google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
O artigo do Juvenal Jorge recentemente públicado e esta manhã, pilotando minha moto para o trabalho, me inspiraram a escrever este artigo: o quanto o trânsito nas cidades e estradas está relacionado a fatores que muitas vezes nunca imaginávamos.

Vamos aos fatos: normalmente o trajeto da minha casa ao trabalho pelas ruas de Toronto, ON (Canadá) leva aproximadamente 20-25 minutos. Entretanto, essa média aumenta um pouco nos meses de verão e principalmente nas quinta-feiras para cerca de 35 minutos. Já nas sexta-feiras esse tempo volta a cair para valores abaixo da média.

Se me lembro de quando morava em São Paulo, normalmente as sexta-feiras eram terríveis, com inúmeros quilômetros de congestionamento e uma perda de tempo sem tamanho. Véspera de feriado, então, uma loucura! Aqui, acontece justamente o contrário. Em feriados que caem na segunda-feira, na quinta-feira o trânsito é um pouco mais pesado e na sexta-feira, tranquilo. Nesse momento, o leitor deve estar se perguntando: por que?

Tudo isso se deve a uma pequena diferença na legislação trabalhista canadense: aqui as férias podem e normalmente são tiradas de forma picada. O cidadão aqui não é obrigado, como na legilslação brasileira, a tirar suas férias de uma única vez. Isso faz uma diferença enorme no trânsito pelo simples fato de que a grande maioria das pessoas aproveita os meses de verão e tira os seus dias de férias nas sexta-feiras.

As férias aqui são proporcionais ao tempo de trbalho na mesma empresa. Portanto, pessoas com longo tempo de casa conseguem fazer que todo o final de semana de verão seja um fim de semana prolongado.

Posso observar isso na empresa que trabalho, onde as sextas-feiras são tranquilas, com muitas pessoas de férias. Já quem vem ao trabalho neste dia sente que este rende muito mais devido ao menor stress para chegar ao trabalho e menores interrupções.

Portanto, uma simples alteração da legislação trabalhista brasileira em relação aos requisitos das férias poderia trazer certos benefícios que muitas vezes nunca teríamos como relacionar. Tenho certeza que muitos brasileiros fariam como os canadenses e não ficariam presos em congestionamentos se tivessem essa opção!
Em uma recente visita a Brasília, folheando uma revista local ví o anúncio abaixo.

Great Wall Hover a 69 mil reais. Uma tal de Alexandros Motors, além de ser a primeira concessionária da marca no, também é a importadora e distribuidora oficial no Brasil.

O Hover CUV (de crossover utility vehicle) usa um motor Mitsubishi 2.4 a gasolina que é usado em tudo que é SUV e picape na China. Dei uma "googlada" no código do motor (4g64s4m) e fiquei assustado com o comércio de veículos e acessórios chineses. Tem um modelo de uma empresa genérica, que é cópia do Toyota Prado, e pode ser pedido com 5 opções de motores de terceiros, entre eles esse Mitsubishi.

O Hover até tem um desenho simpático. Mas facilmente podemos identificar elementos copiados de modelos Toyota e Nissan. Pelo menos esse não ficou uma aberração.

Curioso é que muito pouco se falou sobre esse importador e sobre esse modelo. No site da Great Wall ainda mostram uma versão limusine do Hover!

Tem empresários que são visionários demais!

Nos comentários dos posts FOX = YARIS e NASCE MAIS UM AUTOENTUSIASTA alguns leitores mencionaram os modelos que fizeram despertar o seu entusiasmo por automóveis.

Pois então eu vou contar como aconteceu comigo.

Nasci em 1970 e desde pequeno fui incentivado a gostar de carros devido a uma grande coleção de miniaturas. Meus pais e minha avó sempre me davam muitos carrinhos. Os que eu mais gostava eram os que vinham na caixinha, os Matchbox.

Lembro-me de certa vez ter sonhado que eu coloquei toda minha coleção lado a lado no piso da casa de meus pais, que era grande. No final a coleção recobria todo o chão não sobrando nenhum espaço para andar sem pisar nos carrinhos. Acho que durante um certo tempo eu acreditava que esse sonho era possível de tão grande que eu achava que era minha coleção.

Aqui vale um adendo e uma pergunta já confirmada entre os colunistas desse blog. Não gosto de futebol. Meu pais nunca me incentivaram. E tenho uma teoria de que quem gosta muito de carros quase não gosta de futebol. Confirmam isso?

Brincadeira frequente com o meu pai quando estávamos no carro era a de procurar carros diferentes, na maioria das vezes importados, e falar seus nomes. Aprendi muito com meu pai, mesmo ele não sendo um especialista. Lembro que os modelos que eu mais gostava eram os raros Pontiacs Firebird Trans-Am, Camaros e Mustangs.

Tudo estava indo normalmente, quando numa certa manhã ensolarada de sábado, em 1979, olhei pela janela do carro do meu pai e vi um carro muito diferente de todos. Comprido, com um capô enorme. Para-lamas salientes e curvos, traseira curta. Musculoso. Uma escultura. Azul metálico e com alguns cromados que brilhavam ao sol. Um logotipo na lateral com uma palavra muito estranha, Stingray. Fiquei meio abobado, como o garoto da propaganda da SSR.

Naquele momento o entusiasmo se consolidou em mim.

Trinta anos depois, ao selecionar a foto para o logo do blog, escolhi justamente a foto de um Stingray. O curioso é que até agora eu nunca tinha ligado um fato ao outro.

Qual modelo fez você se tornar um entusiastas por automóveis?

As competições de drift estão se popularizando há algum tempo. Já há campeonato nos Estados Unidos, com a participação maciça dos japoneses, os criadores da categoria. No Brasil também já começam a aparecer e a divulgação ainda está devagar.
Muitos anos antes, porém, o Autocross, categoria do norte europeu, Finlândia, Noruega, Suécia, já colocava seus competidores bem de lado, misturando asfalto e terra, com carros de rua e de rali.
É uma corrida feroz, onde ninguém tem receio de empurrar o adversário, como podemos ver nessas fotos.



JJ