19/04/2013

HYUNDAI EQUUS VS460, SUPERLUXO A PREÇO CONVIDATIVO

Fotos: Paulo Keller



"Vocês não gostariam de testar o Equus?", perguntou-me a assessora de imprensa da Hyundai – a da Caoa, não da Hyundai Motors, a filial da fabricante sul-coreana que se instalou recentemente aqui. Tendo visto o modelo no último Salão do Automóvel e o achado interessante, era óbvio que sim. Afinal, é a arma da hoje bem-conhecida marca asiática para enfrentar o "trio de aço alemão" de Audi A8, BMW Série 7 e Mercedes-Benz Classe S, e outros da espécie como Lexus e Jaguar. Aliás, até no nome de modelo, VS460, este sul-coreano é a antítese do Lexus LS460. Depois de passar alguns dias com o Equus, a conclusão é que ele os enfrenta e muito bem, tanto em luxo quanto naquilo que autoentusiasta é focado: desempenho. O Equus foi lançado em 2009 e está na sua segunda geração.

4,6 litros, 366 cv
Por R$ 339.792 põe-se mão num carro de 5.160 mm de comprimento com entreeixos de 3.045 mm e muito espaço para quem está sendo conduzido. Um carro peso-pesado, como não poderia deixar de ser, 2.005 kg. Mas com os 366 cv a 6.500 rpm e os 44,8 m·kgf a 3.500 rpm do V-8 aspirado de 4.627 cm³ (92 x 87 mm), todo-alumínio, duplo comando (correia dentada) e quatro válvulas por cilindro, 10,4:1 de taxa, tudo fica fácil e rápido. A injeção é no duto, mas as fases dos comandos da admissão e escapamento são variáveis, como também o coletor de admissão de dois roteiros. Atrelado a um câmbio (Hyundai A8LR1) de 8 marchas que encaminha o movimento para as rodas traseiras, mais 245 mm de seção de borracha no chão (Hankook Optimo K415 245/50R18W), tudo fica mais fácil e rápido ainda.

Identidade

Surpreende a maneabilidade do Equus numa cidade como São Paulo e seu tráfego denso. Para o porte, o diâmetro mínimo de curva é relativamente pequeno, 12,1 metros. Pelos 5,5 kg/cv, acelera com vontade, 0 a 100 km/h em 6,5 segundos, e a velocidade máxima é de 273 km/h. Outro dado importante é o coeficiente de arrasto 0,27. Com a largura de 1.900 mm (sem espelhos) e a altura de 1.495 mm, a área frontal estimada é de 2,27 m², resultando na área frontal corrigida de apenas 0,613 m², bom número.

Saídas de escapamento de verdade, nada de falsidade
O que não surpreende é o conforto de marcha, pois já era esperado. Além do isolamento termoacústico próprio da categoria, incluindo todos os vidros isolantes acústicos, as molas da suspensão são pneumáticas, com autonivelamento da traseira e possibilidade de erguê-la "para maus caminhos". O controle eletrônico dos amortecedores é contínuo. A atmosfera interna é agradavelmente isolada do mundo exterior (ser autoentusiasta não é fazer questão de só dirigir "cadeiras elétricas").

Para quem faz questão de não sentar no banco traseiro...
...e para quem faz

Os freios a disco ventilado nas quatro rodas são generosos, dianteiros de 345 mm de diâmetro e traseiros, 314 mm, e param o grande carro com total facilidade. O câmbio "da casa", que é epicíclico, prima pela precisão e suavidade das trocas automáticas, que também podem ser manuais pela alavanca (nada de borboletas), subindo marcha como deve, para frente. Notável é o tênue avanço lento (creeping). Tirando-se o pé do freio leva uma fração de segundo para o carro andar e o faz bem lentamente, de maneira  conveniente, além de contribuir para consumir menos combustível no anda e pára.

É dirigido com completa facilidade e pode-se impor ritmo enérgico como se fosse um carro menor. Aponta bem nas curvas e as contorna produzindo aceleração lateral considerável, sem escapadas de frente ou de traseira. A distribuição de peso não é BMW, mas chega perto: 52-48% dianteira-traseira.

Agilidade e comportamento dinâmico primorosos mesmo em curvas de esquina feitas rapidamente

Eu atrás de mim: sobra espaço
Em seu banco traseiro direito, o passageiro é tratado como rei, com todo tipo de ajuste elétrico, que inclui apoio para pernas e massageador, além de dali mesmo haver acesso aos mais diversos controles localizados no prolongmento do descansa-braço. Há até tela de LCD escamoteável para assistir à televisão ou vídeos, sem contar o controle total da climatização. Sob o descansa-braço propriamente dito há uma geladeira de verdade. E para fechar as portas, nada de fazer força ou bater, é só encostar e elas são succionadas até o fechamento total.

Tratamento VIP a quem vai no banco traseiro direito. A tela de 10  pol. é escamoteável

Mas quem vai no banco do motorista também é rei, ao ter nas mãos a excelência de algo muito bem feito, em todos os aspectos. A maneira como se desloca – pelo tamanho, como se esgueira – no tráfego, ajudado por uma posição de dirigir perfeita, impressiona. A suavidade do motor incita a acelerá-lo, fora que são poucos os carros hoje que entregam potência máxima a 6.500 rpm. Ou rodar calmo, em que o câmbio chega rapidamente à 8ª marcha, as marchas sempre indicadas no painel. A calma do motor está até na marcha-lenta de 600 rpm, em que não se escuta e não se sente nada.
 
