google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Vida de imigrante é bem interessante. Quando se muda de país, parece que você nasce de novo. Temos que obter todos os documentos novamente, abrir conta em banco, cartão de crédito e muitas outras coisas. Entretanto, tem um documento que tem um significado especial para entusiastas: a carteira de motorista. Em Ontario, a carteira de motorista do Brasil é válida por 60 dias após a sua chegada. Depois disso, dirigir somente com a habilitação daqui. Como nao queria perder esse privilégio, logo corri atrás da minha.

A primeira diferença é o conceito de motorista em relação ao Brasil. A primeira frase do livro de aprendizado para novos motoristas diz: "Dirigir é um privilégio - não um direito". Se pensarmos nesta frase, realmente é um divisor de águas, pois para se dirigir por aqui a pessoa tem que merecer e não simplesmente achar que por ser um cidadão/residente esta tem o direito de dirigir, mesmo sendo inapta a fazê-lo corretamente.

O sistema de carteira é baseado em níveis. De a acordo com o seu nível, você tem direito a dirigir de formas diferenciadas. O primeiro nível, chamado de G1 pode ser obtido depois de um simples teste computadorizado baseado no livro de aprendizado. Essa carteira dá o privilégio de dirigir por até 1 ano sempre acompanhado por um outro motorista com mais de quatro anos de experiência e não se pode carregar nenhum outro passageiro, além de ter outras restrições. Essa carteira pode ser obtida a partir dos 16 anos de idade e serve como rampa de aprendizado para os adolescentes.

Se a pessoa estiver preparada, pode fazer o teste de rua para obter o nível G2. O teste de rua é bem rigoroso e demora cerca de 20 minutos. Neste tempo o motorista faz praticamente todas as manobras requeridas para direção na cidade, não somente uma simples volta no quarteirão como no Brasil. O objetivo é avaliar o motorista como um todo, suas reações, preparo e aptidão para o trânisto.

Uma vez superada esta fase, o motorista tem o privilégio de dirigir desacompanhado, porém o limite de álcool no sangue deve ser zero. Além disso, neste nível exitem restrições quanto o número de passgeiros menores de 19 anos. A grande diferença em relação ao Brasil é o fato de que não se exige quantidade mínima de aulas. Entretanto, muitas pessoas acabam fazendo um curso de direção por este facilitar a obtenção da carteira e trazer reduções no custo do seguro.

Para obter a carteira de motorista sem restrições, deve-se ter no mínimo um ano de nível G2. Novamente o candidato faz um outro teste de rua, este bem mais complexo que o G2. Neste inclui-se o teste de rodovias, onde o motorista tem que demonstrar controle absoluto do veículo a velocidades de 100 km/h para poder obter a sua carteira G. Observam-se os mínimos detalhes, até a velocidade que o motorista entra em uma rampa de aceleração para que este se junte ao tráfego adequadamente. Como me lembrei do Brasil neste teste. Recordei das rampas de aceleração de rodovias de São Paulo onde outros motoristas entram a 60 km/h em uma rodovia que o limite é 120 km/h.

Voltando ao tópico de imigrante, felizmente para recém-chegados o governo reconhece em parte sua experiência de direção e permite que você vá direto para o teste da carta G. Se reprovado, segue-se o processo acima. Se aprovado, o motorista pula todas estas estapas. No meu caso, estudei com afinco o livro, fiz 1 aula de prática e consegui minha carta G.

Sonho que um dia o Brasil esteja neste mesmo nível de seriedade para obtenção de carteira. Com certeza isso traria inúmeros benefícios para todos. Ah… e uma carta no formato de cartão de crédito em vez de um simples papel não ia ser nada mau! Para quem quer aprender mais, há este site: http://www.mto.gov.on.ca/english/dandv/driver/handbook/index.shtml.
Até à próxima!
Canadian
Vamos usar a imaginação!

Pense em como deveria ser o novo Uno para que ele se mantenha como um dos carros mais vendidos do Brasil e continue atendendo sua proposta de carro acessível, durável, econômico e prático. Quanto mais detalhes melhor. Deixe suas ideias no campo para comentários ou envie para autoentusiastas@gmail.com

Vamos compilar todas as ideias e enviá-las para a Fiat.
Sejam criativos e pode ser que a Fiat nos dê ouvidos.

Nota: mesmo após o anúncio da parceria com a Chrysler, não vale colocar um Hemi sob o capô.


Triste que a Chrysler, que sempre foi tão original em termos de design, esteja no fundo do poço e precise começar a vender Fiats para se manter. Mas copiar o desenho de carros da concorrência é demais.

Julguem por vocês mesmos a semelhaça do novo carro-conceito da Chrysler, o 200C híbrido/elétrico, com o novo Opel Insignia, sucessor do Vectra, lançado no ano passado na Europa. Até o vinco longitudinal capô atraiu o designer da Chrysler.

Será que pode ser apenas uma coincidência?


Acabei de ler uma enquete na revista Autoesporte cujo resultado me chamou a atenção.

A pergunta foi sobre qual dos modelos citados deveria sair de linha. Entre eles estavam Chevrolet Blazer, Citroën Picasso, Fiat Mille, Ford Courier, Mitsubishi L200 Outdoor, Peugeot 206, Renault Scénic e Volkswagen Kombi. Ainda existia a alternativa de todos.

Essa últma alternativa foi a mais votada, com mais de 50 mil votos. Dentre os modelos mais votados o Mille venceu, ou nesse caso perdeu, com a maioria dos votos individuais. Na conclusão a própria revista ressalta que o Mille é um dos carros mais vendidos do Barsil.

Então me perguntei para que serve essa enquete. Para constatar que esses carros são obsoletos e as classes de C para cima, os leitores da Autoesporte não dão a mínima para eles? Não seria óbvio isso?

Como pode um público que não precisa do Mille julgar o futuro de um dos carros mais importantes de nossa história? Para mim fica a impressão que tenho de muitas enquetes feitas por revistas: enquete útil só vale se for direcionada ao público compatível. Caso contrário, não representa nada.

Algumas votações de melhor carro, melhor carro do Brasil e outras também não fazem sentido se os eleitores não são especialistas ou consumidores dos carros candidatos.

Enquetes, eleições, votações, para mim só são interessantes quando têm fundamento. caso contrário são conversa de botequim. O que às vezes é bom para descontrair...