google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)



O  jornalista Boris Feldman, editor de Veículos do jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, publicou na semana passada comentário sobre extintores de incêndio que bem mostra a roubalheira a que estamos sujeitos na velha e absurda questão da obrigatoriedade do extintor de incêndio nos automóveis. Considero a nota oportuna para o leitor do AUTOentusiastas e ela segue transcrita, com a devida autorização do autor.

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas

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"O GOLPE DO EXTINTOR

Comentei semana passada sobre o “golpe” do extintor. Confira no seu carro: se for do tipo BC, não importa a validade de cinco anos, pois terá que ser jogado no lixo e substituído por um ABC, obrigatório a partir de janeiro de 2015. E cuidado para não empurrarem a você um BC bem barato, pois as lojas querem se livrar do estoque. Exija um ABC. Caso contrário, multa de R$ 127,69 e cinco pontos no prontuário.

O comentário gerou críticas: alguns leitores entenderam que eu defendia o extintor no automóvel, mas foi apenas um alerta para ninguém cair no conto do vigário e levar outro do tipo BC, que só vale até dezembro de 2014. Extintor é uma aberração e não defendo sua obrigatoriedade no automóvel. Na verdade, só mesmo alguns países incoerentes e corruptos como o Brasil ainda exigem o extintor, mesmo com a injeção eletrônica. Depois que ela eliminou carburador e distribuidor, uma dupla que até parece ter sido projetada para botar fogo no carro, são raros os incêndios em automóveis modernos. Fogo, só mesmo em Kombis e Fuscas...

Extintor sempre foi controvertido. Obrigatório desde 1968, o motorista dificilmente se lembra de onde fica e tem dificuldade para operá-lo corretamente. Pior: raramente tem eficiência ao combater incêndio em automóveis. Sua exigência foi motivada por um poderoso lobby de fabricantes que pressionou o Contran para estabelecer sua obrigatoriedade. Outros países aboliram o extintor quando o carburador foi substituído pela injeção eletrônica. E o inacreditável: em vez de abolir o equipamento, a exigência agora é por outro, mais caro e sofisticado.

Há 10 anos, não satisfeitos de encher as burras com o bilionário faturamento de milhões de extintores, seus fabricantes carregaram para Brasília mais alguns “argumentos poderosos“ e conseguiram emplacar no Contran uma outra resolução, desta vez exigindo um novo modelo de extintor. E a lei mudou em 2005, começando pelos veículos zero-quilômetro. Mas, até o fim deste ano, todos os automóveis terão de substituir os extintores pelos do tipo ABC. Sentiu a mão entrando duas vezes no seu bolso? Depois de utilizado ou dos cinco anos de validade, o ABC não é reciclável nem recarregável e tem que ser descartado e substituído por outro novo. Pode?

Fácil ganhar dinheiro com extintores no Brasil, não? É só multiplicar por R$ 50 (custo dele no mercado) as dezenas de milhões de veículos que ainda têm os antigos, mais os carros na linha de montagem e mais as substituições dos ABC vencidos para se ter uma idéia de quantas centenas de milhões de reais são faturados às custas — como sempre — do indefeso cidadão brasileiro. Um incalculável faturamento originário de um equipamento que, de pouco eficiente na época do carburador, tornou-se quase inútil com a injeção eletrônica dos automóveis modernos."

Alfa Romeo 4C (foto topgear.co.uk)



O presidente executivo da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, transformará a Alfa Romeo numa empresa independente, parte de seu último plano para reviver a marca em dificuldades, disseram à Automotive News Europe pessoas inteiradas do assunto.

A Alfa Romeo informará publicamente dados de lucros e perdas, disserem as fontes. “Para que essa proposta de tentativa de relançamento tenha crédito Marchionne precisa deixar claramente visível o balanço da Alfa,” disse uma das fontes.

O plano é crucial para os concessionários Fiat nos Estados Unidos, que esperam vender Alfa Romeo. No momento só estão vendendo dois carros pequenos, os Fiat 500 e 500L.
Maserati Quattroporte 2014


Neste ano em que a Maserati promete o “Alfieri”, para celebrar os 100 anos de existência da empresa, seguindo o caminho de retomada de novos projetos recém-coroada com o novo Ghibli, pensei em relembrar a história do agora já cinquentenário sedã da marca, que como sinal de extrema sofisticação atende pelo simples nome de Quattroporte.

Desde o início do funcionamento da Officine Alfieri Maserati, fundada em 1º de dezembro de 1914, em Bolonha, o caminho da Maserati foi repleto de sucessos e dramas. Mas o momento atual da Maseratti é singular. Sua nova estratégia, dentro da empresa-mãe Fiat recém-rebatizada como FCA (Fiat Chrysler Automobiles), que engloba os produtos para o dia a dia da Chrysler e Fiat, mas também marcas históricas como Jeep, Alfa Romeo, Lancia e Ferrari, encontra uma renovação e uma nova energia vital que foi muito explorada na campanha para o mercado americano do Ghibli que estreou este ano no cobiçado (e caríssimo) intervalo do Super Bowl, a grande final do campeonato americano de futebol (o deles).



A Volkswagen apresentou nesta quarta-feira o up! de duas portas, previsto no lançamento do novo modelo no Brasil. Simultaneamente, chega a versão I-Motion tanto para o de duas quanto para o de quatro portas, mas nem todos podem ter o câmbio robotizado:


Preços up! (R$)

2-portas
4-portas
(I-Motion)
Manual
I-Motion
Manual
I-Motion

take up!
26.900

28.900


move up!
28.300
30.990
30.300
32.990
2.690
high up!


34.990
37.760
2.770
black up!


39.390
42.160
2.770
red up!


39.390
42.160
2.770
white up!


39.390
42.160
2.770


Como a tabela mostra, dos duas portas só move up! pode ter a novidade e nos quatro-portas o take up! fica de fora.

Quanto ao modelo de duas portas, todas as modificações relativas ao Brasil são as mesmas do de quatro, como a porta de carga em aço-vidro e não toda de vidro como no carro alemão, e o aumento de comprimento total para maior capacidade do porta-malas. Mas houve uma mudança exclusiva para a versão brasileira, no desenho das janelas traseiras. No nosso, a base da janela é ascendente a partir quase do final, enquanto no original a inclinação começa antes. O motivo, segundo a VW, atenuar o impacto visual de coluna traseira alargada de devido ao maior comprimento da versão brasileira.

Outra diferença, esta lamentável, repetindo o que aconteceu no quatro-portas, é terem sido suprimidas as repetidoras dos indicadores de direção nos pára-lamas dianteiros.
 

VW up! duas-portas alemão: desenho da janela traseira diferente e com repetidoras dos indicadores de direção