Não tem o que inventar: instrumentos "à Wolfsburg" e conversa encerrada. E conta-giros à esquerda, claro, sem esquecer do ponteiro do velocímetro na vertical a 130 km/h
Por falar nisso, a v/1000 em 8ª é 59,1 km/h, permitindo cruzar a 120 km/h a 2.030 rpm. Em 7ª, 51,1 e em 6ª, 39,8 km/h. A velocidade máxima é atingida em 6ª a 6.800 rpm, já que a 7ª é insuficiente para o motor atingir a rotação de potência máxima ou chegar perto dela (5.300 rpm).

Câmera frontal com lente grande angular
Não me preocupei em medir consumo num carros desses, mesmo porque por ser carro não emplacado eu não gostaria de me ver parado pela fiscalização. Por isso só andei num pequeno trecho de planalto na Rodovia dos Imigrantes e um pouco mais na cidade. Os dados da fábrica, na origem, indicam consumo médio de 1 litro por 8,8 km, lembrando que nessa caso a medição foi feita com gasolina sem álcool de 98 octanas RON, a requerida pelo motor. No Brasil, deve-se usar gasolina premium e quem não fizer questão de gastar menos reais, Podium.

Porta-malas de 474 litros, o mínimo para um carro desse porte
O Equus tem tudo o que se espera, como pode ser visto adiante na lista de equipamentos, menos um item que eu e muitos consideram essencial hoje: o navegador GPS. Faltou incluí-lo no pacote Brasil. Como também faltou a faixa degradê no pára-brisa. Duas providências fáceis.

E as vendas do Equus, como andam? Evidentemente, não é carro de volume. Do meio do ano passado até o final de março foram vendidas 40 unidades, o que, anualizado, corresponde a cerca de 50 carros, "dentro da nossa previsão", diz a assessoria.  É compreensível que nesse segmento o mercado dê preferência pela tradição, em que um dos objetivos é status. Mas se houver quem não ligue para isso e queira embarcar num eficiente superluxo, deve voltar os olhos para bem longe, no outro lado daquele grande oceano que não nos banha, o Pacífico. No processo, economizar um bom dinheiro, já que o Audi A8 está saindo por R$ 530 mil, o Mercedes S500, R$ 600 mil e o BMW Série 7, que está sem preço no momento, não foge muito dos seus compatriotas.

De resto, é imaginar estar com um Equus desses – já tem até versão 5-litros de 435 cv na Coréia do Sul – e encostar no "trio de aço alemão" que segue limitado a 250 km/h numa Autobahn e lhes dar tchauzinho...


BS




FICHA TÉCNICA HYUNDAI EQUUS VS460

MOTOR
Instalação/configuração
Dianteira, longitudinal / V-8
Material do bloco/cabeçotes
Alumínio
Diâmetro x curso (mm)
92 x 87
Cilindrada (cm³)
4.627
Aspiração
Natural
Taxa de compressão
10,4:1
Potência máxima cv/rpm
366 a 6.500
Torque máximo m·kgf/rpm
44,8 a 3.500
N° de válvulas por cilindro
4
Árvore de comando de válvulas
Dupla, ambas de fase variável, correia dentada
Formação de mistura
Injeção no duto
ALIMENTAÇÃO
Combustível
Gasolina 98 octanas RON
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes
Traseiras
Câmbio
Automático epicíclico, Shiftronic
N° de marchas
8 à frente e uma à ré
Relações de transmissão
1ª 3,665; 2ª 2,396; 3ª 1,610; 4ª.1,190; 5ª 1,000; 6ª 0,826; 7ª 0,643; 8ª 0,556; Ré 2,773
Relação do diferencial
3,909
FREIOS
De serviço
Hidráulico, ABS
Dianteiro
A disco ventilado 345 mm Ø
Traseiro
A disco ventilado 314 mm Ø
SUSPENSÃO
Dianteira
Independente, multibraço, mola pneumática, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira
Independente, multibraço, mola pneumática, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo
Pinhão e cremalheira, assistência eletroidráulica, Servotronc
Diâmetro mínimo de curva (m)
12,1
RODAS E PNEUS
Rodas
7,5J x18, alumínio
Pneus
245/50R18W
CONSTRUÇÃO
Tipo
Monobloco em aço, 4 portas, 4 lugares, subchassi dianteiro
PESOS (kg)
Em ordem de marcha
2.005
Carga máxima
325
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento
5.160
Largura
1.900
Altura)
1.495
Distância entre eixos
3.045
Bitola dianteira/traseira
1.625 / 1.641
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx)
0,27
Área frontal (m², estimada)
2,27
Cx x A (m²)
0,613
CAPACIDADES (L)
Porta-malas
474
Tanque de combustível
73
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h)
273
Aceleração 0-100 km/h (s)
6,5
CONSUMO (fabricante)
Médio (km/l)
8,8
CALCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 8ª (km/h)
59,1
Rotação a 120 km/h, 8ª (rpm)
2.030
Rotação à vel. máx., 6ª (rpm)
6.800
GARANTIA
Prazo
5 anos




