google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Essa carroceria não tivemos aqui. Dart sedã 2-portas. Amo o visual desse carro, portas com colunas, claustrofóbico, sério, não-esportivo. Diferente, bem diferente dos nossos cupês, tão elegantes e simpáticos com os vidros abaixados e sem colunas nas laterais ou quadros nas portas. Achei essas fotos em um site de Darts dedicado exclusivamente a preparação mecânica. Espero terminar o meu em um futuro próximo.

A parte mais grosseira do serviço, fiz em casa, aproveitando um sedã 70 que recebi como parte de pagamento de peças e bagunçado demais para ser restaurado ao original. E como já tenho outro sedã 4-portas, 78 e por acaso com um motor 383 bloco grande, achei que poderia fazer um sedã 2-portas nele. Ainda mais tendo em vista que tinha as peças necessárias para tal na garagem, e de quebra ainda arrumar um usuário para outro motor bloco grande que tenho aqui sobrando. Me pareceu a coisa certa e sensata a fazer.

Essa foi a última foto dele antes de ir para a oficina de pintura para término do serviço de funilaria e para a mudança de cor. Espero que ele volte como o Dart abaixo, também sedã 2- portas, pintado na clássica cor plum crazy, original do final dos anos 60. Coincidentemente exatamente igual ao azul Lorrain usado pela GM do Brasil no ano de 1997 em carros de passeio.

Eu evito o máximo que posso, passo o mais longe possível, mas as vezes eu me rendo e vou bisbilhotar peças usadas no Ebay Motors. Como eu gosto de carro velho, nada melhor que peças velhas, ou para parecer mais bacana e sofisticado, vintage parts, para adornar meus antiguinhos. Abaixo o resultado da última investida.
As tampas de válvulas Mickey Thompson de alumínio aletadas bem como suas gêmeas com marca Holley são impossíveis de resistir. Admissões antigas, de marcas obsoletas podem até nem ser tão boas ou eficinetes quanto as mais modernas, but how cool can it get? Você abre o capô de um carro 1968 e vê peças da mesma época dele novo.


Os dois coletores são um para o meu Chevelle 67, que vai ser montado carburado, e o outro é para me ajudar a realizar um sonho antigo, montar um Maverick com motor 351C.



Gasolina, álcool, flex, GNV, híbridos, elétricos... A discussão sobre as diversas fontes de energia nos automóveis é um assunto bastante aquecido, porém está vivo não é de hoje.

Há 65 anos, o mundo achava-se dividido e em choque sob uma guerra de alcance global. Petróleo era a fonte de energia que impulsionava as então modernas máquinas de combate na terra, no mar e no ar. Logo, as reservas deste precioso mineral eram alvo estratégico para ambos os lados, restando muito pouco para o resto do mundo.

Nesta época, o Brasil se achava sob uma situação difícil. Afastado das principais fontes, o país contava com poucos petroleiros que se arriscavam a atravessar a barreira dos furtivos submarinos alemães.


Antes de mais nada, meu background automobilístico precisa ser esclarecido. Sou fã do automobilismo clássico e esportivo. Muito do que gosto hoje é resultado do que vi e vivi na infância. Meus sonhos automobilísticos sempre estiveram ligados de certa forma ao passado. A pista que eu sonhava andar, o carro que eu sonhava ter... A história tem um peso fundamental nas minhas escolhas.

Gosto de carros de rua que têm história. Por isso sou apaixonado pelos automóveis de tração traseira e motores aspirados e giradores. Eu costumava dizer: “Turbo pode ser mais rápido, mas a tocada não tem a mesma finesse” - “As rodas que tracionam não podem ser as mesmas que dão direção” - “4x4 é para jipe”.

Pois bem. A vida era assim até que uns seis meses atrás embarquei numa escolha que, desconfio, vai mudar para sempre minha concepção sobre automóveis. Comprei um Subaru Impreza WRX.

Queria um carro forte e usável sob qualquer circunstância e minha escolha caiu sobre o japonês.

O carro é forte, em sua configuração original são 225 cv e pouco mais de 30 kgfm de torque. Mas não se trata disso. Trata-se de dar motor tão cedo que exige uma recalibração do cérebro. Trata-se de readequar o estilo de tocada.

Ao chegar à curva, obviamente se freia o carro e se entra na curva, logo após o turn-in e bem antes de apex é possível dar motor de forma gradativa, a frente começa a esfregar, mas não é preciso tirar o pé. A frente escapa, mas a traseira empurra o carro pra frente. Um comportamento completamente novo para quem nunca andou de carro integral. Se o subesterço continuar muito pronunciado, tirando o carro da trajetória, basta levantar um pouco o pé que a traseira se pronuncia ainda mais e traz o carro de volta. Uma leve tirada de pé em saída de curva seguido de pé no fundo faz a traseira entrar em powerslide de forma absolutamente controlável. É possível brincar com o acelerador e direção e com isso ter mudanças de trajetória impensáveis em outros tipos de carros esportivos. Ao contrário dos carros aspirados, é possível usar o torque ao seu favor.

A marcha ideal para se entrar numa curva é sempre uma marcha acima da que seria usada em um carro aspirado. Meu carro hoje conta um pouco mais de potência e o torque, fui preciso uma reeducação para entrar forte em curva a 3.000 rpm usando o torque a favor.

Certa vez sai de casa debaixo de um temporal para ir a Petrópolis, uma serra apertada de piso irregular e muitas curvas fechadas. Setei minha cabeça para ir devagar, sem forçar nada. A velocidade com que subi a serra foi a mesma que em um carro com tração dianteira no seco, qualquer um que tentasse acompanhar, certamente bateria. E eu não estava correndo.

Por tudo isso, acho que a escolha do WRX vai me fazer rever toda minha concepção sobre automóveis. Existe uma finesse na tocada de turbo, sim, 4X4 não é para jipe e as rodas que dão direção, também podem tracionar.