| Uma grade bem conhecida, mas não de cabeça para baixo |
Houve um tempo de pequeno
automóvel alemão — famoso na Argentina e no Brasil por sua completa identificação
e resistência — utilizando como slogan
em seus anúncios ter motor de ciclo de dois tempos, e apenas sete peças móveis —
virabrequim, três bielas e três pistões. Coisa aparentemente distante ao
usuário comum, porém relevante, pois motor assemelhado, no ciclo de quatro
tempos, tinha umas 70 partes móveis. Uma antecipação da lógica do Dr. João
Gurgel: peça que o carro não tem, não
quebra.
A história da carroceria de 8 partes é pouco conhecida. Foi lembrada por Geoffrey Hacker, historiador estadunidense empunhando a bandeira dos carros com carroceria em compósito de fibra de vidro em seu país. Coisa meio romântica. Conto e comento.
Mudança, caminho
O pós-Segunda Guerra Mundial alterou o mundo, mercado, veículos. No caso americano, três anos de Esforço de Guerra, sem fabricar de veículos civis, apenas os destinados ao conflito, havia formidável mercado a ser satisfeito e, nele, uma nova fatia, suprida por carros com perfil esportivo, e não apenas sedãs conversíveis. MGs, Jaguares, Singers, Morgans, Allards, trazidos da Inglaterra, o surgimento de pequenos fabricantes locais, como a Glaspar, inicialmente com mecânica Willys, depois o que vestisse, e motivou a produção do Chevrolet Corvette, vestido com o compósito de fibra de vidro. E os Woodwill no mesmo caminho.

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