EQUIPAMENTOS HYUNDAI EQUUS VS460

PAINEL
Aquecimento do volante
Ar-condicionado de duas zonas com sistema automático de controle da qualidade do ar, ionizador e filtro anti-pólen
Bluetooth com atendimento do celular no volante
Botão de partida (Start)
Chave inteligente
Computador de bordo com 7 funções e viagens A e B
Console central do painel e volante com acabamento metalizado
Entrada iPod, USB, Auxiliar
Multimídia - entretenimento premium, tela de 8 pol.
Painel de instrumentos Spervision 3D
Porta-luvas com fechadura a chave
Rádio HD integrado com leitor de CD, DVD e MP3
Sistema de informação parao motorista, botão giratório, 8 vias de rolagem, botão Enter
Sistema de áudio Lexicon Logic 7.1 canais do 528 W de potência, 17 alto-falantes
Volante de direção ajustável eletricamente em altura e distância
Volante e painel revestidos de couro
BANCOS
Ajuste do banco do motorista em 12 direções
Banco traseiro direito com massageador
Bancos com aquecimento e resfriamento
Bancos em alcantara costurados à mão
Bancos revestidos de couro
Bancos traseiros com controle de áudio, aquecimento e ajuste elétrico
Encostos de cabeça dianteiros com ajuste de altura
Memória (2) nos bancos dianteiros
CONFORTO E COMODIDADE
Abertura e fechamento automático do porta-malas
Console central com compartimento e apoio de braço
Console de teto com porta-óculos e luzes de cortesia
Controle centralizado das portas e vidros iluminados em LEDs
Controle do banco dianteiro direito pelos passageiros do banco traseiro
Cortinas nos vidros laterais traseiros e traseiro de acionamento elétrico
Desembaçador do vidro traseiro
Distribuição de climatização para o banco traseiro
Função 3-piscadas do indicador de direção
Iluminação no porta-malas e porta-luvas
Interruptores das portas incorporados nas maçanetas
Memória da posição do volante e dos espellhos externos
Mesa escamoteável no encosto do banco dianteiro direito
Retrovisor interno eletrocrômico
Retrovisores com orientação para baixo ao engatar ré
Tela LCD de 10 pol. para os passageiros do banco traseiro
Travamento de portas a distância
Vidros laminados acústicos
SEGURANÇA VEICULAR
Controle contínuo da carga dos amortecedores
Controle de cruzeiro adaptativo
Controle de estabilidade e tração
Freios ABS com EBD
Nivelamento constante da suspensão traseira

 

88 comentários:

  1. Excelente, Bob! Desde que o senhor comentou que estava fazendo o teste desse modelo, eu fiquei aguardando. O CEO da minha empresa tem um e só anda com motorista. Espero um dia poder dar um passeio em um Equus, nada de dirigir; só curtir no banco traseiro! Deve ser mais confortável que meu sofá.

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    1. Concordo com você! O principal atrativo desse carro é o conforto e requinte que ficam atrás. Dirigir é muito bom, mas quando se tem tudo isso atrás, podemos relaxar! Até porque, se a gente aparecer conduzindo um carro desse, logo vão nos rotular como motorista profissional. hehe E muito provavelmente a maior parte do tempo o passegeiro estará trabalhando no banco traseiro, seja tendo uma conversa de negócios, ao telefone, na internet...

      Aposto que esse CEO citado por você dificilmente dirige esse carro, única excessão, se houver, será no fim de semana, na folga do motorista. hehe

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    2. Duvido que o CEO ponha a mão nessa barca, nem em fim de semana. Domingão de manhã, ele pega o boné, a raquete de tênis, e vai pro clube... de Porsche 911.

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    3. Se eu fosse o CEO, dirigiria o Equus. Um motor V8 com uma tração traseira e números de desempenho tão bons são um grande convite para acelerar esse carro.

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    4. Sou o anônimo da primeira mensagem. Esqueci de comentar um detalhe que inclusive foi destacado no título e mencionado no texto: conversando com meu gerente, que é mais chegado do CEO, ele comentou que foi exatamente a questão do preço que fez o CEO optar pelo Equus. Afinal, o cara tem muito dinheiro sobrando, mas não vai perder a oportunidade de economizar.

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    5. Ao mesmo preço, eu, no lugar dele, escolheria com certeza uma Série 5 ou uma Classe E. Bem menos ostensivo que este Hyundai, e com um toque alemão de classe.

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  2. Pode ser bonito, potente, confortável, quero ver se precisar de alguma peça. Especialmente alguma eletrônica, algum sensor... o sofá de trás vai virar sofá mesmo, imóvel, um bom tempo estacionado na oficina!

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    1. Elio Filho,
      Certamente poderá ser um problema, mas ele não seria o único a enfrentá-lo.

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    2. Claro que poderá gerar certo desconforto - apenas de não ter esse carro específico à disposição. Mas para quem tem um carro que custa mais de 300 mil reais, fica fácil alugar um carro tão bom quanto por algum tempo.

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    3. Nenhuma marca trabalha com um estoque grande de peças. Se precisar de um item que não seja de desgaste, vai precisar importar. Mas isso não é exclusividade da Hyundai. Pode apostar que as alemãs são do mesmo jeito. Afinal são peças caras, de pouca rotatividade no estoque e o nº de modelos cresce ano a ano.

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  3. ESSE é um carro premium.
    V8 de 366 cv e 44,8 m.kgf em um sedan grande com tração traseira, é a descrição do que eu adoro em um carro, deve ser uma delícia dirigir um monstro desses. E ao contrário do amigo Anônimo 12:14 acho que seria uma pena ter a oportunidade de andar num carro desses e não estar comandando a máquina.

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  4. Lorenzo Frigerio19/04/2013, 12:48

    Acho o Kia Cadenza mais legal no estilo. Sugiro, se possível, teste desse carro, e também do Optima.

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    1. Lorenzo,
      Já andamos no Optima, embora só no lançamento, falta um No Uso. Veja no meu menu de testes. Cadenza, anotado.

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  5. Isto é que eu chamo de custo-benefício, he, he, "pero" cá entre nós: eu não deixava nenhum do trio alemão por este aí. Não meeeeeeeeeesmo!

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    1. Depois do lek lek da mercedes....eu deixaria sem problemas.

