google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Nesse último final de semana o Rio de Janeiro sediou uma etapa do campeonato brasileiro de motovelocidade. Estive no autódromo no sábado para dar uma olhada nos treinos, ver como é o esquema, como é montado o circo.

O que vi lá é digno de post em nosso blog, não pelo profissionalismo, não pelo avanço técnico, muito menos por causa da estrutura, mas sim pelo romantismo e pela garra.

Existem algumas equipes com apoio de fábrica, patrocínio de multinacional, equipamentos parelhos ao usado no mundial de Superbike, contudo isso é uma grata exceção. Nas categorias menores, 125, 250 e 600 Hornet o que se via era uma força de vontade muito grande de acelerar, contra tudo e contra todos. Grande parte dos pilotos estava acampada em barracas de camping dentro dos boxes e traziam consigo, além da moto e equipamento de segurança, apenas uma gorda caixa de ferramentas. Mecânicos e pilotos sentados no chão, buscando o último acerto no bólido de menos de 50cv. Quem já acompanhou uma etapa do paulista de kart sabe a diferença, pilotos de 13 anos com massagista particular, pilha de motores, chassis e pneus.

Ao puxar papo com um dos pilotos, uma história deliciosa, o cara começou a treinar em um loteamento asfaltado em Parati, onde vive. Achava-se imbatível por entender que ninguém poderia ser mais rápido que ele no loteamento. Foi para Interlagos durante o primeiro treino vê um sujeito com a mesma moto colocando por fora dele. Incrédulo pensou “se ele me consegue também consigo” e foi andando na referencia do piloto da frente. Na próxima curva a moto começou a desgarrar alternadamente de frente e de traseira, nosso piloto do loteamento pensou – “Não é possível! Será que vou ter que fazer todas as curvas assim?”

A história do loteamento me lembrou claramente dos livros e dos textos dos pioneiros do automobilismo brasileiro, como o Emerson colocando o Gordini da mãe de lado na Praça Villaboin em Higienópolis.

Foi muito bom ver aquilo. Saí de lá com um certo pesar por gostar tanto de autómoveis.

Em 2009 não consegui visitar o encontro de antigos de Lindóia como sempre faço; passando o feriado lá em Águas com toda a família.

Acabei fazendo um bate-e-volta. O problema em fazer uma visita rápida é que não dá pra ver e rever tudo com calma. Acabei encontrando muitos amigos e conhecidos, o que foi bom e serviu para colocar muito papo em dia. Mas isso não deixou muito tempo para os carros. Mesmo assim deu pra fazer algumas fotos e uns pequenos vídeos bem despretensiosos.

Como já enrolei bastante pra publicá-los, pois queria dar um pouco mais de substância ao post, resolvi colocá-los logo no ar. Assim, quem nunca foi ao encontro de Lindóia pode ter uma idéia de como o programa é bem gostoso e se programar para o ano que vem.

Na ala dos esportivos europeus dois modelos me chamaram a atenção pois são difíceis de ser vistos por aqui. O Lamborghini Urraco desenhado pelo Gandini enquanto estava na Bertone, e o elegantíssimo Ferrari 330 GTC com o desenho Pinifarina e motor dianteiro V-12 de 4 litros.



Na ilha dos Corvettes, que sempre fazem muito sucesso no encontro, estavam modelos des décadas de 60, 70 e 80.



Uma visão geral da ala nobre, onde ficam os principais modelos do evento.



Algumas fotos dos esportivos europeus.


nota: o MG verde da foto acima está com a legenda errada, na verdade é um MG Midget.


...de incentivar o dirigir com os braços esticados, retesados, a pior posição, nada mais errado.
Mas os campeões nisso são os comerciais envolvendo automóveis, seja de fabricantes de veículos ou qualquer outro produto, que mostram uma pessoa dirigindo. Parece que os diretores de filmes ou vídeo comerciais só entendem que dirigir corretamente, dar uma boa imagem, é assim e, ponto final.
Sobre o logotipo do Punto, eu e alguns jornalistas estranhamos assim que o vimos por ocasião do lançamento em Buenos Aires há quase dois anos. À excelência do estilo italiano se contrapunha um contra-senso, o de mostrar como não se fica em relação ao volante.
Num desses programas de automóveis na tevê um dos apresentadores dirige com os braços tão esticados que para conseguir fazer um slalom ele precisa deslocar o tronco lateralmente em relação ao encosto do banco, para um lado e para o outro. Chega a ser engraçado... Se estivesse com os braços flexionados, o braço formando ângulo de 90 graus com antebraço, o tronco ficaria onde deve, no encosto, e ele teria precisão muito maior.
Quem tiver interesse em ver qual distância para o volante é correta é só procurar no Youtube algum vídeo de pilotagem em rali, tem de monte. Ali pode-se ver um carro andando no limite e o trabalho de braço do piloto -- com os braços bem flexionados.
A impressão que tenho é que quem dirige com braços esticados pensa que assim é que é legal, charmoso, coisa de quem dirige bem. Pois é ao contrário!
É por não adotar a postura correta diante do volante que muita gente condena o ângulo do volante do Renault Scénic, muito para a horizontal. Do mesmo jeito que 33 anos atrás muitos criticaram esse ângulo no Fiat 147. Nos dois casos, basta ajustar o banco para que os braços fiquem flexionados a 90 graus que fica tudo certo e perfeito.
Um pequeno detalhe, mas faz uma diferença danada....

Dia desses eu conversava com meu amigo e jornalista Fernando Calmon sobre ser ou não possível usar o controlador de velocidade para mantê-la constante numa descida de serra. No nosso entendimento, o controle é sobre o acelerador apenas, jamais agindo sobre o freio.

Como fui esta semana ao Guarujá para a apresentação da linha VW 2010 e estava com um Honda Civic EXS, resolvi analisar melhor essa questão na descida da serra da Rodovia dos Imigrantes e seu ridículo limite de 80 km/h.

Controlador ligado e ajustado para 80 km/h, câmbio em D, quinta marcha, conversor de torque bloqueado (automaticamente), a velocidade ia aumentando devido à declividade, mesmo baixa, apenas 6% (para cada 100 metros horizontais o carro desce 6 metros). Isso por a quinta ser uma marcha bem longa.