançou a segunda geração do Cube nos EUA, classificado como mobile device (com design inspirado na cara de um buldogue usando óculos!).

O nome Soul bem que poderia ser utilizado em um carro mais de entusiasta!

O fac-símile acima é de notícia nos dias que se seguiram ao lançamento da gasolina premium, no início de 1997. Hoje precisei obter os nomes comerciais dessa gasolina e procurei-os nos sites da companhias de petróleo mais conhecidas. Surpresa: não se fala mais em gasolina premium.
Eu já havia sido informado que a Petrobrás não oferecia mais essa gasolina de 98 octanas (a comum e comum aditivada são de 95 octanas), só a Podium, que tem 102 octanas.
Amanhã vou dar uma circulada e verificar nos postos se é isso mesmo ou se é deseleixo das companhias na elaboração ou atualização dos sites. Depois eu conto.
Quando dirigi o Renault Symbol no lançamento, em março, gostei, mas sem empolgação. Agora, andando com um Privilège 1,6 16V no meu hábitat, mudei de opinião. Que carro acertado! Como é agradável de andar pela ruas irregulares de São Paulo. Sei de gente que torceu o nariz, que disse que o Symbol, lançado na Rússia no ano passado e vindo da Argentina, é um arremedo de Clio Sedan, mas, que nada. Além de estar com linhas bem mais simpáticas e atuais, manteve o enorme, ou melhor, gigantesco porta-malas de 506 litros.

Domingo passado minha cunhada e o marido chegaram de uma viagem de uma semana a Porto Alegre/Gramado e eu e minha mulher fomos buscá-los no aeroporto. O tamanho das duas malas principais, fora as outras, menores, fizeram-me temer que eles precisassem pegar um táxi Doblò. Que nada, coube tudo, ficamos impressionados. Toda aquela bagagem e quatro adultos.

Suas medidas são 2.473 mm entre eixos, 4.261 mm de comprimento, 1.672/1.925 mm de largura (com/sem espelhos) e 1.439 mm de altura. A massa em ordem de marcha é de 1.045 kg e o tanque de combustível comporta 50 litros.

O Symbol é da velha receita de tudo transversal à frente, com McPherson, mais o eixo de torção atrás. Só que tudo combinado de maneira admirável. Especificação de molas e amortecedores, impossível melhorar. Todos os compromissos foram conciliados. Bancos dianteiros, perfeitos.

Este Symbol custa R$ 44.490 e já vem com assistência hidráulica de direção, ar-condicionado de controle eletrônico, computador de bordo, airbags frontais, faróis e luz traseira de neblina, rádio/toca-CD com MP3, rodas de alumínio com pneus 185/55-15 (Continental Premium Contact, assimétricos, sensacionais), vidros/travas/espelhos de acionamento elétrico e volante revestido de couro com ajuste de altura (faixa estreita, mas tem). ABS é o único opcional e custa R$ 1.500. Portanto, um concorrente de peso no segmento dos sedãs compactos, defendido pelo Peugeot 207 Passion XS 1,6, VW Polo 1,6, Fiat Siena HLX 1,8 e Corsa Premium 1,4, este mais barato do grupo (R$ 34.802), sendo o Peugeot o mais caro, R$ 44.800. E tem três anos de garantia.

O motor 1,6 de 4 válvulas por cilindro dá o show. Os 115 cv aparecem a 5.750 rpm e o elevado torque de 16 mkgf, a 3.750 rpm. Isso com a baixa (para os padrões atuais) taxa de compressão de 10:1. Imagine-se se passasse a 12:1! A aceleração através é perfeita, tudo casado, motor e escalonamento do câmbio. O 0-100 km/h, pela fábrica, é feito em 9,9 segundos e atinge 187 km/h (números com etanol). Agrada ao entusiasta e ao não-entusiasta. E o proprietário que quiser pode sair do Brasil e adentrar longe num país vizinho, pois o motor funciona com gasolina mundial, sem etanol.

Um mês depois do lançamento a fábrica passou a oferecer também o motor de duas válvulas por cilindro, de 95 cv (etanol), por R$ 39.990, versão Expression somente.

O Symbol freia bem, faz curva muito bem, os instrumentos são bem legiveis e a sua iluminação é avermelhada, como deve ser (melhor para a visão noturna). O conta-giros (no lado esquerdo, o certo para mim) não tem faixa vermelha, do meu agrado, e o velocímetro é tipicamente francês, com os números de velocidade ímpares, que gosto também (a 130 km/h indicados, ponteiro na vertical, não se toma multa em estradas de 120).

É um sedã compacto todo bem-pensado, agradável à vista com suas seis janelas, inclusive com a charmosa antena de rádio no teto e dianteira. Há um prático comando-satélite para o sistema de áudio e o comutador de facho alto/baixo é de puxar somente (percebe-se a utilidade numa viagem noturna longa). Os indicadores de direção contam com repetidoras nos para-lamas dianteiros. E os faróis ligam no facho baixo mesmo se desligados em alto.

O que pode ser melhorar é pouco: passar o espelho esquerdo de plano para convexo, usar para-brisa com faixa degradê e adotar função uma-varrida no comando do limpador. Tudo fácil e que praticamente não encarece. O que pode fazer o preço subir, aí sim, é passar o comando de câmbio de varão para o sistema a cabo. Não que seja ruim, mas destoa num carro tão jeitoso como esse. E se quiserem colocar o bate-pé no carpete, na região dos pedais, quem não gosta de tapetes agradecerá. Para quem gosta, tanto faz.

Há, ainda, a segurança da assistência técnica oferecida pela rede de 160 concessionárias e fato relevante de ser a quinta marca mais vendida no Brasil.

A compra de um Renault Symbol não é só emocional.

BS