      João Paulo

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    2. Vc esta certo Mr.Car .. quem sabe sabe!
      Mesmo que num modelo menor e mais simples nao trocaria qq um do trio alemao por esse carrao!

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    3. João Paulo, não sejamos tão radicais. Aquela heresia do lek lek não foi para um comercial de S500. Eu deixaria no máximo o Classe A, he, he! Nas outras classes, eu não desconsideraria um Mercedes.

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  6. Mr. Car
    Se você o dirigisse mudaria de idéia, tenho certeza. Fiquei surpreso com o jeito de o carro andar. O conforto, como eu disse, já esperava.

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  7. Bob,
    É o equivalente coreano do Toyota Century ou ainda é um patamar inferior?

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    1. Anônimo 19/04/13 13:12
      Sim, são do mesmo porte.

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  8. O desenho dele me lembrou o Mercedes Classe S. Deve ser mesmo uma delícia dirigir um desses.

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    1. Marcelo R.
      De fato é. A resposta de direção e agilidade impressionam, especialmente considerando o porte do carro.

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  9. Bob, ele desengata a marcha quando parado, depois de alguns segundos? Uma coisa chata de carro automático é que num engarrafamento você tem que ficar o tempo todo segurando o carro no freio. Eu lembro que um modelo da Chevrolet (Vectra B ou Astra, não lembro) tinha como característica o desengate de marcha com ela em D depois de 3 segundos do carro parado. Ao acelerar o cambio efetuava o engate.

    Uns 10 anos atrás manobrei um Classe E que não tinha creeping, o que foi enervante porque ele só se mexia ao acelerar, o espaço de manobra era apertado e o dono estava olhando pra mim...

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    1. O chevrolet era o Astra .. Esses dias manobrei uma L200 Triton V6 sem creeping também , que camionete grande . Mas na segunda vez já tinha pego a manha e boa ..

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    2. Ernesto Jr
      Surpresa total, esse câmbio não ter creeping.

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    3. Bob como faço Engenharia , tirei a conclusão com base em Mecânica dos fluidos , que a viscosidade do óleo é muito alta e por perda de carga não tem rotação no conversor de torque e por fim o creeping . Perdoe me os excessos de termos técnicos da Engenharia .

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  10. Lembra muito os Mercedes ,parece ser muito bom,conforto ,interior agradável , painel correto nem parece um Hyundai , só o excesso de cromados que me desagrada . Concorrência é sempre algo bom.

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    1. Speedster
      Também não gosto de cromados, mas é moda que está voltando.

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  11. Clésio Luiz,
    Como escrevi, só depois de uma fração de segundo é que ele se movimenta, portanto deve ter um controle de neutro como tinha o Vectra B e acho que o Astra nacional também. Mas tudo é muito discreto e o conta-giros nem mexe como no Vectra. Não há informação da fábrica/importador a respeito. Agora, essa do Classe E não ter creeping é surpreendente.

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    1. Era um modelo do final dos anos 90, aquele lançado em 1995 com os 4 faróis redondos. Podia ser desgaste da transmissão, talvez.

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    2. Óleo ruim e conversor de torque detonado fazem isso! As vezes a marcha lenta tb pode estar desregulada e a rotação muito baixa acabou diminuindo o poder de "creeping" da transmissão... muitas hipóteses!

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  12. Mesmo que pudesse comprar um, não trocaria a tradição de um alemão ou inglês pela "incerteza" de um coreano. Aliás, é a primeira vez que lembro de ver um motor V8 num modelo oriental.
    Mas é interessante saber que ele tem tração traseira, rara hoje em dia.
    A falta do GPS é absolutamente imperdoável.

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  13. Carro fantástico! Bonito, luxuoso e beeeem mais barato que a concorrência. Impressionante os 273 km/h, difícil é acreditar que alguém deixaria o chofer atingir essa velocidade.

    Bob, tenho uma dúvida: a máxima é atingida na 6a das 8 marchas disponíveis, bem como a maioria dos carros que atingem sempre numa marcha inferior. Eu não consigo entender o por que disso, se na maior marcha o motor gira menos e a roda mais. Eu não sou mecânico, mas imagino que a transmissão não fuja muito de um simples câmbio de bicicleta, onde o pedal gira menos que a roda na última marcha, e o contrario quando está na primeira. Portanto, por que não conseguimos atingir, na maioria dos casos, a velocidade máxima na última marcha? Num carrinho comum de 5 marchas, o que aconteceria se eu estivesse na máxima em 4a e colocasse a 5a?

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    1. Felipe - Carros do Portuga
      Velocidade é função da potência e esta ocorre a determinada rotação, em geral um pico (alguns Audi estão com faixa de potência máxima e não pico, mas é raro). A velocidade máxima que um carro pode atingir depende de essa rotação de potência máxima ser alcançada. É isso o que os engenheiros fazerm, "casar" o motor com o câmbio para obter esse resultado. Ao contrário do que você disse, a grande maioria dos carros atinge velocidade máxima na última marcha. Já um carro de máxima em 4ª estando em velocidade final, ao passar a 5ª a velocidade diminui. O mesmo na bicicleta, se você seleciona uma marcha pesada (longa) demais, você não terá potência nas pernas para fazê-la andar tão rápido quanto se estivesse numa marcha menos pesada (não tão longa).

