google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Voltava hoje de moto para casa, quando parei em um sinal e fui abordado por uma moça numa Honda Biz, que me perguntou como chegar a uma praça próxima. Estávamos numa avenida onde um riacho separa as pistas de sentidos contrários. Falei para ela que pegasse a pista do outro lado, e estávamos justamente num ponto onde havia como passar para o outro lado, só que era contramão. A manobra era perfeitamente possível naquele momento, já que não vinha carro nenhum, mas ela me perguntou onde era o retorno. Disse que era bem mais à frente, o sinal abriu, lá foi ela com sua moto entre os carros, eu atrás, já que iria mesmo pra aqueles lados.

No primeiro cruzamento que dava mão para ela passar para o outro lado, ela não teve dúvida, entrou e fez o retorno. Só que ali, bem visíveis, tinham duas placas penduradas, proibindo virar à esqueda e/ou fazer o retorno. Fiquei pensando, será que ela desrespeitou as placas convicta do que fazia? Então porque ela não fez o retorno lá atrás, onde estava fácil de fazer?

No caso da tal motociclista, penso que seja um caso de analfabetismo funcional. Se ela vê as letras P-A-R-E, ela lê pare. Mas muitas vezes não processa e não para, ainda que uma placa PARE não contenha uma frase completa. Olha as placas com símbolos mundialmente conhecidos, mas processa como se fosse um simples desenho. É amplamente divulgado que o analfabetismo funcional é um problema real de nosso país, muita gente lê, mas não entende o que lê. Atualmente, boa parte dos compradores de motos até 150 cm³ tem baixa escolaridade, e provavelmente tem dificuldade em processar as informações que recebem o tempo todo do trânsito em sua volta. No meu entendimento, é a única explicação para um motociclista passar sem parar em um cruzamento onde a via transversal à sua é a preferencial e na via em que ele trafega uma placa PARE está colocada logo antes do cruzamento.

Ou será que é somente uma perigosa mistura de desrespeito às leis de trânsito com absoluta falta de noção do perigo?



Para contrastar com o Camaro Black do post abaixo, alguns Ford Falcon australianos, em cores coloridas de verdade.
Pela ordem:
O azul é o F6 FPV Turbo;
O laranja XR8 5.4;
E o roxo-beliscão, XR6 4.0 Turbo.
Que falta faz esse tipo de transporte por aqui, nessas cinzentas e negras ruas.
JJ
Em uma semana decisiva para o futuro da General Motors Corporation, algumas fotos daquele que é o maior símbolo dos bons tempos dessa empresa, traduzido para os dias atuais, o Camaro.
Essa versão se chama apenas Black, e foi apresentada no NAIAS (North American International Auto Show) de 2009, ou simplesmente Salão de Detroit, em janeiro.
Os Autoentusiastas torcem para que o destino da GM não seja negro como esse estupendo automóvel.

Boa sorte!

JJ





No último final de semana realizou-se a prova 24 Horas de Nürburgring. A corrida, vencida pelos Porsches GT3 RSR da equipe Manthey , talvez seja a última grande prova romântica do mundo.
Na edição desse ano havia 4 Audis R8 LMS oficiais da fábrica, um sem-número de Porsches GT3 RSR de última geração, cinco equipes oficiais Volkswagen a bordo do novo Scirocco, além dos cinco Aston Martin Vantage em sua versão preparada exclusivamente para essa prova, batizado de Vantage N24.

Até aí tudo igual a qualquer prova importante do mundo. Acontece que na 24 Horas de Nürburgring tem muito mais coisa legal do que os últimos lançamentos da indústria. Exemplares de carros fundamentais na história do automobilismo mundial, como o Mercedes 190 2.5 Evo e o Opel Manta participaram da prova desse ano! Carros com 20 anos de história nas costas dividindo curva com carros oficiais de fábrica ultramodernos.

O Mercedes terminou a prova em 60º lugar, com 124 voltas, ficando a 31 voltas do líder e a frente de alguns carros de fábrica. O Opel abandonou a prova.


Foi a bordo de um Mercedes bastante parecido com esse (uma versão 2,3-litros) que Ayrton Senna, então um novato na Fórmula 1, ganhou a prova promocional da inauguração do traçado moderno do autódromo de Nürburgring. Desbancando todos os pilotos de ponta de Fórmula 1 da época e antecipando o embate com Prost que seria tão frequente em sua carreira. Isso foi no ano de 1984. Bom demais saber que esses carros, que povoaram os sonhos de quem tem um pouco mais de 30 anos, ainda dão um bom caldo.

As fotos são da corrida desse ano.