google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)



Interessante o jeito que a Kia encontrou para chamar a atenção do público jovem para o Kia Soul (que promete ser lançado no Brasil ainda esse ano).

O carrinho quadradinho, classificado pela Kia com urban crossover (mais um termo marqueteiro!), tem um design bem interessante. Não é para menos, pois foi desenhado sob a supervisão de Peter Schreyer, ex-VW e ex-Audi e agora na Kia. Entre o seu portifólio está o Audi TT da primeira geração. O designer que fez os traços do Soul, o ex-GM Mike Torpey, disse no vídeo no micro-site do Soul que se inspirou em um javali com uma mochila (!!!).

A ideia da Kia para o Soul em atacar os consumidores mais jovens, apostando num estilo diferente e com muitas opções de personalização, na verdade não é novidade. A Toyota até criou uma marca para conseguir abordar os jovens americanos, a Scion, em que o modelo de maior sucesso é o xB, que já está na segunda geração. A Nissan, que já tinha o Cube no Japão, também aproveitou a ideia e lançou a segunda geração do Cube nos EUA, classificado como mobile device (com design inspirado na cara de um buldogue usando óculos!).

O nome Soul bem que poderia ser utilizado em um carro mais de entusiasta!

O fac-símile acima é de notícia nos dias que se seguiram ao lançamento da gasolina premium, no início de 1997. Hoje precisei obter os nomes comerciais dessa gasolina e procurei-os nos sites da companhias de petróleo mais conhecidas. Surpresa: não se fala mais em gasolina premium.
Eu já havia sido informado que a Petrobrás não oferecia mais essa gasolina de 98 octanas (a comum e comum aditivada são de 95 octanas), só a Podium, que tem 102 octanas.
Amanhã vou dar uma circulada e verificar nos postos se é isso mesmo ou se é deseleixo das companhias na elaboração ou atualização dos sites. Depois eu conto.
Quando dirigi o Renault Symbol no lançamento, em março, gostei, mas sem empolgação. Agora, andando com um Privilège 1,6 16V no meu hábitat, mudei de opinião. Que carro acertado! Como é agradável de andar pela ruas irregulares de São Paulo. Sei de gente que torceu o nariz, que disse que o Symbol, lançado na Rússia no ano passado e vindo da Argentina, é um arremedo de Clio Sedan, mas, que nada. Além de estar com linhas bem mais simpáticas e atuais, manteve o enorme, ou melhor, gigantesco porta-malas de 506 litros.

Domingo passado minha cunhada e o marido chegaram de uma viagem de uma semana a Porto Alegre/Gramado e eu e minha mulher fomos buscá-los no aeroporto. O tamanho das duas malas principais, fora as outras, menores, fizeram-me temer que eles precisassem pegar um táxi Doblò. Que nada, coube tudo, ficamos impressionados. Toda aquela bagagem e quatro adultos.

Suas medidas são 2.473 mm entre eixos, 4.261 mm de comprimento, 1.672/1.925 mm de largura (com/sem espelhos) e 1.439 mm de altura. A massa em ordem de marcha é de 1.045 kg e o tanque de combustível comporta 50 litros.

O Symbol é da velha receita de tudo transversal à frente, com McPherson, mais o eixo de torção atrás. Só que tudo combinado de maneira admirável. Especificação de molas e amortecedores, impossível melhorar. Todos os compromissos foram conciliados. Bancos dianteiros, perfeitos.

Este Symbol custa R$ 44.490 e já vem com assistência hidráulica de direção, ar-condicionado de controle eletrônico, computador de bordo, airbags frontais, faróis e luz traseira de neblina, rádio/toca-CD com MP3, rodas de alumínio com pneus 185/55-15 (Continental Premium Contact, assimétricos, sensacionais), vidros/travas/espelhos de acionamento elétrico e volante revestido de couro com ajuste de altura (faixa estreita, mas tem). ABS é o único opcional e custa R$ 1.500. Portanto, um concorrente de peso no segmento dos sedãs compactos, defendido pelo Peugeot 207 Passion XS 1,6, VW Polo 1,6, Fiat Siena HLX 1,8 e Corsa Premium 1,4, este mais barato do grupo (R$ 34.802), sendo o Peugeot o mais caro, R$ 44.800. E tem três anos de garantia.

O motor 1,6 de 4 válvulas por cilindro dá o show. Os 115 cv aparecem a 5.750 rpm e o elevado torque de 16 mkgf, a 3.750 rpm. Isso com a baixa (para os padrões atuais) taxa de compressão de 10:1. Imagine-se se passasse a 12:1! A aceleração através é perfeita, tudo casado, motor e escalonamento do câmbio. O 0-100 km/h, pela fábrica, é feito em 9,9 segundos e atinge 187 km/h (números com etanol). Agrada ao entusiasta e ao não-entusiasta. E o proprietário que quiser pode sair do Brasil e adentrar longe num país vizinho, pois o motor funciona com gasolina mundial, sem etanol.

Um mês depois do lançamento a fábrica passou a oferecer também o motor de duas válvulas por cilindro, de 95 cv (etanol), por R$ 39.990, versão Expression somente.

O Symbol freia bem, faz curva muito bem, os instrumentos são bem legiveis e a sua iluminação é avermelhada, como deve ser (melhor para a visão noturna). O conta-giros (no lado esquerdo, o certo para mim) não tem faixa vermelha, do meu agrado, e o velocímetro é tipicamente francês, com os números de velocidade ímpares, que gosto também (a 130 km/h indicados, ponteiro na vertical, não se toma multa em estradas de 120).

É um sedã compacto todo bem-pensado, agradável à vista com suas seis janelas, inclusive com a charmosa antena de rádio no teto e dianteira. Há um prático comando-satélite para o sistema de áudio e o comutador de facho alto/baixo é de puxar somente (percebe-se a utilidade numa viagem noturna longa). Os indicadores de direção contam com repetidoras nos para-lamas dianteiros. E os faróis ligam no facho baixo mesmo se desligados em alto.

O que pode ser melhorar é pouco: passar o espelho esquerdo de plano para convexo, usar para-brisa com faixa degradê e adotar função uma-varrida no comando do limpador. Tudo fácil e que praticamente não encarece. O que pode fazer o preço subir, aí sim, é passar o comando de câmbio de varão para o sistema a cabo. Não que seja ruim, mas destoa num carro tão jeitoso como esse. E se quiserem colocar o bate-pé no carpete, na região dos pedais, quem não gosta de tapetes agradecerá. Para quem gosta, tanto faz.

Há, ainda, a segurança da assistência técnica oferecida pela rede de 160 concessionárias e fato relevante de ser a quinta marca mais vendida no Brasil.

A compra de um Renault Symbol não é só emocional.

BS
Bom para todos os que sofrem com a ideia de ter um opaloito sem hidrovácuo, seus problemas se acabaram. Essa montagem é uma parada, mora!
Mas falando sério, é até relativamente simples de fazer, e usa as peças originais com um corte em degrau para manter o cilindro-mestre em um ângulo favorável ao pedal e com espaço suficiente para não ter contato com o motor.
O furo na parede corta fogo por onde passa a vareta de acionamento foi aumentado para cima e a chapa original de arremate é montada invertida e nos pontos de fixação da pedaleira, e não mais do conjunto do cilindro com hidrovácuo. A vareta não foi alterada, bem como nenhum outro componente além das chapas laterais. Os tubos metálicos apenas foram puxados para a nova posição e couberam sem nenhum problema.
Divirtam-se.