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    2. Olá.
      Conforme a velocidade do veículo aumenta, aumenta a potência requerida para mantê-la, em uma relação exponencial. É função de sua forma, tamanho e peso, por isso o Bob fala em área frontal corrigida.
      Então a velocidade máxima depende da potência disponível, fornecida pelo motor. Para o mesmo carro se for x será uma e se for 2x será maior mas não o dobro.
      Então a potência do motor pode ser determinada em uma reunião do pessoal do marketing ou seja, essa é uma característica que vai posicionar o veículo no seu mercado. Um carro urbano, não precisa correr muito de modo que o motor pode ser menos potente, ao contrário de um esportivo.
      Veja que até aqui não falamos em câmbio e marchas de modo que a escolha também é assunto do marketing: tá na moda câmbio de caminhão com 16 marchas? OK, 16 marchas. Então a engenharia pode escolher as relações de marcha de modo a que a máxima velocidade seja atingida em uma delas antes da última e ficam as seguintes para o carro viajar a velocidades menores, quando a potência requerida é menor e a potência disponível estará lá numa rotação bem mais baixa que a máxima com vantagens para o consumo, ruido, vida útil da máquina, etc.
      Só para completar, a relação da primeira é determinada pelo ângulo máximo que o veículo tem de vencer a partir da imobilidade, completamente carregado.
      Claro que há outros fatores que interferem no projeto do câmbio de modo que um dos bons colunistas deste blog poderá fazer um post mais extenso e correto do que estas poucas linhas.
      Mas acho deu pra ter uma idéia.
      AAM

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    3. Se ele conseguisse atingir os 6800 rpm em 8ª marcha o carro chegaria teoricamente a mais de 410 km/h, porém existe a resistencia do ar que na verdade é uma força opositora ao movimento, que a estas velocidades estas forças são altissimas, e pra vencê-las e elevar a rotação até os valores citados, o motor teria que ter, a grosso modo, pelo menos 2,5 vezes a mais de potência, esta é a matemática do negócio.

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    4. Perfeito Bob! Consegui entender, obrigado.

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  14. Quem compra um Mercedes hoje, daqui a dez anos ou vinte anos terá um "Mercedes".
    Quem compra um Equus hoje, daqui a dez ou vinte anos, terá: um carro coreano...não lembro se é Hyundai, Kia...não é Daewoo??, sei que é grandão e está parado há 5 anos por falta de peças e nem o desmanche quer ficar com ele....

    Ass: Zé do Galo

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    1. Zé do Galo
      Pode acontecer mas não é regra. Há muito carro antigo sul-coreano e japonês desconhecido rodando por aí.

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    2. Zé do Galo,

      Pode acontecer sim, mas sua posição é totalmente preconceituosa!

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  15. Bob, belo carro, mas um pouco grande para meu gosto. Aproveitando, já que vc está com contatos na Caoa, quando vcs vão fazer um "no uso" de um Impreza ou Legacy 2.0. Nunca vi nada sobre eles no blog.

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    1. nrporto
      Chegaremos lá, esteja certo. O problema é a Caoa não ter sistemática e frota de teste. Mas agora tem presidente executivo novo lá, o Antônio Maciel, que foi presidente de Ford, e as coisas deverão mudar.

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  16. Bob, parabéns pela avaliação. Não encontramos essa fidelidade de testemunho alhures no Brasil. Espero que os anos preservem seu espírito entusiasta! De coração mesmo.

    Por favor, responda: em um carro desse porte e embarcado com tanta tecnologia, a condução não causa uma certa letargia, em viagem de cruzeiro? Ou melhor, é possível sentir as forças físicas atuando sobre o carro no contato com o chão?

    Grande abraço!

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    1. Nícolas,
      Obrigado. O que se chama de letargia na verdade é a terceira segurança, pouco comentada, a segurança preventiva, a que dá ao motorista a melhor condição de dirigir para que erre o menos possível. Banco confortável e com bom apoio lombar, climatização, boa visibilidade em todas as direções e, principalmente, ausência de ruídos até mesmo os aerodinâmcos, sem contar correntes de ar no interior. É como dormir com o ventilador ligado virado para nós, chega uma hora em que começa a irritar. Quanto às forças físicas, sente-se todas num carro desse nível também, inclusive a aceleração lateral. Acho graça quando alguém comenta que a direção do carro tal é comunicativa. Comunicar o quê, o piso? Direção é para conduzir o carro nas curvas, a comunicação fica por conta da ação das forças sobre o corpo, tanto longitudinais quanto lateral.

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    2. Comunicativa, sim, informando o estado de aderência das rodas dianteiras, se os pneus estão traduzindo o comando do volante. Por exemplo, a excelente direção comunicativa do Focus e a direção muda do Civic.

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  17. João Carlos19/04/2013, 18:14

    Esse limite de 250 km/h é somente entre fábricas alemãs, menos a Porsche?

    Pra nós pode não fazer diferença, mas certamente faz pra quem trafega nas rodovias sem limite.

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    1. João Carlos,
      Sim, o limite resultou de um acordo de cavalheiros entre Mercedes-Benz, BMW e Audi, ao qual a Porsche não aderiu.

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  18. 273 km/h?????

    CARAAAAAAMBA!

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    1. Piaca
      Nao se espantte com isso
      Meu Si Está com um K24 e também atinge 270!

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    2. Eu sei disso....o Black Bull era K20 e chegou a 271Km/h reais no gps...e isso pq acabou a pista, senão ia mais....

      Os meninos da RIU são os melhores!

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  19. Bob,o senhor tocou em um ponto importante quanto ao câmbio deste carro. "Nada de borboletas". Penso que é um modismo que já encheu,pra dar a ilusão aos donos de estar guiando um Fórmula-1.
    Outro ponto,com a taxa de compressão que tem,ele pode tirar proveito das gasolinas Premium e Podium?

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    1. Daniel,
      Essa é a gasolina indicada, pode ser que tenham otimizado o motor para ela, avanço, mistura etc. Falei Podium porque está difícil encontrar a premium. A própria Petrobrás não a tem mais nos seus postos.

