google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Falei aqui há alguns dias no Polo BlueMotion, na pequena viagem organizada pela fábrica para a imprensa, as minhas impressões do carro. Mas faltava a avaliação para valer, aquela resultado de dirigir no dia-a-dia, no trânsito normal. Foi o que se deu agora.

Chama logo a atenção o visual do carro pelo sua menor altura de rodagem em relação ao Polo normal. Nota-se isso ao nos aproximarmos dele e também ao entrar ou sair, pois o solo está mais próximo. Parece pouco, mas que diferença fazem 1,5 cm!

O contraste é ainda maior quando se tem oportunidade de guiar um Polo "alto", caso do Polo GT (2-litros flex, 120 cv com álcool) que usei alguns dias.
Os track days estão ficando mais comuns no Brasil, uma prática já regular no Rio de Janeiro, como nos contou o Marco Molazzano em sua primeira experiência. No caso do evento citado por ele, é permitida a participação de qualquer pessoa devidamente habilitada e com qualquer carro.

Outros track days são realizados por clubes de marcas específicas, que permitem somente carros específicos, como foi o caso do Porsche Day que aconteceu hoje, em Interlagos, organizado pelo Porsche Club.

Apenas carros da marca são permitidos na pista, como os exemplos abaixo. De Cayenne ao novo GT2, passando pelos Cayman, Boxster e Carrera, vários modelos estavam no autódromo, inclusive modelos antigos, como o 356. O único porém é que este evento é fechado para convidados, com acesso restrito.




Para enriquecer mais ainda este blog, duas fotos de Duesenberg, a marca de automóveis superlativa, considerada por muitos como a melhor de todos os tempos.
Conto um pouco da história em uma outra oportunidade.

Modelo de 1931, para as 500 milhas de Indianápolis:
















Modelo J de 1930:

Desde a criação do blog, o Bob Sharp e o Paulo Keller cobram meu ingresso em tão seleto grupo. Não o fiz antes por absoluta falta de tempo.

Mas agora, depois de reorganizar minha vida, aqui estou eu. E para falar do reencontro com um "amigo".

Acesso o blog todos os dias e qual não foi a minha surpresa quando me deparei com o Mini Cooper S que foi avaliado aqui.

Mas por que esse carro seria meu amigo? Explico.
No final de 2006, um grande amigo que tem loja de carro, oficina e distribuidora de autopeças conversou comigo sobre a necessidade que ele tinha de alguém que o ajudasse na parte legal da recém-criada importadora de veículos dele e que também o ajudasse a vender os carros. Topei o desafio, mesmo com a operação já implementada e eu tendo que atuar no meu escritório.

A importação independente de carros sempre tem como origem os veículos do mercado norte-americano, em função da facilidade que se tem em comprar os carros lá, o transporte ser mais simples e barato, além da cotação mais favorável do dólar frente ao euro. Meu amigo já havia trazido diversos Mini, mas no início de 2007 o Mini passava por sua primeira reestilização. Em função disso, a demanda pelo modelo novo no mercado norte-americano foi gigantesca, o que causou filas imensas para se conseguir um carro, sem contar que não era interessante trazer o modelo antigo, pois ainda que tivéssemos certeza que seria vendido facilmente, ter a primazia em um mercado de carros exclusivos como esse é um grande diferencial. A solução? Buscar o carro na Europa.

E assim foi feito. Depois de um grande trabalho de busca dos carros, contatos por lá, procedimentos de embarque, desembarque aqui no Brasil, encarar nossa burocracia, chegaram os dois Minis 2007. Dos primeiros a desembarcar no Brasil. E um desses era justamente o que apareceu aqui no blog.

O curioso é que quando esses carros chegaram, os vendedores da loja ficaram um tanto quanto receosos - eu inclusive - pois os dois tinham câmbio manual, o que, por incrivel que pareça, não faz sucesso com quem compra esse carro; um deles não tinha teto solar, opcional também obrigatório e o outro tinha uma tonalidade de azul nunca vista antes por aqui e que era bem chamativa. Na verdade, o carro azul era exatamente igual a esse da foto abaixo.


No entanto, o produto é bom. Os carros acabaram ficando em estoque por duas semanas e foram vendidos. Não sei explicar a razão, mas o Mini preto me cativou mais e essas duas semanas foram mais do que suficientes para eu ficar "amigo" do carrinho. Isso por que o utilizei para estudar o carro nas minhas poucas horas vagas. Passamos muitas horas juntos, eu com o manual no colo e ele me mostrando tudo o que era capaz de fazer, com seus infinitos recursos e equipamentos, muito embora o tenha dirigido muito pouco.

O interessante desse Mini em específico é que, por ter origem europeia, todos os seus mostradores estão no mesmo sistema métrico que utilizamos aqui, ou seja, em km e km/h, ao contrário do praxe dos carros de importação independente que estão em milhas. Seu interior trazia uma novidade em termos de acabamento, pois seus bancos são pretos, mas o revestimento das portas em bege, assim como o pesponto dos bancos. O câmbio manual era uma delícia e o teto que era uma preocupação, no fim, não fez falta nenhuma.

Não fez falta por que seu dono, usando a imaginação, mandou colocar um adesivo que reproduz o símbolo que encontramos no piso de um heliponto. Esse detalhe não era original do carro e lhe caiu muito bem. Suas rodas também tinham na época um desenho único e exclusivo, dificilmente visto aqui no Brasil, pois o padrão era o desenho das rodas encontradas no Mini azul, como vemos na foto deste post.


Como disse, passei boas horas dentro desse carrinho, o estudando e aprendendo seus inúmeros equipamentos, entendendo seu funcionamento e a razão de estarem ali. O colocava ao lado do modelo antigo para identificar as alterações de uma geração para outra - que foram muitas, acreditem. Verificava sua mecânica, olhava as soluções e tentava aprender um pouco mais sobre a arte de fazer automóvel. Enfim, criei um laço com o carro. Um laço de amizade, onde eu fazia as perguntas e ele me respondia, me mostrando tudo de novo e diferente que ele trazia.

Mas chegou a hora em que ele foi vendido e ele se foi. Ele fez falta. Vieram outros, mais completos, com configurações de cores e equipamentos mais legais, mas era o Mini preto com quem eu tinha dividido horas e horas de conversa. Ele era o amigo. Mas estando longe ou perto, os amigos sempre lembram um do outro e acabam se encontrando. Fiquei muito feliz em o ver rodando por aí bonito, feliz e contente. Quem sabe não o cruzo por aí de novo, nos faróis e estradas da vida...