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    2. Li um artigo antigo seu aqui no Blog dizendo que nossa gasolina premiun era apenas a Super (comum) da europa, adicionada de álcool que assim daria 98 RON.

      Então quer dizer que a nossa comum seria a 91 RON - que ainda vende em alguns mercados - mais o etanol que daria 95 RON.

      Isso significa que a qualidade de refino, craqueamento (não sei se é esse o termo) e impurezas da nossa comum seria equiparada a uma gasolina 91 RON que praticamente não é mais recomendada?

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    3. oliveirajc
      Quase isso. A nossa gasolina premium é a Super Plus da Europa, 98 RON. Como essa octanagem resulta da mistura com 25% de álcool, isto significa que refinamos gasolina 95 RON, esta a Super européia, a mais usada lá. Mas a gasolina cavalo-de-batalha brasileira é de 91 RON, que com 25% passa a 95 RON, o que nos iguala em octanagem – gasolina mais usada por gasolina mais usada – à Europa, apenas com menos poder calorífico devido à porcentagem de álcool na mistura. Quanto à gasolina 91 RON, não é que não seja recomendada, apenas não tem octanagem suficiente para os motores atuais. E também não quer dizer que ela seja impura. Lembre-se que mesmo num BMW é autorizada a gasolina 91 RON, com a observação (no manual) de que a potência cai e o consumo aumenta, por conta da alteração automática do mapa de avanço de ignição a partir da informação que chega do sensor de detonação. No Leste europeu ainda existe gasolina 91 RON, que faz muito tempo que não temos mais nos postos daqui. Só para complementar, a antiga gasolina azul era de exatamente 95 octanas RON, sem álcool (na verdade, 3% a 5%, o governo mandava colocar para dar uso à cana-de-açúcar colhida que era transformada em álcool).

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    4. Valeu Bob.

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  20. Se o CAOA considera o Azera como o melhor carro do Universo, o que dirá do Equus ?

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  21. O tipo de carro que eu adoro. A barca mesmo. E que barca! Que painel! Como diz uma famosa propaganda, há coisas que não têm preço. Um test-drivezinho e eu lambia os beiços...

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  22. Hoje no trabalho ouvi uma conversa sobre carros entre dois senhores:
    "Carro é Toyota, já esses coreanos aí desmancham em menos de 1 ano."

    Não levanto a bandeira de marca nenhuma, mas não entendo o motivo de tanto preconceito contra os carros coreanos, mesmo eles já tendo provado que são tão bons quanto outros de qualidade já reconhecida.

    Bob, ótimo carro e ótimo avaliador, como sempre!

    dicieri

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    1. Esse pessoal avalia carro apenas pelo nome, e torcem por determinada marca igual time de futebol. Isso não é gostar de carro.

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    2. No mercado dos EUA, a Hyundai precisa praticar um preço inferior aos concorrentes diretos de outras marcas para conseguir manter e/ou aumentar as vendas. O desconto já foi bem maior, mas ainda existe, precisam.

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  23. Muito bom. Mas andei reparando os comentários: alguns depreciativos e sem fundamentos, e outros comparando o Equus ao trio alemão.

    No primeiro caso, vejo as viuvinhas das outras marcas, incrédulas por terem pago tão caro em carros anos a fio, pregando uma ridícula fidelidade a marcas e/ou origens. E agora vem os coreanos (e os chineses...)e esfregam na nossa cara o quanto fomos e somos trouxa. É duro acreditar. Sim, porque uma breve olhada nos preços de poucos anos atrás para ver como a situação já foi crítica. Só para lembrar, em 2006 um Vectra Elite chegou a custar mais de 90 paus, assim como o Civic um ano depois. Posso garantir que a chegada maciça dos coreanos forçou essa turminha a baixar a bola. E aí, como fica a cara de quem pagou mais caro num Vectra do que num Azera? O ataque passa ser a melhor defesa e dá-lhe a inventar coisas dos Hyundais, Kia e companhia. E outras baboseiras do tipo "Honda não quebra".

    No segundo caso, a comparação, vejo o seguinte: se está sendo comparado é porque é no mínimo parecido. Ninguém em sã consciência compara coisas díspares. Ou seja, o carro tem qualidades para enfrentar os melhores BMW, Audi e MB. Se vai ser melhor é outra história, mas só de ser comparável, já mostra quão bom é o carro.

    Eu não dou a mínima para a origem de um carro. Eu quero é carro bom, e de preferencia a preço justo. Se é alemão, coreano ou chinês pouco importo. O MAO que me desculpe, mas pedigree para mim nada significa. Há vira-latas fantásticos, seja literal ou figuradamente.


    Lucas CRF

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    1. Concordo em gênero, número e grau com você. Só o fato de a Hyunday conseguir fabricar um carro que bate de frente no segmento de Serie 7 e A8 já mostra que, incompetentes eles não são.

      Se a pessoa gosta mais de um Mercedes, compre o Mercedes. Se prefere um Audi com tração em toda as rodas, que compre. Se não gostou do design do Equus, beleza, mas agora o pessoal que tem mero preconceito só por causa do "trio alemão", esses na minha opinião devem ao menos abrir a mente. Não precisa nem gostar, apenas deixar de tratar arros alemães nesse segmento como times de futebol.

      Mendes

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    2. É isso aí, Mendes!

      Abraço

      Lucas CRf

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  24. Muito interessante o carro, isso mostra que os coreanos e chineses estão jogando a partida, mas ao meu ver, acho que mesmo eles mostrando seus atributos, mas não vejo nenhum carro daquelas bandas que tenham um custo beneficio bom, pois estão tão ou mais caros que a concorrência e ainda utilizam de artifícios baixos e enganosos para levantar a suas marcas, o que é uma pena pois eles poderiam trazer carros bons e baratos, mas aprenderam como o consumidor brasileiro é o pior e mais mal informado do planeta.

    Por isso que eu não ligo muito para essa galera ai, pois queimaram seus filmes logo de cara e ainda faz a gente de idiota, mais ainda que a turminha "nacional".

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  25. Roberto Tavares20/04/2013, 11:46

    Bob, interessante esse carro, apesar de não eu não precisar de um carro tão grande nem poder pagar por um motorista para aproveitar do conforto que ele oferece no banco traseiro. Mas é bom saber que temos mais uma opção nesse segmento aqui no Brasil, por um preço mais baixo.

    Eu estou escolhendo meu carro novo e estou entre dois lançamentos: o DS4 e Classe A, ambos testados pelo senhor. Qual desses modelos o senhor acha o melhor?

    Roberto Tavares (primeira vez que comento)

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  26. Antônio, e verdade que muitos coreanos e chineses estão caros. Mas vc se esqueceu do super IPI, encomendado sob medida pelas grandes para ferrar principalmente as coreanas e chinesas? Com um imposto brutal desse fica realmente difícil manter um preço decente.
    Porém, reafirmo que a chegada dos carros dessa origem forçou a queda de preço de todos os outros. Vide por exemplo o Fiesta Rocam"anti—jac". Esse carro, nos idos de 2008, beirava os 50, com todas os opcionais. Hoje, pode ser encontrado por aproximadamente 35.

    Lucas CRF

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    1. lucas crf
      É preciso ficar claro que a pretensão da industria aqui estabelecida – que não é nacional mas transplantada – em se proteger, é mais do que legítima, pois investiram maciçamente aqui durante décadas. A ameaça sul-coreana e chinesa é mundial, não é só aqui, e todos, de uma forma ou de outra procuram se defender, até mesmo os chineses lá na China. O lado positivo foi o governo aproveitar o reclamo da indústria estabelecida e impor condições a ela por meio do programa Inovar-Auto para que se livre dos 30 pontos porcentuais adicionais no IPI, que foi para todos os participantes do nosso mercado, não só para sul-coreanos e chineses. Isso gerou, para benefício do país, a vinda de novas fábricas, como JAC, Chery, BMW, Nissan e outras em planejamento, aumentando a oferta no curto prazo e, principalmente, gerando empregos, e também investimentos da própria indústria local para poder atender ao programa. O lado negativo da sobrecarga do IPI foi ter sido feito na calada da noite, sem aviso prévio, aí sim, usando um termo seu, ferrando quem tinha uma vasta operação de importação e distribuição via concessionárias e estava jogando totalmente dentro das regras. Falei a respeito disso num post no ano passado..

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    2. Sim, Bob. O que você colocou é de fato esclarecedor, e mostra a questão por outro angulo. O que acho errado são as críticas sem fundamentos a esses carros e, no lado oposto, uma defesa passional de carros de outras origens. Completo que para o consumidor, acho que a chegada dos coreanos e chineses foi positiva, deixando algumas coisas, entre elas o alto preço cobrado pela demais, em evidência.

      Abraço

      Lucas CRF

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    3. Lucas CRF
      Quem pode garantir que as fabricantes daqui tinham preços altos demais? Só a Fiat é S.A., o resto é Ltda. A Fiat publica obrigatoriamente balanço e o "lucro exagerado" dela é 10%, está lá. E quem garante que a Ford não baixou o preço do Ka, ficando até abaixo do custo, só para sustentar participação de mercado, se ela não publica balanço? Tudo no Brasil é mais caro que no exterior, especialmente EUA, de McDonald's a diárias de hotel, exceto refrigerantes, cafezinho e cigarro.

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    4. Bem, Bob, como sabemos essa questão de preços de nossos carros já foi muito discutida por aqui, e não seria polido de minha parte nela insistir, visto as regras do blog para os comentários. Veja bem, eu considero que, dados os preços históricos e o que se pratica no exterior, há muita muita gordura para ser queimada por aqui. Menos que antes, mas ainda há muita.

      Mas tudo bem. Se um dia vier um post cuja temática seja preços, ou que nele caiba inseri-la, terei grande prazer em continuar a conversa, ok?

      Ei, mas cá entre nós: achei muito bem vinda a chegada dos coreanos e, por que não, a dos chineses.

      Abraço!

      Lucas CRF

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  27. Roberto Tavares
    Só cabe apontar o melhor quando se tratar de comparativo, o que não foi o caso. É pela leitura que o leitor toma sua decisão, baseado naquilo que lhe é fundamental num carro. Por exemplo, se desempenho vem em primeiro lugar, o leitor tem essa informação. Dizer aqui qual eu acho melhor feriria a ética, espero que entenda. E comente sempre.

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  28. Renan Katumata20/04/2013, 15:18

    Um lindo carro, tive a oportunidade de ver um ao vivo, em um posto onde abastecia o meu carro. É composto de um luxo.
    Incrível como os V8 "atuais", estão bem mais econômicos.

    Teria um desses sem problema. Mas não abandono o meu Santana 97 vulgo Darth Vader por nada neste mundo.


    Abraços.

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  29. Roberto Tavares20/04/2013, 15:34

    Claro! Entendo perfeitamente, Bob. Com certeza as suas avaliações me ajudarão a tomar uma decisão, claro, após um test-drive também. Obrigado pelo esclarecimento.

    Roberto Tavares

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  30. Parabéns pela reportagem ! Excelente ! Pessoal do AE tenta pegar um Cadenza e um 300c dessa nova geração para nos dar as vossas impressões por favor !

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    1. Amigo, o 300c já foi avaliado aqui no blog. Dê uma olhada no link abaixo sobre as impressões do Bob Sharp.

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2012/05/bem-vindo-de-volta-chrysler-300c.html

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  31. Bob, poderia dar detalhes do funcionamento de fechamento automatico das portas?!
    abçs

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    1. Nao sei nesse carro. Mas nos mercedes dos anos 90 que tinham esse sistema, existia uma bomba que fazia a sucçao. Um motor que fazia vacuo e "puxava" a porta. E na fechadura tinha outra peça que eu nao lembro se chamam de pistao, mas acho q é isso mesmo que "interpretava" quando a porta estava encostada para ele puxar.

      Fonte: A nossa estragou e eu tive que arrumar =D

      Att. Lucas

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  32. Thiago,
    Preciso obter a informação completa, mas certamente o sistema é elétrico e está na própria fechadura, pois é preciso encostar a porta. Vou ver e depois digo.

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  33. Saudações!
    Carro interessante pelo custo/benefício.
    Seria muito interessante se houvesse uma avaliação do novo fusion titanium no uso.
    Desde já; grato!


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  34. Alguem por gentileza pode me explicar:

    coletor de admissão de dois roteiros

    área frontal estimada

    área frontal corrigida

    v/1000


    Leio as materias e as vezes nao entendo as informacoes mais tecnicas e gostaria de saber mais.

    Att Lucas.

    Desde ja obrigado.

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    1. Lucas
      Foi bom você se manifestar. Como o AE é uma publicação especializada, é natural que haja termos específicos da área. Suas dúvidas:
      - O coletor de admissão de dois roteiros é que se chama normalmente de coletor de admissão variável. O coletor consiste de dois caminhos para que o ar chegue ao motor, um maior e outro menor. A escolha é feita automaticamente pelo sistema de gerenciamento eletrônico, por meio de uma válvula-flape, de modo a favorecer o enchimento dos cilindros em toda a faixa de funcionamento do motor, desse modo otimizando esse enchimento e tornando o motor o mais elástico possível.
      - A área frontal é calculada quando o fabricante não a informa, por isso é estimada. O cálculo é simples, largura multiplicada pela altura, em metros, multiplicado por 0,80.
      - A área frontal corrigida é o produto do Cx (coeficiente de arrasto) pela área frontal. Como esta tem unidade (metro quadrado) e o Cx não, é apenas índice, o resultado é a área frontal corrigida, o fator mais importante no "furar" o ar à frente do veículo.
      - a v/1000 é a velocidade do veículo numa determinada marcha do câmbo estando o motor a 1.000 rotações por minuto (rpm), obtida por cálculo que leva em conta a medida do pneu das rodas motrizes e as relações da marcha e do diferencial. Sabendo-se a v/1000 pode-se saber a que rotação está o motor numa certa velocidade naquela marcha. Por exemplo, se a v/1000 na última marcha é 40 km/h, a Regra de Três 120 x 1.000 dividido por 40 mostra que o motor estará a 3.000 rpm. Mas, na prática, nem é preciso regra de três, basta dividir 120 por 40 e multiplicar mentalmente o resultado por 1.000. A v/1000 é util também para saber a rotação do motor com o carro na sua velocidade máxima. Se ela é, por exemplo, 210 km/h, dividindo-a pela v/1000, no caso 40 km/h, o motor estará a 5,25 ou, multiplicando mentalmente por 1.000, 5.250 rpm.

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    2. Muito Obrigado. Agora cada vez que nao entender uma coisa nas materias vou perguntar ja que prontamente alguem se habilitou a responder hehehe.

      Muito Obrigado.

      Att. Lucas

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  35. Bob,

    Bela materia,e, que nave hein?
    Tinha mesmo curiosidade do seu comportamento dinâmico e confesso que fiquei surpreso (positivamente).
    Para quem nao faz questao de pagar uma etiqueta alemã de um peso pesado, parece-me uma opção bem racional!

    Fernando RD

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  36. Eu dei uma conferida em um Equus num concessionário e fiquei muito impressionado com o carro também. Alguns detalhes que me impressionaram foram o espaço imenso atrás, sugerindo uma vocação limousine, especialmente a sensação de se estar sentado numa confortável poltrona, com os joelhos próximos a 90°, e com abundante espaço para a cabeça. Os materiais são de primeira e são montados com esmero semelhante a um Lexus. O estilo, no entanto, seja dentro ou fora, não é dos mais animadores.

    No geral, especialmente pelo preço, cerca de US65.000 com todos opcionais, é cerca da metade de um Mercedes da série S ou de um BMW série 7 ou de um Audi A8. Sem dúvida não vai roubar vendas desses modelos, que são vendidos para quem deseja tais marcas como grifes e pretende desfilar com carros de mais de US$100.000. No entanto, imagino quantos série E ou série 5 ou A6 não deixaram de ser vendidos por causa do Equus.

    Vale lembrar que talvez as marcas mais ameaçadas pelo Equus e pelo Genesis sejam as japonesas Lexus e Infiniti e Acura. Conheço quem, quando chegou a hora de trocar seu Lexus, preferiu um Genesis.

    A bem da verdade, há meia dúzia de anos proclamei que não poderia me imaginar adquirindo um carro coreano. Pois, no ano passado, crente que ficaria entre um Mazda ou um Honda, um Hyundai foi quem apresentou o melhor produto e o melhor preço, sem compromissos de um ou de outro.

    É de dar gosto ver uma empresa que era o saco de risadas da indústria há uma dúzia de anos atrás hoje impressionar pela qualidade de seus produtos.

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